Dia do Trabalho é comemorado nesta segunda-feira (1) em meio às reformas previdenciária e trabalhista

Na próxima segunda-feira, 1º de maio, será feriado no Brasil em comemoração ao Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador, cujo objetivo é celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Diversos países espalhados pelo mundo também celebram a data, que, em 1886, foi palco de uma grande manifestação de milhares de trabalhadores, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Eles protestavam contra as condições desumanas de trabalho, reivindicando a redução da jornada de serviço – que era de 13 horas diárias – para oito horas por dia. Na ocasião, teve início uma greve geral nos EUA. Manifestantes e policiais morreram.

Já em 1889, em Paris, a central sindical Segunda Internacional decidiu que, anualmente, e, sempre dia 1º de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago, seriam realizados protestos para diminuir a jornada de serviço para oito horas diárias. Dois anos depois, dez manifestantes morreram durante um protesto na França.

No dia 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou as oito horas e proclamou feriado o 1º de maio do ano. A Rússia, em 1920, adotou a data como feriado nacional e essa ação foi disseminada em vários países.

Em 1925, no Brasil, o dia 1º de maio foi declarado feriado pelo então presidente Artur Bernardes, após o fortalecimento da classe operária com a chegada de imigrantes europeus no país, ideias e leis trabalhistas. Porém, a data já era comemorada pelos brasileiros desde 1895.

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1º de maio, como, por exemplo: Nova Zelândia, onde a celebração ocorre na quarta segunda-feira de outubro, em homenagem à luta dos trabalhadores locais que levou à adoção da jornada diária de oito horas diárias antes da greve geral que resultou no massacre nos Estados Unidos; Já na Austrália a data varia de acordo com a região; Estados Unidos e Canadá comemoram o Dia do Trabalho na primeira segunda-feira de setembro, para que a data não seja lembrada exatamente no dia do massacre de 1º de maio.

Vale ressaltar que até o início da Era Vargas (1930-1945), tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram comuns no país, mas não estabeleciam um grupo forte, por causa da pequena industrialização da época. Os operários criticavam as estruturas socioeconômicas do Brasil. Com a propaganda trabalhista de Vargas, passou-se a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalho. Diversos eventos são realizados no país para abordar a data, como forma de celebração, reflexão e discussão.

Neste ano, os diálogos sobre a data devem ser ainda mais intensos no Brasil por causa da grande polêmica que gira em torno das reformas previdenciária e trabalhista, propostas pelo presidente Michel Temer.

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