Ministério do Trabalho descobre 269 fraudes no seguro-desemprego em Minas

As fraudes são comunicadas à Polícia Federal

Valor total bloqueado em pedidos fraudados é de R$ 1.528.783

 

O Ministério do Trabalho descobriu 269 fraudes no seguro-desemprego em Minas Gerais por meio de um novo sistema implantado no final de dezembro de 2016. Até segunda-feira, dia 10 de abril, o total bloqueado em pedidos fraudados era de R$ 1.528.783. São Paulo, além de ser o estado com o maior número de habitantes do país, também lidera o ranking, com 5.257 casos de fraudes já apurados. Minas Gerais aparece em 14º lugar. O investimento no sistema antifraude foi de R$ 72 milhões.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o sistema permite acompanhar todo o processo entre o pedido do benefício e o pagamento feito pela Caixa Econômica Federal. A plataforma visa possibilitar uma economia estimada em até R$ 1,25 bilhão aos cofres públicos neste ano. “Além de poupar recursos dos contribuintes, o combate às fraudes assegura que o benefício seja pago a quem realmente precisa, que é o trabalhador que perdeu o emprego”, disse.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho, a base para o rastreamento é o CPF do trabalhador, o que também ajudará a reduzir problemas de duplicidade de matrícula no Programa de Inclusão Social (PIS). “A ferramenta fará integração com todas as bases de dados do Ministério do Trabalho, Receita Federal, Caixa Econômica Federal, entre outras. Isso vai proporcionar mais precisão e qualidade das informações, possibilitando maior agilidade no combate a esse tipo de crime”, explicou o ministro.

As fraudes provocam a perda de recursos destinados a trabalhadores demitidos, que dependem do seguro-desemprego até voltarem ao mercado de trabalho. Ronaldo Nogueira afirma que “até agora não havia nenhum tipo de ferramenta que analisasse, em tempo hábil, os pagamentos indevidos relacionados a fraudes. O seguro-desemprego existe desde 1986 e nunca se fez nada nesse porte”.

Além disso, a nova ferramenta irá possibilitar que, a partir de 2018, o trabalhador demitido sem justa causa tenha acesso ao seguro-desemprego sem precisar comparecer às agências do Ministério do Trabalho, informando a demissão sem justa causa por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que passará a ser diário e analisará se esse trabalhador preenche os requisitos do seguro-desemprego. Em caso positivo, ele receberá informações via SMS, e-mail e telefone.

Até julho, o sistema contará com mais de 30 “trilhas” para a análise de amostras dos requerimentos de seguro-desemprego. No momento, está em operação apenas uma “trilha” de rastreamento.

As fraudes são comunicadas à Polícia Federal. Quem tiver o seguro-desemprego bloqueado será comunicado e deverá procurar o Ministério do Trabalho, pois existem casos em que o próprio trabalhador não sabe que seus dados foram utilizados por fraudadores.

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