Editorial

É melhor prevenir do que remediar

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou na última segunda-feira, dia 17 de abril. Realizada anualmente em todo o Brasil, a ação está com uma novidade neste ano: professores das escolas públicas e privadas passam a fazer parte do público-alvo da vacina. Aproximadamente 2,3 milhões de docentes poderão se prevenir contra a influenza. A campanha deve terminar no dia 26 de maio, sendo que 13 de maio será a mobilização nacional, conhecida como o Dia D.

No total, 54,2 milhões de pessoas dos grupos prioritários precisam receber a vacina. O público-alvo, considerado de risco para complicações por gripe, envolve crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; professores das redes pública e privada; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores de saúde; povos indígenas; pessoas com 60 anos ou mais; população privada de liberdade – incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis (cardíacas, renais, com diabetes, entre outras), inclusive pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Porém, não podem se esquecer de apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Já os pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) não precisam da prescrição.

O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar ao menos 90% do público-alvo, o qual é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta aumentou em 2017 devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. Em 2016, pela primeira vez, o índice ultrapassou 90%, atingindo 93,5% de cobertura vacinal.

A ação conta com companha publicitária que possui o slogan “Vacine-se. Deixe a gripe pra lá” e tem como padrinho o sambista Martinho da Vila. Vale ressaltar que quem já vacinou, ao apresentar os sintomas da gripe, deve procurar o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, mortes. “Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza”. No entanto, a pasta também ressalta que após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. “São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas”.

A vacina contra gripe não é indicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para aqueles que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A transmissão dos vírus da influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). A adoção de medidas simples pode ajudar a evitar ainda mais a doença, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar não ficar em locais com grande aglomeração de pessoas.

Até 1º de abril, foram registrados 276 casos de influenza no Brasil e 48 mortes. Então, como já diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar. Você que faz parte do público-alvo não deixe de tomar a vacina. Caso esteja com medo ou dúvidas, procure um médico para mais orientações. Já para informações sobre a vacina na sua cidade, procure a Secretaria Municipal de Saúde ou o postinho mais próximo de sua casa.

Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1998, foi comemorado na terça-feira, 11 de abril. A data visa esclarecer a doença e as possibilidades de tratamento para que o paciente e sua família tenham uma melhor qualidade de vida. O Mal de Parkinson ou Paralisia Agitante é uma doença progressiva do sistema neurológico e que afeta principalmente o cérebro. A enfermidade foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

A doença raramente acomete jovens adultos. Os pacientes passam a não ter mais controle sobre seus próprios movimentos, que também se tornam lentos, e apresentam tremedeiras, que se intensificam em estágios avançados da doença. São tremores totalmente incontroláveis. Outros principais sintomas são: rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.

É preciso ficar atento a qualquer sinal e procurar rapidamente um médico, para que a doença não avance descontroladamente e rapidamente. O diagnóstico de Parkinson é feito por exclusão, pois não há nenhum teste específico para evidenciar a doença. A descoberta baseia-se na história clínica do doente e no exame neurológico.

Não há formas de prevenção. Pelo menos não é fatal e nem contagiosa, além de não comprometer a memória ou a capacidade intelectual da pessoa. Mas ainda continua sem cura, apesar de todos os avanços científicos. Trata-se ainda de uma doença progressiva e com causa desconhecida. Também não há fortes evidências de que seja hereditária.

É de conhecimento público que diversos famosos sofrem deste mal. Alguns exemplos são: Michael J. Fox, o premiado ator canadense mundialmente conhecido por ter vivido Marty McFly em “De Volta Para o Futuro” – ele descobriu a doença ainda muito novo, em 1991, quando tinha 30 anos; e o ator brasileiro Paulo José. Muhammad Ali, a lenda do boxe, também tinha Parkinson. O cantor americano Johnny Cash foi outro portador da doença, assim como o Papa João Paulo 2º, entre tantos outros.

O ator Paulo José descobriu que tinha Parkinson em 1993. Ele até já participou de uma novela da Rede Globo em que interpretou um personagem que sofria da doença. Paulo foi “Benjamin” na trama Em Família. O ator parece conviver bem com a doença e se permite fazer brincadeiras a respeito, como, por exemplo, quando disse que vive em um “Parkinson de diversões”.

O Parkinson nunca conseguiu afastar Paulo José dos palcos, do estúdio e de sua própria vida. Ele não parou de trabalhar. Desde que descobriu a doença, segue participando de filmes, programas de TV, séries e novelas, além de dirigir comerciais. Em uma de suas declarações sobre a doença, ele disse que: “Quando acordo, tenho de fazer uma escolha. Decido sair da cama. ‘Hoje o dia será melhor’. Ao me deitar, não penso se o dia foi melhor. Só penso: ‘Amanhã será um outro dia’. Assim, sigo trabalhando e vivendo dia por dia”.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Parkinson atinge entre 1% e 2% da população mundial com idade acima de 65 anos. No Brasil, o índice é de 3,3% das pessoas acima de 70 anos.

Como bem disse o ator Paulo José, o Parkinson “é uma doença degenerativa, progressiva e irreversível. Mas a vida não é muito diferente”.

Michael J. Fox, o amado Marty McFly em “De Volta Para o Futuro”, descobriu que tinha Parkinson aos 30 anos

Michael J. Fox, o amado Marty McFly em “De Volta Para o Futuro”, descobriu que tinha Parkinson aos 30 anos

Depressão é tema do Dia Mundial da Saúde

A saúde em todos os seus aspectos (físicos e mentais e, consequentemente, a qualidade de vida) é tão importante que existe um dia destinado à sua celebração. Nesta sexta-feira, dia 7 de abril, comemoramos o Dia Mundial da Saúde, criado em 1948 pela Assembleia Mundial da Saúde. Em 1950, a data passou a ser festejada. O dia foi definido por coincidir com a fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão que integra a Organização das Nações Unidas (ONU).

O objetivo da data é conscientizar todos sobre a qualidade de vida e os diferentes aspectos que afetam a saúde, além de alertar sobre os problemas de saúde pública e a respeito das responsabilidades dos governos em criar e manter ações que promovam a saúde, bem como reforçar que esta é um direito de todos.

Anualmente, campanhas são realizadas com base em um determinado tema relacionado à saúde. A ONU elege um assunto que a OMS avalie necessário promover. Em 2016, o tema foi o diabetes. Neste ano, a campanha aborda a depressão, uma doença que pode afetar pessoas de qualquer idade e em qualquer etapa da vida.

Segundo as Nações Unidas, com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências. “Conversar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para entender melhor o assunto e reduzir o estigma associado a ele. Assim, cada vez mais pessoas poderão procurar ajuda”. Esta é a ideia.

Ainda segundo a ONU, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno. Aproximadamente 5,8% dos brasileiros têm depressão, ou seja, 11,5 milhões de pessoas. Este índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno, com um total de 17,4 milhões de casos, segundo informações da OMS.

“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, destacou a OMS.

De acordo com a entidade, a depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. “Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”.

Já a ONU ressaltou que, “embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade dos afetados no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira ao atendimento eficaz é a avaliação imprecisa”.

Em 1946, a OMS aprovou um conceito que ampliou a visão do mundo sobre o que é estar saudável. Ficou definido que a saúde “é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. No Brasil, segundo a Lei Orgânica da Saúde nº. 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A medida também diz que, para ter saúde, alguns fatores são determinantes, como a alimentação, moradia, o saneamento básico, meio ambiente, trabalho, a renda, a educação, atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Vale ressaltar que o cidadão brasileiro tem o direito de receber atendimento médico gratuito.

Dia da Mentira começou na França

Estamos no Dia da Mentira, 1º de abril, sábado. O dicionário mostra que mentir significa “afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro; mentir vergonhosamente; enganar, iludir; ludibriar”. Você já parou para pensar se existe uma história verdadeira para a data? A resposta é sim!

O 1º de abril faz parte do calendário de diversos países ocidentais. Nesta data, as pessoas aproveitam para pregar peças nos outros, contando pequenas inverdades e fazendo a pessoa cair no Dia da Mentira. Mas como surgiu a data? E por que ela ocorre justamente em 1º de abril?

Assim como várias datas celebradas em todo o mundo não possuem origens exatas, o Dia da Mentira também não tem uma explicação oficialmente correta, porém é certo que a brincadeira remonta à França da segunda metade do século XVI, no reinado de Carlos IX (1560-1574).

Desde o começo do século dezesseis, o Ano Novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas com trocas de presentes e animados bailes duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Entretanto, em 1562, o papa Gregório XIII instituiu um novo calendário (Gregoriano – vigente até hoje) em que o Ano Novo passaria a cair em 1º de janeiro. O rei Carlos IX só começou a seguir o decreto papal dois anos depois, em 1564.

No entanto, mesmo com ambas as decisões, franceses ainda resistiram à mudança, ignorando-a e até mesmo esquecendo-a, mantendo a celebração na antiga data. Reza a lenda que algumas pessoas começaram a ridicularizar esse apego, enviando aos conservadores convites para festas inexistentes e presentes esquisitos, além de chamar os adeptos do calendário anterior de bobos de abril, devido à comemoração mentirosa da passagem do ano. Desde então, a brincadeira firmou-se em toda a França. Cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra, e foi se espalhando para outros países. Hoje, até empresas, inclusive as grandes, criam pegadinhas na data.

O Google, por exemplo, é uma empresa que gosta muito do Dia da Mentira. Um dos casos mais famosos da multinacional relacionados ao assunto aconteceu em 1º de abril de 2000, quando o Google disponibilizou uma versão de sua página de buscas chamada MentalPlex, dizendo que a mesma era capaz de ler a mente das pessoas, isto é, não era necessário digitar o que estava procurando na barra de busca, bastava apenas olhar fixamente em uma bolinha de cristal colorida disponível na página. Imaginem se fosse verdade…

Na China as pegadinhas do Dia da Mentira não têm muita graça. E realmente é preciso tomar cuidado com as brincadeiras da data para não extrapolar o limite do bom senso, afinal o objetivo do 1º de abril é proporcionar boas gargalhadas e não situações seriamente constrangedoras. E você, já caiu em alguma pegadinha hoje?

A Hora do Planeta 2017: Vamos apagar as luzes?

Você sabia que um simples apagar das luzes em toda a Terra durante uma hora pode aliviar o planeta do aquecimento global e conscientizar o mundo? Pensando nisso, o World Wildlife Fund (WWF), uma organização não governamental (ONG) dedicada à conservação da natureza, marcou “A Hora do Planeta 2017”, um blecaute voluntário promovido pela ONG ambiental, para este sábado, dia 25 de março, das 20h30 e 21h30 (horário de Brasília). O ato acontece em diversas cidades pelo mundo, incentivando entidades, empresas e pessoas a desligarem as luzes por 60 minutos. A ideia é que a população reflita sobre as próprias ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir os problemas e desafios ambientais. Esta é a esperança da Hora do Planeta, um ato simbólico que será promovido no mundo todo.

Em 2016, no Brasil, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, conseguindo desligar por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos. Para este ano, a expectativa da ONG é ainda maior. O WWF-Brasil disponibilizou no site da Hora do Planeta um formulário para a inscrição de atividades das pessoas e um material com dicas do que cada um pode fazer para participar mais intensamente da nona edição da ação no país. No ano passado, mas de sete mil cidades do mundo inteiro participaram da iniciativa.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam”, comentou o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida da população.

Para Maurício Voivodic, a preocupação em evitar o desperdício, o uso consciente de veículos individuais de transporte e a opção de comprar produtos locais e que não agridam o meio ambiente são alguns dos hábitos importantes para a redução de danos ao meio ambiente. “As causas e os efeitos das mudanças climáticas estão inseridos na nossa vida. A resolução destas questões está muito relacionada à criação e ao cumprimento de políticas públicas. Porém, se cada um repensar seus hábitos de consumo, teremos uma grande melhoria na saúde do planeta”, afirmou.

Vale lembrar que o Brasil vem enfrentando graves problemas relacionados às mudanças do clima, como a seca do Nordeste, a diminuição de produção de alimentos e o racionamento de água em plena temporada de chuvas no Distrito Federal.

As usinas termelétricas trabalham com a queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo e gás natural), o que potencializa o efeito estufa, o qual, por sua vez, tem importante participação no aumento da temperatura global. “O nosso país tem todas as características para ser líder global na geração de eletricidade, com ampliação da oferta de geração solar e eólica. O investimento de cinco anos em energia solar em detrimento à térmica, por exemplo, pode gerar cerca de R$ 150 bilhões de economia em 20 anos, além de mais empregos. Ao assumir uma liderança mais forte e a tempo frente às mudanças climáticas, o Brasil pode se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável e economia verde, contribuindo para o bem-estar da população e para a segurança climática do planeta”, comentou o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur.

Então, hoje, entre 20h30 e 21h30, pensemos sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente, o que temos feito e o que podemos fazer para diminuir os danos ambientais, que afetam diretamente toda a população.

Apenas 1% da água do mundo pode ser utilizada

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 86

Água, uma palavrinha de quatro letras que possui um significado gigantesco. A água está presente em praticamente todos os setores da nossa vida. Trata-se de um recurso essencial – e frágil – para a sobrevivência de todos os seres vivos. Ela atua mantendo nosso corpo hidratado, ajuda no transporte de substâncias, auxilia na preparação dos alimentos, entre tantas outras funções.

O Dia Mundial da Água, próxima quarta-feira, dia 22 de março, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado pela primeira vez em 1993, devido à presença de grandes índices de poluição ambiental no planeta. A data foi recomendada pela ONU durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro. Desde então, as celebrações ao redor do mundo acontecem a partir de um tema anual, definido pela própria entidade, com o objetivo de abordar os problemas relacionados ao recurso hídrico. Neste ano, o assunto que pautará as discussões do setor será “Água Residual”, aquela descartada, procedente de uso doméstico, comercial ou industrial.

A ONU, quando instituiu o Dia Mundial da Água, divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que é ordenada em dez artigos, sendo que alguns deles são: A água faz parte do patrimônio do planeta; O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; A água não é somente herança de nossos predecessores, ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores; A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Atualmente, a situação da água no Brasil é muito melhor do que a registrada anteriormente – grave crise hídrica teve início no país em 2014, com a queda dos níveis dos reservatórios -, apesar de alguns locais ainda sofrerem bastante com a estiagem, como é o caso do Distrito Federal. No final de 2015, o Sistema Cantareira (que abastece 5,7 milhões de pessoas apenas na Região Metropolitana de São Paulo) deixou de depender da reserva técnica (volume morto), a qual começou a ser utilizada em maio de 2014. O Cantareira fechou fevereiro de 2017 com 92% da sua capacidade total – considerando as cotas do volume morto.

Independentemente da situação dos reservatórios, sempre haverá períodos de seca. Assim, a economia se faz necessária continuamente, pois a água é um recurso natural esgotável e, por isso, precisa ser usada com consciência. Você sabia que um ser humano sobrevive somente uma semana sem água? Pense nisso.

Quando o assunto é economizar água, a mudança de hábitos em relação ao recurso hídrico é essencial, mas também se deve conscientizar a respeito de outros aspectos que exigem economia para preservar uma das principais matérias-primas dos produtos: a água. O papel é o que melhor se encaixa como exemplo, pois a sua produção está entre os processos industriais que mais consomem água. Para fazer uma única folha de papel A4 são necessários 10 litros de água. Já um quilo pede 540 litros.

Preocupar-se com a falta d’água quando 70% da Terra é coberta por ela parece um pouco desnecessário. O problema é que uma parcela de 97% de toda essa água está nos oceanos, ou seja, é de água salgada, e apenas a quantia de 3% representa a água doce. No entanto, para deixar a situação mais crítica ainda, cerca de 2% dela encontra-se congelada em geleiras e nas calotas polares. Isso significa que somente 1% de toda a água do mundo (presente nos rios, lagos, lençóis freáticos superficiais e atmosfera) pode ser utilizada de forma imediata para consumo humano. O fato é que as reservas potáveis deste recurso hídrico no mundo estão se reduzindo a níveis preocupantes.

“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 20 de março (neste ano, uma segunda-feira) como o Dia Internacional da Felicidade. A data foi oficializada em 2012 por meio de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), aprovada por unanimidade pelos 193 estados-membros. “A busca pela felicidade é um objetivo humano fundamental”, diz o documento. A primeira comemoração da data ocorreu em 2013, ou seja, a celebração ocorrerá em 2017 pela quinta vez.

O Dia Internacional da Felicidade é um dia para ser feliz, claro! As Nações Unidas comemoram a data como uma maneira de reconhecer a importância da felicidade na vida das pessoas em todo o mundo. Para a ONU, três aspectos-chave que levam ao bem-estar e à alegria são: acabar com a pobreza, reduzir a desigualdade e proteger o planeta.

Neste ano, a campanha global da felicidade tem como protagonistas os personagens do desenho animado “Smurfs”, com o objetivo de apoiar as novas metas globais da organização. A ação segue até 20 de março (Dia Internacional da Felicidade), em apoio aos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da entidade: Erradicação da pobreza; Fome zero; Boa saúde e bem-estar; Educação de qualidade; Igualdade de gênero; Água limpa e saneamento; Energia acessível e limpa; Emprego digno e crescimento econômico; Indústria, inovação e infraestrutura; Redução das desigualdades; Cidades e comunidades sustentáveis; Consumo e produção responsáveis; Combate às alterações climáticas; Vida debaixo d’água; Vida sobre a Terra; Paz, justiça e instituições fortes; Parcerias em prol das metas.

A iniciativa visa destacar que todas as pessoas podem ajudar a promover esses objetivos (que deverão ser alcançados até 2030) mesmo sendo tão pequenas em tamanho quanto os Smurfs. A hashtag oficial da campanha é #SmallSmurfsBigGoals. No site www.smallsmurfsbiggoals.com será possível fazer um teste para descobrir quais Smurfs e ODS melhor correspondem aos seus interesses, compartilhando o conteúdo nas redes sociais.

A criação do Dia Internacional da Felicidade foi inspirada em uma reunião das Nações Unidas, em abril de 2012, com tema “Felicidade e Bem-Estar: Definindo um Novo Paradigma Econômico”, quando foi abordada a iniciativa do Butão, país asiático que reconheceu a supremacia da felicidade nacional sobre a renda no início da década de 70, adotando a meta da “Felicidade Nacional Bruta”, acima do Produto Interno Bruto (PIB). Na ocasião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o mundo “precisa de um novo paradigma econômico que reconheça a paridade entre os três pilares do desenvolvimento sustentável. O bem-estar social, econômico e ambiental é indivisível. Juntos, eles definem a felicidade global”.

A Organização das Nações Unidas convida os estados-membros (o Brasil é um deles), as organizações internacionais e regionais, bem como a sociedade civil, incluindo organizações não governamentais (ONGs) e indivíduos, a observarem o Dia Internacional da Felicidade de uma forma apropriada, inclusive através da educação e atividades de conscientização pública. Como já dizia o escritor Érico Veríssimo, felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.

“A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira” – Leon Tolstoi.

Sexta-feira (10) será dada a largada para o saque do FGTS inativo

Está cada vez mais próximo o dia em que os trabalhadores brasileiros finalmente poderão fazer o saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O prazo começa na próxima sexta-feira, dia 10 de março, e segue até 31 de julho, uma segunda-feira. Neste período, aproximadamente 30,2 milhões de pessoas poderão retirar o dinheiro. O cronograma segue a data de nascimento do trabalhador.

Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), a ação abrange 49,6 milhões de contas – saldo de R$ 43,6 bilhões. A expectativa é que a medida injete mais de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

O governo informou que mais da metade das pessoas tem, no máximo, R$ 500,00 para sacar. Já 24% possuem saldo entre R$ 500,00 e R$ 1.500,00, o equivalente a 80% do total de pessoas que podem retirar o benefício. Os demais têm direito a receber mais de R$ 1.500,00.

Quem pode sacar o dinheiro? De acordo com a Caixa, todo trabalhador (com contrato de trabalho registrado em carteira de trabalho, trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros, atletas profissionais e os empregados domésticos) que pediu demissão ou teve seu contrato de trabalho finalizado por justa causa até o dia 31 de dezembro de 2015 tem direito ao saque de todas as contas inativas de FGTS, inclusive quem está atualmente empregado. Outra boa notícia para o trabalhador é que não haverá limite de valor para o saque.

Já os trabalhadores que não possuem saldo em sua conta e os que tiveram os contratos de trabalho finalizados a partir do dia 1º de janeiro de 2016 não têm direito ao FGTS inativo.

Nesta semana, surgiu uma novidade sobre o assunto: famílias de trabalhadores que morreram podem sacar o dinheiro da conta inativa do fundo de garantia, caso os trabalhadores tenham falecido antes da edição da Medida Provisória (MP) 763, de 22 de dezembro de 2016. Para retirar o montante o familiar precisa apresentar a sua identidade e a carteira de trabalho do titular da conta, além de solicitar o resgate junto à Caixa.

A MP 763 mudou a Lei 8.036/90 sobre o FGTS. Antes, o saque de contas inativas era permitido somente em caso de contratos de trabalho firmados após o dia 1º de junho de 1990. Além disso, o montante só podia ser sacado quando o trabalhador se aposentava, para pagar a entrada ou o financiamento da casa própria e após ficar três anos sem trabalhar com registro em carteira.

Você também pode não querer retirar o dinheiro, mas especialistas orientam as pessoas a efetuarem o saque de contas inativas, pois a rentabilidade do FGTS é inferior a outras aplicações consideradas conservadoras. Assim, torna-se mais vantajosa a retirada do benefício. Atualmente, o FGTS rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR), enquanto o rendimento da poupança é de 6,17% ao ano mais a TR.

Para consultar o saldo do FGTS acesse o site da Caixa ou do próprio FGTS. Outra opção é verificar a informação no aplicativo do fundo de garantia disponível para smartphones e tablets (Android, iOS e Windows Phone). Mais formas de obter o dado são pelo autoatendimento e nas agências da Caixa, mesmo que o trabalhador não seja cliente do banco. Contudo, nesses casos, é preciso apresentar o Cartão Cidadão.

Fique de olho no calendário de liberação do FGTS inativo: 10 de março: trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro; 10 de abril: nascidos em março, abril e maio; 12 de maio: trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto; 16 de junho: nascidos em setembro, outubro e novembro; 14 de julho: nascidos em dezembro.

Lembrando que o dinheiro do FGTS inativo estará disponível para saque até o dia 31 de julho deste ano.

Conquista do voto feminino completa 85 anos

Direito ao voto feminino foi conquistado com o Decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932

O Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil foi celebrado nesta sexta-feira, dia 24 de fevereiro. A comemoração foi instituída por meio da Lei 13.086, criada em 2015. E foi assim que esta data tão cheia de significado entrou para o calendário nacional.

O direito ao voto feminino foi estipulado no governo do ex-presidente Getúlio Vargas, com o Decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932. Alguns anos antes, em 1928, a professora Celina Guimarães Viana, de 29 anos, registrou seu voto nas eleições do ano, no Rio Grande do Norte. Celina foi a primeira mulher eleitora do Brasil.

Na época, ocorreram diversas campanhas, discussões e reivindicações para que as mulheres pudessem ter direito ao voto. Foi uma longa luta, que teve início antes da Proclamação da República. Depois, quando o voto passou a ser permitido, o direito era parcial, sendo concedido somente a mulheres casadas e que tinham autorização dos maridos e também às mulheres viúvas ou solteiras que possuíssem renda própria.

Tais restrições só foram eliminadas em 1934 e, em 1946, a obrigatoriedade do voto das mulheres passou realmente a valer, assim como o direito de serem eleitas para cargos nos poderes Executivo e Legislativo. A médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós foi a primeira deputada federal brasileira, entre 1934 e 1935.

É fato que, desde o início, as mulheres foram consideradas inferiores aos homens, tanto fisicamente quanto intelectualmente. Então a conquista do direito ao voto feminino trouxe um novo panorama em relação ao respeito para com as mulheres, sendo uma das principais conquistas rumo à igualdade de gênero, que ainda não foi obtida. Um bom exemplo disso é a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho em pleno século XXI. Estatísticas apontam que a desigualdade de gênero – da qual a diferença salarial faz parte – tem diminuído, mas de forma lenta.

Segundo previsão do Fórum Econômico Mundial (WEF – sigla em inglês), no ritmo em que estamos, será preciso esperar 95 anos para que mulheres e homens brasileiros atinjam situação de plena igualdade. Se assim for, provavelmente não estaremos mais vivos para ver isso finalmente acontecer. O Brasil aparece na 79ª posição, entre 144 países, no ranking global de 2016 da igualdade de gêneros.

De acordo com o relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformas as economias para realizar os direitos”, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a diferença entre a remuneração de homens e mulheres diminuiu de 38%, em 1995, para 29%, em 2007. Já o estudo “Estatísticas de Gênero 2014”, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a renda média das brasileiras corresponde a cerca de 68% da renda média dos homens.

A conquista do voto feminino é um marco histórico do país e, sobretudo, um marco para a história da mulher brasileira.

Dia do Gato alerta sobre maus-tratos

Sem legenda e créditos

Aquele olhar sapeca, muitas vezes sonolento e, quase sempre, “pidonho”, conquista muita gente. Os bichanos são sinônimos de fofura e mistério. Donos de sete vidas, reza a lenda, estes felinos conquistam corações. Seu carisma e importância são tão grandes, que existem dias dedicados especialmente a eles: Dia Mundial do Gato, comemorado nesta sexta-feira, 17 de fevereiro; Dia Internacional do Gato, em 8 de agosto; Dia de Abraçar seu Gato, 4 de junho; Dia de Conscientização sobre o Gato Preto (combate à violência), celebrado em 27 de outubro; e ainda o Dia Nacional do Gato, 29 de outubro, e Dia Nacional do Gato Preto, 17 de novembro, datas comemoradas somente nos Estados Unidos. Todas essas comemorações são oportunidades para celebrar a presença dos bichanos em nossas vidas e também para reforçar os cuidados que eles merecem.

O Dia Mundial do Gato (17 de fevereiro) foi criado por uma instituição italiana, com o objetivo de ajudar a promover uma campanha de combate aos maus-tratos contra os nossos amigos peludos. A ideia, então, se espalhou por todos os cantos do mundo. Já a lenda de que os felinos têm sete vidas provavelmente é uma alusão ao fato de os gatos possuírem um sistema imunológico forte ou porque eles sempre caem em pé.

O Brasil tem a quarta maior população de gatos do mundo, segundo um levantamento feito pela World Atlas. São 12,5 milhões de animais no país, que fica atrás apenas dos Estados Unidos, com 76,5 milhões, China, 53 milhões, e Rússia, que possui 12,75 milhões. Já uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), apontou que o Brasil possui 22,1 milhões de felinos (aproximadamente 17% dos lares brasileiros têm um gato), além de abrigar a segunda maior população de pets do mundo.

Apesar do título de sete vidas – nos países de língua inglesa são nove -, os gatos precisam de muitos cuidados e seus donos devem saber quais são essas necessidades, já que a saúde dos animais de estimação é mantida no dia a dia e não somente com vacinações (em dia) ou quando eles ficam doentes.

Os bichanos devem se alimentar com uma ração de qualidade específica para a sua situação (castrado ou não, obeso, filhote, adulto, etc.) e precisam de água fresca, tudo em potes limpos. A caixinha de areia para fazer suas “necessidades” também deve ser higienizada. O ambiente precisa ser confortável e seguro, colaborando para o seu bem-estar do felino. O que também auxilia são os arranhadores para afiarem as unhas e muitas brincadeiras. Preciso dizer que o carinho e a atenção são primordiais?

A aplicação de antipulgas é outro cuidado, assim como o vermífugo, que deve ser administrado durante toda a vida do gato. Existem até produtos que ajudam o animal a colocar mais facilmente para fora suas bolas de pelo, adquiridas em suas muitas lambidas, mais conhecidas como “banhos” – os gatos passam cerca de 30% de sua vida se limpando.

A castração também não pode ficar de fora da lista de cuidados com seu pet. O procedimento pode evitar as famosas fugidas e, consequentemente, o risco de atropelamento e contato com animais contaminados; doenças como o câncer de mama e de útero; e a procriação desenfreada que gera o crescente abandono de gatos, que, na verdade, não possuem mais de uma mesma vida.

Gazeta da Cidade © 2014 | Todos os direitos reservados