Anísio Guimarães

É servidor público, formado em direito e apaixonado pelas palavras desde a universidade. Poeta, tem vários trabalhos publicados e escreve sobre temas atuais, comenta assuntos de interesse geral ou simplesmente faz jorrar uma imensidão de palavras que brotam do coração.

Modéstias às favas

Estamos em tempo de caça aos políticos, mais especificamente aos políticos corruptos, e aos empresários corruptores, cujos atos praticados são mais comumente chamados de corrupção passiva e ativa. Estamos na verdade convivendo com um safári nas savanas da política brasileira, onde as atitudes são tão rasteiras quanto a vegetação que cobre as regiões com esta vegetação característica.

Temos convivido com números financeiros cujos dígitos não cabem nas calculadoras de bolso e de inimagináveis, jamais a grande maioria dos reles mortais verá a olho nú um dia, os valores em espécie movimentados nos intrincados corredores da corrupção.

Chegou-se, enfim, ao fundo do poço todo o arcabouço político que deveria primar pelo bem-estar da população brasileira em todos os níveis: educação, saúde, moradia, etc.

Com a possibilidade de cassação de mandato do atual Presidente da República – o que se duvida que ocorra – temos ainda que conviver com a falta de modéstia de membros da Alta Corte de Justiça do País, que se afastam da nobre função judicante para pairar sobre todas as cabeças como sendo o senhor feudal da nação brasileira, tamanho é o poder que esboça.

Gilmar Mendes é o estereótipo do magistrado que descerra com seu comportamento e fala a exata dimensão do que se é possível fazer quando se tem poder e quase nenhum escrúpulo.

Mandando a modéstia às favas, corremos o risco de que aquele Ministro do Supremo conduza o país a uma crise incontornável com decisões desproporcionais e desarrazoadas.

Os palavrórios dos republicanos

O que a quebra do sigilo telefônico do Lula e da Dilma revelou não foi unicamente a trama para perpetuação no poder, projeto desde muito tempo arquitetado por eles, mas o nível da conversa daqueles que foram eleitos para administrar o país.

A forma degradante e pejorativa com que o Lula da Silva fala com a então Chefe do Executivo Nacional é de enojar.

Não nos parece crível que se nos bastidores assim conversam, sejam pessoas que merecem nosso crédito. Os palavrões; a forma tacanha de se manifestar; o jeito de referir as pessoas com menoscabo; o desdém com as coisas do povo; e as chorumelas empregadas. Demonstram um verdadeiro escárnio com tudo e com todos.

Basta rever a fala do Jaques Wagner, com aquela feição de frequentador de prostíbulo, para certificar da sua incapacidade de interlocução se não for para esbravejar com palavrões. E o Prefeito do Rio de Janeiro, que demonstrou incapacidade de ser um político com humildade, além do descaramento de pedir desculpas pela brincadeira de mal gosto. O povo e Maricá saberão negar-lhe o voto, caso pleiteie o Governo do Rio, um dia.

Não foi diferente com o advogado do Lula, quando deixou claro que haverá prisão e condenação, com fala recheada de palavrões próprios de quem se prostra diante da TV como sendo um ilustre causídico, quando nos bastidores utiliza-se da baixaria para instruir seu cliente.

Nem se fale aqui do investigado Lula da Silva. Este com todas as razões não consegue utilizar do português, quiçá da educação, já que se dirige a todo mundo com palavras de baixo calão e desrespeito.

 

 

 

O privilégio de se completar 90 anos

Há controvertidas opiniões quanto ao envelhecimento.

Há, ainda, a despicienda ideia de que a idade é o fim da vida.

Há, também, o desrespeitoso estágio em que vivem os mais jovens, ao se comparar aos idosos e se verem melhores que estes.

Há, e haverá sempre, um ou outro que com posturas desordenadas queiram desonrar os mais velhos.

Mas não haverá jamais a certeza de que um dia em sendo mais jovem se conseguirá atingir a idade de um nonagenário.

Ter ou completar 90 anos é privilégio de poucos. É dádiva reservada aos melhores. É a completude da vida derivada dos feitos que permitiram a chegada das 9 décadas vividas.

Não se faz 90 anos simplesmente. Não se vive tanto tempo sem que Deus não tenha estendido as mais puras graças sobre um ser por ele criado.

Deus não precisa da idade para levar qualquer ser humano dessa terra, mas precisa dela para desmistificar a ideia de que  homem não precise dele para aqui permanecer.

No dizer de José Saramago: “É necessário sair da ilha para ver a ilha, não nos vemos se não saímos de nós”.

Daí a importância de entender o privilégio de se completar 90 anos, bastando sair de nós para poder nos ver e assim compreender qual o nosso papel nessas paragens.

Impõe que nos vejamos como imagem e semelhança do Criador e saibamos que apenas ele nos garante a certeza de permanência terrena, o que demanda sempre a prática de atos que coadunem com a vontade divina, e a vontade de Deus é vida e como tal esta requer seja vivida.

O resto? Bem, o resto é resultado das escolhas.

Ir, ficar e voltar

Viajar, um verbo delicioso de se conjugar em todos os tempos.

Conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas, é uma forma prazerosa de viver a vida.

Viajar é sobretudo um investimento. E investir é igualmente um verbo de conjugação prazerosa, ainda que haja posicionamentos contrários daqueles que entendem que os valores despendidos em viagens são verdadeiros desperdícios.

Longe de almejar convencer os posicionamentos contrários, os que optam em não fazê-lo, por certo buscam investir em outras áreas, posicionamento respeitado, uma vez que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

O que interessa é que ao sair em busca de novos ares, àqueles que são amantes de viagens, permitem que haja uma renovação da oxigenação do cérebro; permitem que a endorfina seja liberada em quantidades tais que sentimos os seus efeitos imediatos, afinal ao sair por aí, a descontração propicia a  melhoria da memória e do bom humor; o aumento da disposição física e mental; a melhoria do nosso sistema imunológico; o efeito antienvelhecimento uma vez que tudo se transforma em alegria, além de permitir uma maior interação e com isto a melhoria dos relacionamentos.

Os preparativos para viagem causam euforia, prazer e desejo de aproveitar cada instante. A permanência no destino escolhido, afasta os problemas temporariamente, permitindo assim reflexão para solucioná-los, além, é claro, da convivência pacífica e por vezes eufórica na companhia de amigos. O retorno, ah! O retorno. Voltar para casa após um período de descanso, é a certeza de que ir é bom, ficar é ótimo e voltar é espetacular.

Os palavrórios dos republicanos

O que a quebra do sigilo telefônico do Lula e da Dilma revelou não foi unicamente a trama para perpetuação no poder, projeto desde muito tempo arquitetado por eles, mas o nível da conversa daqueles que foram eleitos para administrar o país.

A forma degradante e pejorativa com que o quase Ministro da Casa Civil Lula da Silva fala com a Chefe do Executivo Nacional é de enojar.

Não nos parece crível que se nos bastidores assim conversam, sejam pessoas que merecem nosso crédito. Os palavrões; a forma tacanha de se manifestar; o jeito de referir às pessoas com menoscabo; o desdém com as coisas do povo; e as churumelas empregadas. Demonstram um verdadeiro escárnio com tudo e com todos.

Basta rever a fala do Jaques Wagner, com aquela feição de frequentador de prostíbulo, para certificar da sua incapacidade de interlocução se não for para esbravejar com palavrões. E o prefeito do Rio de Janeiro, que demonstrou incapacidade de ser um político com humildade, além do descaramento de pedir desculpas pela brincadeira de mal gosto. O povo e Maricá saberão negar-lhe o voto, caso pleiteie o Governo do Rio, um dia.

Não foi diferente com o advogado do Lula, quando deixou claro que haverá prisão e condenação, com fala recheada de palavrões próprios de quem se prostra diante da TV como sendo um ilustre causídico, quando nos bastidores utiliza-se da baixaria para instruir seu cliente.

Nem se fale aqui do investigado Lula da Silva. Este com todas as razões, não consegue utilizar do português, quiçá da educação, já que se dirige a todo mundo com palavras de baixo calão e desrespeito.

Vibe

A cada momento, uma nova linguagem surge e que nos permite dizer em tom requintado o que é vibração.

Ora, a forma de interlocução realmente tomou outro rumo e tudo graças a rede mundial de computadores.

A juventude dá o tom da conversa e tudo fica diferente, moderno, bonito e elegante.

A juventude realmente possui uma vibe especial e é nelas que devemos confiar o futuro que nos aguarda. Enquanto isto vamos aprendendo um novo formato de comunicar-nos.

A juventude possui poderosa vibração, e com ela consegue mover o mundo, na forma que criam e desejam.

Não há como não perseguir essa garra e essa pujança como forma de investir maciçamente naqueles que amanhã substituirão os que hoje estão na prerrogativa das funções mais importantes do planeta.

E é nessa vibe que devemos confiar, porque esta sacode a forma de pensar e a transforma em inovações que nos transportam para um mundo mais alegre.

Tô com a moçada e não abro, é muita vibe.

Microcefalia política

Já se começa a ouvir o ronco dos motores. O aquecimento dos pneus. Os ajustes finais. Dentro em breve será dada a largada. Os candidatos já ameaçam dar início à volta de apresentação. E todos rezam para que o tempo esteja firme e o traçado do circuito permita convergir em curvas seguras com traçado rápido. Já se vê o ocultar de quem tem mais potência no motor, isto é segredo e só será revelado no momento certo. Enquanto isto a torcida já começa a chegar… e quando menos se esperar conviveremos com discussões acaloradas acerca da qualidade e capacidade dos pilotos.
O enredo é bem parecido, mas longe de ser uma Fórmula I, o que teremos este ano são as eleições municipais e os candidatos são aqueles que irão pilotar as suas máquinas eleitorais, e cada um a seu modo, tentando atravessar a reta final e receber a bandeirada da vitória.
Essa corrida é feita para pilotos profissionais. Não se admite aqueles “meia-boca” que atrapalham ao invés de ajudar.
São muitos desejosos de pilotar essa potência que é a máquina política, mas pouco com capacidade de fazê-lo bem. Muitos a palpitar e poucos a acertar.
Nessa corrida apesar da habilidade exigida, não se exige habilitação, dai ter tanto “barbeiro” a pilotar mal a política que insiste em fazer.
De nada adianta vociferar a ponto de espumar o canto da boca. Poucos vão ouvir àqueles que nasceram com microcefalia política e não conseguiram desenvolver a capacidade de pensar essa ciência que exige acima de tudo um passado de bons serviços prestados ao povo, esse que aliás, é o combustível de octanagem altamente explosiva que move o motor político existente dentro dos profissionais da área.
Atenção amadores, a política não é tentar se aparecer, ela exige que ao conduzi-la nessa corrida, só àqueles que possuam potência nas ações despontem. Não perca o tempo tentando impressionar. Amadores não são admitidos nesse mundo que só os astutos proliferam. Profissionais da área, não ruminam na política, eles negociam, buscam apoio, dialogam. Optar por apenas criticar não garante lugar no meio, mas apenas faz do crítico um joguete nas mãos daqueles que por receio de se expor utilizam da bestial forma falar pela boca dos microcéfalos políticos.

O Planeta dos Mosquitos

A informação de que o zika vírus foi descoberto em 1947, na floresta de Zika, na África, portanto há 69 anos, pelo tempo, pode parecer um fato qualquer, já que só agora está a interferir em nossas vidas.

De lá para cá, o que interessa certamente é que este pequeno inseto voador vem fazendo estragos por onde passa. Ou picando àqueles que sem perceber semeiam a doença mundo afora, em especial os amantes, por viajarem por outras paragens.

O homem, por sua vez é capaz de criar todo o tipo de dispositivo eletrônico ou não, para fazer da tecnologia a bola da vez. Fazem satélites pousar em cauda de cometa, que viaja a milhões de quilômetros por hora e mísseis que podem destruir o mundo, impingindo velocidade e alvo inimagináveis.

O homem, diga-se àquele investido em cargo que lhe dá autoridade, é capaz de soluções de todo tipo, quando revestido de vontade política.

Este mesmo homem, que dotado de interesse pela causa comum em especial de sua própria família, também contribui para que ações políticas revertam em prol da sociedade. Ou quem sabe, aquele que minimamente seja consciente de seu papel na sociedade, não espera ações políticas e age por conta e risco na solução de problemas que estão mais em suas mãos do que dos políticos.

No entanto, o que se verifica é que nem o homem comum, tampouco o homem político, está interessado em acabar com os mosquitos da zika. E o mundo pode se transformar no “Planeta dos Mosquitos”.

E para um inseto que em 1947 surgiu ameaçando a vida humana, assim como a tecnologia, a sua capacidade de infestar o mundo também evoluiu, afinal, este tem o seu maior parceiro atualmente, o próprio homem, que não se importa em limpar sua própria casa, tornando-a um hospedeiro daquele que poderá destruir famílias com a contaminação dos futuros filhos dos irresponsáveis que fazem parceria com inimigos, ainda que um pequeno e aparente inseto inofensivo.

 

Por enquanto tudo calmo

O ano começou sem muito alarde.

Não fosse a turbulência causada pela queda da Bolsa da China, nada se apresentou como novidade, com exceção da preocupação de todos quanto a economia do país que parece dar sinais de estagnação, que somado aos gastos do fim de ano e a chegada dos impostos do início deste, coloca-nos à todos na vala comum da preocupação com as finanças.

Enfim, por enquanto tudo calmo.

Mas o pior está por vir. Estamos em ano eleitoral, das eleições municipais para escolha de prefeitos e vereadores. Daqui a pouco estaremos recebendo as visitas dos candidatos e suas propostas para o quadriênio 2017/2020.

Por óbvio que em sendo as eleições um propósito de guindar ao cargo da maior autoridade local alguém que possua os requisitos formais e materiais para tal, cumpre-nos o papel de bem escolher, sem abster-se dessa obrigação.

Com redobrada força é preciso repisar que este ano terá um diferencial, ou vários diferenciais calcados na crise moral que assola o meio político que virou palco de corrupção, roubalheira, nepotismo, formação de quadrilha, peculato, enriquecimento ilícito, dentre outros crimes investigados pelo nem tão Supremo Tribunal Federal.

Será um ano difícil para os senhores políticos.

Segundo Natália C. Lima, ao filosofar com grande ira, em sua página das redes sociais, indignada com a proliferação da dengue e do descaso com o crescimento da epidemia: “vão pedir votos até pras larvas dos mosquitos”.

Embófia também causa impeachment

O poder derivado de um cargo eletivo traz em seu bojo não raro o orgulho excessivo. Transforma um simples mortal em um ser intragável indivíduo que imagina ser poderoso para o resto de sua vida. Há exceções, mas são raridades. Quem é guindado a um cargo que lhe garanta ter as cercanias rodeadas de asseclas, enquanto no poder, vive a dar “carteiradas” e a subestimar em regra àqueles com o qual não pode contar.

Esquecem os pseudos poderosos que o tempo passa e com ele caminhamos todos juntos, sem parar, nossos passos pelo chão vão ficar.

E é exatamente nesse momento que num lapso temporal curtíssimo, o poderoso percebe que já não mais dispõe do seu séquito, havendo, inclusive entre eles, os que os traem, ou quem sabe, percebendo que não mais conseguirão benefícios, são capazes de entregar o até então intocável.

É difícil encontrar um “poderoso” que não seja empafioso, orgulhoso, soberbo, para não utilizar outros adjetivos. E a empáfia, a embófia, o ardil, a impostura, derrubam os que estão no poder e subestimam o seu povo.

Que o diga dona Dilma Rousseff que ao que tudo consta, está com os dias contados, exatamente porque todos àqueles que ela subestimou a querem agora ver pelas costas. Os eventuais crimes de responsabilidade são motivos secundários para a sua derrocada.

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