Editorial

Pais educam, professores ensinam

Neste domingo (15) comemora-se o Dia do Professor

Com a proximidade da comemoração do Dia do Professor – data celebrada em 15 de outubro, domingo – se faz necessária a lembrança do que é um professor, da sua importância, do seu papel na vida dos jovens e como fonte de conhecimento, sem deixar de lado a questão da desvalorização, violência e desrespeito que os professores vêm sofrendo hoje em dia no Brasil.

O Dia do Professor foi firmado no país em 1827, em um Decreto Imperial de Dom Pedro I, o qual determinou que todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras. Porém, a data só foi oficializada no Brasil como feriado escolar em 1963, por meio do Decreto Federal nº. 52.682.

Para se tornar um professor brasileiro é preciso fazer um curso superior em uma área relacionada com o ensino, seja a pedagogia ou um curso na modalidade de licenciatura, por exemplo. Nesse contexto, já é fácil entender que os professores estudam para repassar seu aprendizado e conhecimento para os alunos.

Pais educam, professores ensinam. Muitas famílias acusam a escola de não cumprir satisfatoriamente o seu papel, mas, muitas vezes, essa visão do papel do professor está equivocada, distorcida. Professores carregam a cobrança de educar os estudantes em sala de aula, pois os responsáveis pelos alunos transferem esse encargo para a escola; no entanto, esse não é o papel de uma unidade escolar.

O professor não educa, ele ensina. A educação tem de vir de casa, pois é moldada desde o nascimento da criança. É em casa que as pessoas devem aprender o certo e o errado. O papel de formar pessoas é dos pais. Já a responsabilidade de ensinar, de passar conhecimento é dos professores. No entanto, os docentes sabem da importância da participação dos pais como parceiros na formação escolar das crianças, para um bom desempenho. Além disso, a forma como as famílias são estruturadas pode interferir (e muito) no processo de ensino-aprendizagem.

O ensinar do professor é fundamental para a vida de todas as pessoas. É uma responsabilidade enorme. Entretanto, este profissional é desvalorizado, pelos próprios alunos, pelas famílias e pelos governos. Embora seja uma das profissões mais admiradas pela sociedade, os docentes recebem salários baixos, precárias condições de trabalho, jornada excessiva, além da indisciplina e até agressão (verbal e física) por parte dos estudantes, inclusive bullying, furto, roubo e discriminação. Estudos globais recentes mostram o Brasil como o país mais violento contra esses profissionais.

Um dos casos mais recentes de violência física contra docente foi o de Marcia Friggi, de 51 anos, professora de língua portuguesa e literatura de Indaial, em Santa Catarina, atingida por um soco no olho direito após pedir que o aluno colocasse um livro que estava entre as pernas sobre a mesa.

Essa triste realidade vem refletindo nos jovens, que já não optam em grande quantidade pela profissão de professor. Pesquisas apontam que o professor brasileiro ganha muito menos e trabalha muito mais do que em outros países. Infelizmente, a educação brasileira está atravessando uma crise assombrosa já há alguns anos.

Para frisar – e resumindo muito: é em casa que as crianças devem aprender a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “por favor”, “obrigado”, “desculpa”. Com os pais, a juventude deve aprender a ser honesta e a ter modos. Na escola, os professores ensinam matemática, português, história, geografia, ciências, química, física, língua estrangeira, biologia, filosofia, sociologia, educação física, artes. Fiquemos atentos à inversão de valores. E como dizia o professor Raimundo (Chico Anysio): “e o salário ó”.

Saúde mental, uma causa comum a todos os povos

O Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado em 10 de outubro, próxima terça-feira, foi instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental. A data visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, identificando-a como uma causa comum a todos os povos, que ultrapassa barreiras nacionais, culturais e socioeconômicas. O dia também tem a finalidade de combater o preconceito contra o assunto, que precisa ser discutido.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é uma prioridade. As perturbações de natureza mental crescem a cada dia em todo o mundo e, independentemente de sua gravidade, trata-se de uma das principais doenças do século XXI. Algumas das doenças mentais mais comuns são: esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), demência, transtorno da ansiedade generalizada (TAG) e dependências químicas.

As doenças mentais são condições de anormalidade ou comprometimento de ordem psicológica, mental ou cognitiva. Alguns fatores explicam os distúrbios psiquiátricos, como, por exemplo, a genética, problemas bioquímicos, como hormônios ou substâncias tóxicas, e até o estilo de vida.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), aproximadamente 30% dos brasileiros irão desenvolver algum transtorno mental ao longo de sua vida. De acordo com informações do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, também conhecido pelo seu nome original Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), um centro especializado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), milhares de pessoas com problemas de saúde mental em todo o mundo são privadas de seus direitos humanos.

“Cuidados de má qualidade devido à falta de profissionais de saúde qualificados e instalações precárias levam a sucessivas violações”.

O Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “Todos os seres humanos nascem com iguais condições de dignidade e direitos”.

A sociedade pode promover os direitos e a dignidade de pessoas com doenças mentais ao apoiar a participação na vida da comunidade; respeitar a sua autonomia para tomar decisões; garantir o seu acesso ao emprego, à educação, à habitação; incluir as pessoas que possuem transtornos mentais nos processos de tomada de decisão sobre questões que lhes dizem respeito; defender a inclusão política e social. Em contrapartida, as pessoas devem bucar e fazer o tratamento correto para sua doença. Nessa parte entra a família, pois geralmente o doente não percebe ou não admite que está precisando de ajuda, e os familiares e até as pessoas mais próximas, ao perceberem mudanças, devem alertá-lo.

Vale lembrar que as ações pontuais do Setembro Amarelo (movimento para prevenção do suicídio) terminaram com o fim do mês, porém o trabalho continua, ressaltando que esta é uma causa de morte que pode ser evitada. A Associação Brasileira de Psiquiatria estima que quase 100% dos suicídios tenham sido ocasionados por doença mental não tratada, ou tratada de forma inadequada.

“Tivemos inúmeras ações ao longo de todo mês, o que caracteriza a Campanha Setembro Amarelo como a maior campanha antiestigma do mundo. Foram diversos monumentos iluminados por todo o país, dezenas de caminhadas realizadas, palestras, simpósios e seminários para toda a sociedade, ações de panfletagem, além de quatro programas ABPTV inteiramente voltados para o tema”.

No Brasil, quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS) pode procurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de seu município. O atendimento e tratamento são feitos de forma totalmente gratuita. Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (141), e-mail, chat e Skype 24 horas, todos os dias. Para isso, basta acessar o site: www.cvv.org.br.

Turismo está entre as mais importantes atividades da atualidade

O Turismo é de extrema importância para uma cidade, estado ou país. É esta atividade que proporciona ao local visitantes, movimenta o comércio, aquece a economia, faz propagar o nome do município e também é uma oportunidade para o lugar mostrar o que possui em termos de cultura, além de sua hospitalidade. Já os turistas têm momentos de lazer e conhecimento.

O Turismo é uma das principais atividades sociais, culturais e econômicas da atualidade. Para instituir um marco da atividade e destacar a sua importância, foi criado o Dia Mundial do Turismo, comemorado na última quarta-feira, 27 de setembro. A escolha da data foi realizada durante uma conferência da Organização Mundial do Turismo (OMT), em 1980, em homenagem à implantação do estatuto da entidade, adotado desde 1970.

Escolher o destino, planejar a viagem, pesquisar (muito) e, finalmente, ajeitar tudo para partir temporariamente rumo a um local diferente é uma atividade muito prazerosa que vem sendo cada vez mais praticada no mundo, tanto que o Turismo está entre as mais importantes atividades para a cultura e economia.

Há diferentes tipos de Turismo (rural, cultural, religioso, de aventura, de pesca, natureza, etc.) e eles são considerados a partir dos produtos oferecidos pelos territórios e também de acordo com os tipos de consumidores.

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento devido ao grande potencial do setor, que responde por aproximadamente 10% da atividade econômica mundial. O objetivo é contribuir para a luta contra a pobreza e promover a compreensão mútua e o diálogo intercultural. Os temas são escolhidos anualmente.

“Promover mais entendimento entre os povos de todos os lugares, o que leva a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio de várias civilizações e a uma melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo dessa forma para fortalecer a paz no mundo”, disse a ONU durante a proclamação do Ano Internacional.

Extrema é uma cidade turística e uma das mais visitadas no Sul de Minas Gerais, no estado e até no país. O seu Turismo é de natureza, com atrativos que se dividem entre as suas cinco rotas turísticas, diferenciadas por suas características mais marcantes: Rota das Águas, Rota das Pedras, Rota das Rosas, Rota do Sol e Rota dos Ventos.

Na Rota das Águas o turista pode se aventurar com o rafting no Rio Jaguari e conhecer o Parque Municipal da Cachoeira do Salto, a Prainha Ronan Ranoi e a Cachoeira do Salto Grande. Na Rota das Pedras é possível observar e admirar pinturas rupestres e curtir a natureza exuberante durante uma cavalgada. Já a Rota das Rosas conta com o Mirante da Caixa D´água e com o Parque Municipal Cachoeira do Jaguari. A Rota do Sol, por sua vez, é perfeita para um passeio de jipe pelas trilhas. Além disso, a Caverna da Toca da Onça, a Prainha do Juncal e a Cachoeira das Anhumas fazem parte das maravilhas naturais que você encontra pelo caminho. E a Rota dos Ventos reserva emoções com o voo livre, rappel e trekking. Há também diversos atrativos naturais como trilhas, pedras e reservas.

Extrema está trabalhando fortemente para que o Turismo se transforme na segunda economia do município. Para isso, fortaleceu o seu Conselho Municipal de Turismo (Comtur), uma das ações previstas no Plano Municipal de Desenvolvimento Turístico Sustentável (PMDTS). O trabalho também visa consolidar Extrema no mercado nacional como um destino turístico de natureza.

Extrema já possui potencial de sobra para isso. Já consigo ver o município figurando nesse ranking, com ajuda do projeto Conservador das Águas, conhecido e valorizado no mundo inteiro. Para saber mais sobre o Turismo da cidade, acesse: www.extrematur.com.br.

Setembro Verde – A doação de órgãos salva vidas!

Sem créditos e legenda

O mês recebe o movimento Setembro Verde, criado pelo cirurgião cardiovascular José Lima Oliveira Júnior, da Comissão de Remoção de Órgãos da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Ministério da Saúde (MS) e secretarias estaduais de saúde. A finalidade é conscientizar a sociedade sobre a necessidade da doação de órgãos para salvar vidas.

Com o mote “Doe órgãos, a vida continua!”, a campanha ilumina prédios e monumentos do Brasil com a cor verde, para chamar atenção da população para a importância da doação de órgãos.

Neste mês, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos também realiza a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e a Brasil Verde. As ações são anuais e também iluminam pontos turísticos com a cor verde, além de levar informações e eventos sociais a municípios.

Recortada e sem créditoSetembro foi o mês escolhido para essas atividades porque acolhe o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado em 27 de setembro (próxima quarta-feira). Além dos objetivos já citados, a data ainda visa ajudar as pessoas que lutam por uma oportunidade de salvarem as suas vidas por meio da doação de órgãos.

De acordo com a ABTO, a taxa de doadores de órgãos no país subiu de 14,6 pessoas por milhão de habitantes para 16,2, no primeiro semestre de 2017. Em 2016, o Brasil registrou o maior número de doadores efetivos da história: foram 2.983 doadores.

Aproximadamente 35 mil pessoas estão na fila de espera por um órgão no Brasil. O governo afirma que o país tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Em 2016, mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil foram financiados pelo Sistema Único de Saúde.

Conforme diz a legislação brasileira (lei nº 10.211, de 23 de março de 2001), a retirada dos órgãos e tecidos para doação só pode ser feita com autorização da família e após morte encefálica do doador, pois somente assim os seus principais órgãos vitais permanecem aptos para serem recebidos por outra pessoa.

Pessoas vivas também podem doar órgãos, mas apenas aqueles que são considerados duplos, isto é, que não prejudicam as aptidões vitais do doador após o transplante, como rim, medula óssea, pulmão, parte do fígado e do pâncreas. Em 2016, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, foram realizados cerca de 700 transplantes de órgãos entre pessoas vivas.

O avanço nos números ainda é insuficiente para zerar a fila de espera, porém são significativos e merecem destaque, para que cada vez mais cresçam as estatísticas de doares e de doações realizadas e, consequentemente, de vidas salvas e famílias felizes.

Ah Extrema, nossa querida Extrema!

Ah Extrema, nossa querida Extrema! Neste sábado, dia 16 de setembro, Extrema comemora 116 anos de emancipação político-administrativa. No entanto, a origem do município é bem mais antiga do que a sua data de emancipação. Conhecida como o Portal de Minas, a atual Extrema já foi Registro e Santa Rita de Extrema.

Em 20 de setembro de 1901, o então distrito de Santa Rita de Extrema passou a ser denominado município. Em 16 de setembro de 1915, o município passa a se chamar Extrema. Em 10 de setembro de 1925, a sede do município é elevada à categoria de cidade. O fundador de Extrema é o fazendeiro José Alves (Zeca Alves), que doou, em 1832, 30 alqueires de terra para a construção da capela em louvor à Santa Rita – hoje Santuário de Santa Rita de Cássia.

Cercada por uma natureza exuberante, com belas atrações turísticas e muitos eventos culturais, Extrema tem como base da economia a indústria e está trabalhando para que o turismo se torne a segunda economia do município. A população estimada da cidade é de 34.344 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E quando dizem que Extrema é terra de gente batalhadora e acolhedora, acreditem. É nítida a diferença com que somos recebidos na cidade mineira que faz divisa com o estado de São Paulo. Sorrisos e “bom dia” são oferecidos para desconhecidos. Talvez o fato de morar numa cidade que fica no pé da Serra da Mantiqueira faça com que sua população seja mais calma e tranquila. A paisagem é deslumbrante, de tirar o fôlego, principalmente na Serra do Lopo.

Eleita várias vezes a melhor cidade do Brasil e de Minas Gerais, em diferentes categorias, Extrema também é um das cidades mais industrializadas do estado. Com o projeto Conservador das Águas, o município ganhou destaque nacional e internacional. A iniciativa foi a primeira medida municipal no Brasil a regulamentar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) relacionado à água.

A limpeza da cidade é outro ponto de destaque. Os turistas que visitam Extrema ficam encantados, e com razão, ao verem as ruas limpas, sem lixo ou mato e com flores e árvores muito bem cuidadas.

E, claro, não poderia deixar de citar o governo municipal que cada vez mais faz com que Extrema evolua e deixe para trás a estrutura de cidade pequena do interior, preservando e aumentando a qualidade de vida dos moradores e a calmaria.

Eu não sou filha legítima de Extrema, mas já me sinto adotada pela cidade. Já o jornal Gazeta da Cidade faz parte e ajuda a escrever a história do município há mais de 18 anos. Parabéns, Extrema, e obrigada por me acolher de forma tão sensível.

Amanhecer na Serra do Lopo

Amanhecer na Serra do Lopo

 

Foto: Ricardo. Q. T. Rodrigues

Suicídio, um grande problema de saúde pública

Breast cancer awareness ribbonO suicídio é um grande problema de saúde pública, que não é tratado nem prevenido de maneira eficaz. Por isso tantos casos. E também por isso surgiu o Setembro Amarelo, um movimento mundial que visa conscientizar a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos. Este mês foi escolhido, pois no dia 10 de setembro, domingo, se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Uma ação desse tipo já é um grande passo para desmascarar a errônea ideia de que é “proibido” falar sobre o assunto, quando o fato de evitar comentários a respeito só colabora para o aumento de casos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida em algum lugar do mundo. É importante dizer que o Brasil aparece em oitavo lugar quando o assunto é ‘país e seu número de suicídios’. Para a OMS, o tabu em torno deste tipo de morte impede que famílias e governos abordem a questão abertamente e de forma eficaz.

Hoje em dia, o autoexame da mama é visto como utilidade pública, um procedimento fundamental à saúde da mulher e que reduz efetivamente os casos graves de câncer de mama. Contudo, há cerca de 30 anos, quando a atriz Cássia Kiss apareceu na TV com os seios a mostra para ensinar as brasileiras a fazerem o autoexame que pode prevenir o câncer de mama, muitas pessoas viram a cena como algo escandaloso, depreciativo e apelativo. Talvez, daqui a alguns anos, o falar sobre suicídio pare de ser visto como um tabu e passe a ser considerado fundamental para a prevenção dos 804 mil casos de suicídios registrados todos os anos – de acordo com relatório da OMS.

É realmente importante desmistificar o assunto, quebrar o tabu em favor da saúde pública. Não falar sobre o suicídio, de forma preventiva, não é uma saída ou uma prevenção. As pessoas precisam saber que falar é a melhorar solução, o primeiro passo para conseguir ajuda e depois enxergar que nada, nenhum acontecimento, seja ele qual for, justifica tirar a própria vida.

O Setembro Amarelo teve início no Brasil em 2014, por meio de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante o mês, monumentos recebem iluminação na cor amarela e também são realizadas diversas ações, como palestras, caminhadas em prol da campanha, passeios ciclísticos e abordagens informativas em locais públicos das cidades.

“Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas”, ressalta o CVV, entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio desde 1962.

E você também pode ajudar a iluminar prédios públicos, colocar faixas, mobilizar passeatas, passeios de bicicleta ou motocicleta, distribuição de folhetos, uso de camiseta ou fita amarela, enfim, o que sua imaginação, habilidade e acesso permitirem.

No Brasil, quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS) pode procurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de seu município. O atendimento e tratamento são feitos de forma totalmente gratuita. Além disso, o Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (141), e-mail, chat e Skype 24 horas, todos os dias. Basta acessar o site: www.cvv.org.br.

Para mais informações sobre o movimento Setembro Amarelo, visite: www.setembroamarelo.org.br.

Ainda temos muito que falar sobre Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade, sendo a maior reserva natural do planeta. Ela é abundante em vários recursos e funciona como um reator para o equilíbrio da estabilidade ambiental da Terra. Possui uma rica biodiversidade e gera produtos fitoterápicos. Talvez muitos não saibam que a Floresta Amazônica também é responsável por grande parte da produção de chuva, bombeando para a atmosfera a umidade que se transformará em chuva. Para conscientizar as pessoas sobre a importância da Amazônia, debater sobre o desmatamento e educar a respeito de sua preservação, foi criado o Dia da Amazônia, celebrado anualmente em 5 de setembro, próxima terça-feira.

A data escolhida faz referência ao dia 5 de setembro de 1850, quando D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas). Infelizmente, não há muito para comemorar, mas há motivos para preocupação. A Floresta Amazônica, que possui 5,5 milhões de quilômetros quadrados, está ameaçada pelos constantes desmatamentos ilegais, que afetam diretamente a sua fauna e flora, causando sérios desequilíbrios ambientais.

O desmatamento também contribui para a falta d’água no país, pois, quanto mais árvores são derrubadas, há menos umidade, o que leva à diminuição das chuvas. A Amazônia oferece 20 bilhões de toneladas de água por dia do solo até a atmosfera. Está comprovado que mais da metade das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul são oriundas da Amazônia, o mesmo vale para a Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile.

Em junho de 2016, o desmatamento na Amazônia dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Metade da área devastada fica no Pará, depois aparecem Amazonas, Mato Grosso e Rondônia – toda a área desmatada é quase do tamanho de Belém (PA). Já o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu os trabalhos de medida da área de desmatamento neste ano e o resultado foi 7.893 km² – a taxa refere-se à análise de dados do período de agosto de 2015 a julho de 2016. E o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano, mostraram dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados no mês passado. Entre agosto de 2016 a julho de 2017, foi desmatada uma área de 2.834 quilômetros quadrados.

O crime ambiental de desmatar florestas é praticado, principalmente, por garimpeiros, madeireiros e pessoas que derrubam árvores para transformar áreas em pastagem para gados.

A floresta está presente nos seguintes estados brasileiros: Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Além do Brasil, compreende os países: Suriname, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador. Com aproximadamente sete milhões de quilômetros de extensão, os principais rios da Bacia Amazônica são: Amazonas (maior do mundo), Negro, Trobetas, Japurá, Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá.

A região conta com aproximadamente: 50 mil espécies de plantas; três mil espécies de árvores; 1.200 espécies de aves; 320 espécies de mamíferos; três mil espécies de peixes; 400 espécies de anfíbios; 300 espécies de répteis e 10 milhões de espécies de insetos. Entre 2014 e 2015, mais de 300 espécies de plantas e animais vertebrados foram descobertos na Floresta Amazônica, segundo apontou um novo relatório divulgado pela ONG WWF-Brasil em parceria com o Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São 381 novas espécies de animais, sendo: 216 novas espécies de plantas; 93 de peixes; 32 de anfíbios; 19 de répteis; uma ave; 18 mamíferos; e dois mamíferos fósseis. Esses números indicam que, nesse período, cerca de uma nova espécie de ser vivo foi descoberta na Amazônia a cada dois dias.

Para evitar a destruição da Amazônia, várias organizações criaram projetos com o objetivo de conscientizar a população sobre o bioma. Duas das instituições que ganharam destaque em sua luta são a WWF-Brasil e o Greenpeace.

Agosto: Dourado, Laranja e Verde

Ainda estamos no mês de agosto e ele é marcado por diversas campanhas, e todas são importantes: Agosto Dourado (em prol do aleitamento materno), Agosto Laranja (chama atenção para a esclerose múltipla – EM) e o Agosto Verde (incentiva doações a ONGs).

Agosto Dourado

O Congresso Nacional sancionou recentemente a Lei 3452/15 que institui agosto como o Mês do Aleitamento Materno e, assim, passa a ser chamado Agosto Dourado.

De acordo com o documento, neste mês as ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno devem ser intensificadas, com a realização de palestras e eventos; divulgação de informações na mídia e em espaços públicos; reuniões com a comunidade, além da iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.

O ato de amamentar um filho estreita os laços afetivos com a mãe (o neném busca o olhar de sua protetora durante a ação para sentir-se amado e protegido) e faz com que a criança receba cálcio, fósforo e ferro, entre outros nutrientes importantes para um crescimento saudável, como as vitaminas, garantindo uma boa formação óssea. Além disso, a amamentação é o principal fator de redução da mortalidade infantil. O aleitamento materno pode reduzir em até 13% a morte de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis.

Para garantir saúde ao filho, a mãe deve amamentá-lo até por volta dos dois anos ou mais (em parceria com a alimentação complementar) e, no mínimo, até os seis meses de vida (amamentação exclusiva), proporcionando, assim, grandes chances de imunização contra doenças respiratórias, diarreicas e crônicas, além de problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão e osteoporose.

Agosto Laranja

O movimento visa colorir o Brasil de laranja, a cor que representa a esclerose múltipla (EM), e promover eventos para fazer com que cada vez mais pessoas tenham conhecimento sobre a doença, como diagnosticar, tratar e viver bem com ela.

A doença é autoimune e crônica, a sua cura ainda não foi descoberta. Ela compromete o sistema nervoso central e prejudica a neurotransmissão, provocando dificuldades motoras e sensitivas que impactam diretamente na qualidade de vida das pessoas. A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida.

Os primeiros sintomas da esclerose múltipla passam, muitas vezes, despercebidos, como um pequeno desconforto do dia a dia, e isso é perigoso, pois pode camuflar o início da doença e retardar o tratamento da mesma. Pessoas com EM podem sentir visão dupla ou embaçada, fadiga, formigamentos, perda de força, falta de equilíbrio, incontinência urinária, tremor, espasmos, alterações cognitivas, de sensibilidade e na fala, dor nos olhos e nos músculos, Lhermitte (sensação de choque elétrico) e intolerância ao calor.

O diagnóstico da esclerose múltipla é clínico e baseia-se em dados de história e exame físico. A ressonância magnética pode revelar a doença precocemente. Já o tratamento da EM consiste na ingestão de remédios receitados por um neurologista, a fim de aliviar os sintomas e atrasar a sua evolução. A fisioterapia também é muito utilizada pelos pacientes. E existe também o transplante de células-tronco. Mais informações em: agostolaranja.org.br.

Agosto Verde

Já a campanha do Agosto Verde chama a atenção para o incentivo a doações para diferentes tipos de causas e instituições. O objetivo é “estimular as pessoas a deixarem as diferenças de lado e enxergarem as semelhanças com quem é ajudado pelo trabalho de instituições filantrópicas”, conforme consta no site agostoverde.org.

“Mais do que aquilo que nos torna diferentes, é hora de olhar para o que nos faz semelhantes. Acreditamos que, quando nos enxergamos no próximo, ajudar se torna algo muito mais natural. Dando visibilidade, temos certeza de que é possível diminuir o sofrimento de quem está à nossa volta”.

#NenhumHectareaMenos

Nesta semana, este espaço falará da ação da WWF-Brasil, uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

O espaço para a ONG é justo, pois ela está lutando contra a redução de áreas protegidas no Brasil. Na quinta-feira, dia 17 de agosto, a ONG reforçou a campanha pela manutenção das áreas protegidas brasileiras. Há em curso no Congresso Nacional um projeto de lei que ameaça florestas na Amazônia. Após vetar a Medida Provisória (MP) 756, que propunha uma drástica redução da proteção na Floresta Nacional (Flona) de Jamanxim, no Pará, o governo apresentou um novo Projeto de Lei – Nº 8.107/2017.

O jornalista e apresentador Marcelo Tas e o diretor e ator peruano radicado no Brasil, Enrique Diaz, se mostraram preocupados com o assunto e encabeçam a nova fase da campanha. “Eu sei, você sabe, todo mundo sabe: a Amazônia precisa ser preservada. O Brasil não aceita reduzir suas áreas protegidas”, frisa Tas no vídeo da campanha. Já Enrique Diaz afirma: “O Brasil poderá sofrer boicote de países que têm vetado a importação de produtos associados ao desmatamento, como a França, por exemplo. E para piorar, se é que é possível, o PL 8.107 vai virar um efeito dominó sobre as demais florestas brasileiras, servindo de modelo para reduzir outras áreas protegidas”.

O PL 8.107 tramita em regime de urgência. A redução das áreas protegidas pode, inclusive, contribuir para agravar o aquecimento global. Querem anistiar o crime de invasão de terra pública, abrindo caminho para o garimpo, o corte ilegal de madeira e o desmatamento neste pedaço vital da Amazônia.

No final de julho, organizações ambientalistas – Greenpeace Brasil, ICV, Imaflora, Imazon, IPAM, ISA, TNC Brasil e WWF Brasil – se uniram e lançaram uma nota sobre as consequências destrutivas desta medida para o meio ambiente e o Brasil.

“Repudiamos o PL apresentado pelo governo ao Congresso Nacional e pedimos, como representantes da sociedade civil, a sua rejeição. Qualquer redução dos limites acarretará em mais conflitos na região e também em mais desmatamento, que, por sua vez, coloca em risco o futuro econômico do Brasil e o futuro climático da região”, diz a nota.

As organizações alertam que: o PL representa um subsídio de pelo menos meio bilhão de reais aos grileiros que dominam a região; o PL não visa atender às pequenas propriedades (até quatro módulos fiscais) ou à agricultura familiar. A área média requerida por ocupantes da Flona é de 1.700 hectares, ou seja, quase 23 vezes um lote da agricultura familiar, que naquela região tem 75 hectares; a Flona do Jamanxim foi a Unidade de Conservação mais desmatada entre 2012 e 2015. Com a medida, o desmatamento na região pode mais que dobrar até 2030, com corte extra de 138 mil hectares e emissão de 67 milhões de toneladas de gás carbônico; dentro dos 354 mil hectares – ou seja, 30% de diminuição da área protegida -, há 312 embargos ambientais, resultado de grandes operações realizadas pelo Ibama na região. Ou seja, ao conceder a regularização fundiária dessas áreas, o Estado brasileiro desmoraliza ainda mais a própria política pública de controle do desmatamento, premiando com terra os criminosos.

TV digital pode chegar a Extrema até dezembro de 2023

162447473

São Paulo já passou a contar com televisão digital aberta. Aproximadamente sete milhões de domicílios com TV na capital paulista podem usufruir da inovação, que acaba com os chuviscos e os ruídos do sistema analógico. A tecnologia também já alcançou o Distrito Federal. O último local que passou a contar com o sinal exclusivamente digital foi Recife (PE), no dia 26 de julho.

O sinal analógico será desligado no dia 8 de novembro em Belo Horizonte e nas 38 cidades da Região Metropolitana. Em Extrema, o sinal será cortado até o dia 31 de dezembro de 2023, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Como Extrema fica a mais de 400 quilômetros de distância da capital mineira, não é necessário que a mudança seja feita em ambas as cidades simultaneamente.

O serviço de TV aberta analógica foi inaugurado no Brasil em 1950. Em 1972, foi iniciada a transmissão em cores. Agora, até 2023, a TV digital será o único sinal de TV aberta/gratuita a ser transmitido no Brasil. A tecnologia possui possibilidade de mobilidade, podendo ser sintonizada, também, no celular, tablet, no automóvel ou em qualquer outro dispositivo portátil ou móvel; e multiprogramação, ou seja, no mesmo horário, o telespectador pode assistir a diferentes programas em um único canal.

O desligamento do sinal analógico também irá liberar a faixa de 700Mhz para que a oferta de internet 4G possa ser expandida por todo o país, de acordo com a Seja Digital – EAD, responsável por operacionalizar a migração do sinal analógico para digital da televisão aberta no Brasil.

O desligamento do sinal analógico de TV nos municípios brasileiros teve início em fevereiro de 2016, em Rio Verde – Goiás, e vem progressivamente abrangendo as cidades do país. Até o momento, mais de 80 municípios já passaram a contar somente com o sinal digital de televisão. Até o fim de 2017, oito capitais, além do Distrito Federal, estarão sendo atendidas apenas com TV digital. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estima que 1,3 mil cidades já estejam com o sinal analógico desligado em 2018.

Para assistir aos canais digitais, em cidades onde já houve a atualização da cobertura, é preciso um conversor digital embutido no próprio televisor ou comprado à parte e instalado em uma TV com entrada de sinal digital, e uma antena UHF. Lembrando que a TV a cabo já conta com canais digitais.

Mais informações sobre a mudança, datas da cobertura nos municípios, entre outros detalhes da migração do sinal analógico para digital podem ser encontrados nos sites: www.dtv.org.br e www.sejadigital.com.br.

Cronograma de desligamento do sinal analógico até 2018

Fortaleza (CE) e Salvador (BA) – Desligamento: 27 de setembro de 2017; Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES) – Desligamento: 25 de outubro de 2017; Belo Horizonte (MG) – Desligamento: 8 de novembro de 2017; Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) – Desligamento: 31 de janeiro de 2018; São Luís (MA) – Desligamento: 28 de março de 2018; João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Belém (PA), Maceió (AL), Manaus (AM) e Natal (RN) – Desligamento: 30 de maio de 2018; Teresina (PI) – Desligamento: 31 de maio de 2018; Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) – Desligamento: 28 de novembro de 2018.

Gazeta da Cidade © 2014 | Todos os direitos reservados