Número de pessoas com doença renal crônica mais que triplica no Brasil

Legenda no Word

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) divulgou que o número de pacientes com doença renal crônica que precisaram de diálise mais que triplicou em 16 anos no Brasil, passando de 42 mil, em 2000, para 122 mil, em 2016. No ano passado, 5,7 mil pessoas receberam um novo rim no país, sendo que a quantidade de transplantados vem aumentando cerca de 10% ao ano.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a prevenção é o melhor caminho para a doença renal crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades. Por isso, todos precisam estar atentos sobre a adoção de hábitos saudáveis, como a ingestão de água e mudança de estilo de vida, para a prevenção de doenças renais. O autocuidado das doenças crônicas não transmissíveis também é importante, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade.

As práticas recomendadas incluem: Fazer exercícios físicos regulares; Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras; Controle de peso corporal, da pressão arterial, do colesterol e da glicose; Não fumar; Não abusar de bebida alcoólica; Evitar o uso de anti-inflamatórios não hormonais; Cuidar de quadros de desidratação; Consultar regularmente o médico; Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica.

Ainda segundo a SBN, a hipertensão arterial, que atinge 30% da população, é a primeira causa de doença renal crônica. A diabetes mellitus é segunda causa da doença, afetando 50% dos pacientes. Além disso, o envelhecimento contribui para a redução da filtração dos rins, que diminui aproximadamente um mililitro por minuto ao ano após os 40 anos de idade.

A doença renal crônica piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. Isto é, quando a pessoa percebe, ela já costuma estar com o funcionamento dos rins completamente comprometido. Os sintomas podem incluir: mal-estar geral e fadiga; coceira generalizada; pele seca; dores de cabeça; perda de peso não intencional; perda de apetite; náuseas; dor nos ossos; sonolência; dificuldade de concentração e raciocínio; dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo; inchaço de mãos e pernas.

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