A artista plástica Hosana Ortiz, coordenadora do Projeto Portal das Artes, da Prefeitura de Extrema, expôs, de 3 a 10 de dezembro, a série “Amazônia Sempre Verde” na VIII Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Florença, a qual retratou diferentes linhas e propriedades culturais, e reuniu 1800 obras de 600 artistas (49 brasileiros) naturais de 70 países.
“Amazônia Sempre Verde” toca a defesa ambiental, um chamado à preservação. “Comecei a pintar essa série há cinco anos. É um apelo para que a Amazônia continue verde”, avalia Hosana.
O crítico de arte e superintendente do Patrimônio Cultural da Assembleia Legislativa de São Paulo, Emanuel Von Lauenstein Massarani, disparou elogios ao trabalho de Ortiz.
“Ela constrói uma realidade participada, utilizando um cromatismo vigoroso e seguro, onde imagens de árvores, troncos, folhas e aves inverossímeis aparecem em sua tela quase como num jogo de visão cosmológica e psicológica de um mundo que não deve desaparecer. A artista possui uma linguagem exuberante que corresponde ao fervor de sua criatividade”, sinaliza.
Massarani deposita o dom da efervescência poética na designação da artista. “Hosana Ortiz crê e ama o que faz, pois não pertence ao mundo dos desiludidos ou muito menos ao mundo dos medíocres, mas a um mundo mais humano capaz de superar, condicionar e, sobretudo, dominar o processo tecnológico”, poetiza.
