Dia Nacional da Conservação do Solo (15 de abril) alerta para a sua correta utilização

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Em 13 de novembro de 1989 foi publicada a Lei Federal Nº 7.876 instituindo 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo – a criação foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Esta data foi escolhida para homenagear o nascimento de Hugh Hammond Bennett (1881–1960), um conservacionista estadunidense que desempenhou importante papel nesta área, sendo considerado em seu país o “pai” da conservação do solo.

A data foi criada para conscientizar a população sobre a importância da correta utilização do solo, como um recurso natural para a produção de alimentos. Segundo a professora Mariana Araguaia, graduada em Biologia, o solo é o resultado do intemperismo de rochas por agentes físicos, químicos e biológicos, como a ação de chuvas, de ventos, e seres vivos; aliado à matéria orgânica.

“Abrigo para diversas espécies, como minhocas, fungos e micro-organismos, é dele que brota uma ampla vegetação, capaz de formar paisagens distintas e permitir a sobrevivência de diversas espécies que interagem entre si e com o ambiente. Graças ao solo, temos fontes de alimento, matéria-prima para os mais diversos fins, reciclagem de matéria orgânica, filtração e abrigo de água, entre outros”.

A existência dos seres humanos está bastante ligada à formação do solo, mas, ao mesmo tempo, o ser humano é quem realiza a exploração cada vez maior do solo, prejudicando-o. Além da intensificação do uso da terra, a biodiversidade do solo também é ameaçada pelo uso de fertilizantes químicos, pesticidas e herbicidas. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aproximadamente 25% de todas as espécies vivas residem no solo, ou seja, ele contém muitos e variados organismos e espécies.

A erosão, contaminação, compactação e perda da matéria orgânica, entre outros problemas, atingem quase um terço das terras em todo o mundo. Um estudo da FAO apontou que mais de 30% dos solos do planeta estão degradados.

As consequências de solos corrompidos são: perda de fertilidade, menor captação de carbono da atmosfera, o que contribui para as mudanças climáticas. Por outro lado, quando o solo é gerido de forma sustentável, ele pode desempenhar um papel fundamental na diminuição dessas alterações climáticas.

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