Editorial

Junho Vermelho

Junho foi escolhido para a realização da campanha por se tratar do mês de maior baixa nos estoques dos hemocentros do país

Junho é o mês da doação de sangue, ou melhor, o período em que a doação de sangue é mais incentivada e disseminada, quando a sociedade realmente reflete sobre a importância desse gesto tão fácil, gratuito, indolor, rápido e seguro e, o mais importante, solidário. Doar sangue significa se importar com o próximo. É um ato de solidariedade. Cada doação pode salvar a vida de até quatro pessoas. Mas, infelizmente, essa atitude tão bonita ainda é cercada por muitos mitos, que fazem com que as pessoas tenham receio de ajudar.

No dia 1º de junho, teve início a campanha Junho Vermelho, organizada pelo Movimento Eu Dou Sangue. O objetivo é incentivar os brasileiros a doar sangue e tornar essa prática um hábito na vida das pessoas. A ação, antes, era realizada somente em São Paulo, mas ela cresceu e apareceu, se transformando em um movimento que está circulando por todo país pelo terceiro ano consecutivo. No site da causa é possível consultar onde doar: www.eudousangue.com.br/onde-doar. Todos os estados têm seus postos de coletas e são vários.

O Junho Vermelho tornou-se lei em cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas e Paraíba) e 11 cidades, como Palmas (TO), Foz do Iguaçu (PR), Barueri (SP), Patos (PB) e Lages (SC). “Estamos honradas em ver que a nossa iniciativa está impactando a vida de tantas pessoas. Quando criamos o movimento e, depois, a campanha, tínhamos convicção sobre a relevância dessa causa, até pela experiência própria de necessitar de doações na família”.

Para as idealizadoras da campanha, Debi Aronis e Diana Berezin, a doação de sangue é muito mais do que um ato capaz de salvar vidas, sendo, também, uma atitude que sintetiza a cultura de paz: “Sangue não tem cor, nem gênero, nem religião, nem partido político, nem time de futebol. Sangue é o que nos iguala e nivela”.

A escolha do mês de junho para realizar a campanha se baseia na data fixada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para homenagear o doador de sangue e também para conscientizar as pessoas sobre a importância dessa atitude que pode salvar vidas: o Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho. Além isso, este mês foi escolhido pelo Movimento Eu Dou Sangue para a realização da sua campanha anual por ser o de maior baixa nos estoques dos hemocentros brasileiros, que costumam enfrentar queda média de 30% durante o inverno. No período de férias, o número de acidentes nas estradas aumenta, pressionando ainda mais os estoques dos hemocentros.

Os brasileiros não têm a cultura de doar sangue. Apenas 1,8% da população doa sangue. A OMS recomenda que 3% a 5% dos habitantes de um país sejam doadores.

Para doar sangue, você precisa ter entre 16 e 69 anos; pesar a partir de 50 quilos; precisa estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas, além de estar bem nutrido, com refeições prévias leves e sem gordura e em boas condições de saúde; não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 24 horas; evitar fumar duas horas antes da doação; não estar utilizando medicamentos; não ter feito tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses; a mulher não pode estar grávida ou amamentando. Mulheres podem doar sangue a cada três meses e homens podem fazer a doação respeitando dois meses de intervalo.

Mais de 189.630 trabalhadores de MG ainda não sacaram o Pis/Pasep, e o prazo termina dia 30

Mais de 189.630 trabalhadores de Minas Gerais ainda não procuraram uma agência bancária (da Caixa ou do Banco do Brasil) para sacar o Abono Salarial do Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) ano-base 2015. E o prazo final para o saque está se aproximando, é no final do mês: 30 de junho, uma sexta-feira. Segundo dados do Ministério do Trabalho, Minas é o segundo estado com maior número de pessoas que não retirou o benefício.

“O Abono Salarial é um direito que o trabalhador tem. Esse dinheiro é do trabalhador, portanto não perca o prazo”, frisou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O Abono Salarial do PIS/Pasep ano-base 2014 foi sacado por aproximadamente 22,61 milhões de pessoas, o equivalente a 95,93% do total de trabalhadores que tinham direito ao dinheiro no país. Esta foi a segunda maior taxa de cobertura da história dos pagamentos do abono, sendo que o recorde ocorreu em 2009, quando o percentual alcançou 96,3%.

Após o prazo, os benefícios que não são retirados voltam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e não ficam mais disponíveis para saque nas agências bancárias. O dinheiro então é usado para o pagamento de benefícios como o Seguro-Desemprego e o Abono Salarial do próximo ano.

Valor do abono

Conforme o novo regimento, o valor do PIS é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Assim, quem trabalhou um mês no ano-base 2015 receberá 1/12 do salário mínimo. Já quem trabalhou dois meses receberá 2/12, e assim por diante. Só receberá o valor total aquele que trabalhou o ano-base 2015 completo. Isto é, se a pessoa trabalhou durante os 12 meses, receberá o valor total do benefício, ou seja, um salário mínimo (R$ 937,00).

Quem tem direito ao benefício

Todo trabalhador que estiver cadastrado no programa há pelo menos cinco anos, que tenha recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base e trabalhado de forma remunerada por pelo menos 30 dias tem direito de receber o abono. Além disso, a pessoa precisa estar com os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais.

Em caso de dúvida, o Ministério do Trabalho disponibiliza uma ferramenta de consulta para os trabalhadores saberem se têm ou não direito ao Abono Salarial ano-base 2015. Basta acessar: http://verificasd.mtb.gov.br/abono/, digitar o número do CPF ou do PIS/Pasep e a data de nascimento.

A Central de Atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também possui informações sobre o benefício.

Como sacar?

Os trabalhadores podem efetuar o saque nas agências da Caixa Econômica Federal (PIS) ou no Banco do Brasil (Pasep). No entanto, antes de sacar os recursos, é aconselhável verificar se o benefício foi depositado na conta.

As dúvidas podem ser esclarecidas no próprio banco, mediante Cartão do Cidadão ou documento de identidade.

PIS/Pasep

Tanto o PIS quanto o Pasep são contribuições sociais de natureza tributária, devidas pelas pessoas jurídicas, a fim de financiar o pagamento do Seguro-Desemprego e Abono Salarial, sendo que o PIS é destinado a funcionários de empresas privadas e o Pasep pertence aos servidores públicos.

O Abono Salarial 2016, ano-base 2015, começou a ser pago no dia 28 de julho do ano passado. Estão sendo destinados cerca de R$ 14,8 bilhões para o pagamento.

#ChegaDeTrabalhoInfantil

187 crianças e adolescentes já morreram no Brasil durante o trabalho

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é lembrado anualmente em 12 de junho (próxima segunda-feira). No Brasil, a data foi instituída pela Lei Nº 11.542/2007. O dia reúne mobilizações e campanhas de conscientização. O objetivo é alertar a sociedade e os núcleos do governo sobre os malefícios e a realidade do trabalho infantil, uma prática que, infelizmente, ainda é corriqueira em diversas regiões do Brasil e do mundo. A data foi criada em 2002 por iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Muitas crianças em todo o mundo não estão usufruindo de seus direitos à educação, saúde e lazer, ou seja, ao direito de ser simplesmente criança. Elas já trabalham duro e têm sua infância roubada.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), criada em 1996 e que conta com nove membros (Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), juntou-se pelo sétimo ano seguido à Organização Internacional do Trabalho para ressaltar o dia 12 de junho. Neste ano, a data tem o seguinte tema: “Trabalho Infantil em Conflitos e Catástrofes”.

Já o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma campanha nacional de combate ao trabalho infantil com a hashtag #ChegaDeTrabalhoInfantil. A ação conta com o apoio de personalidades da música e dos esportes, como os cantores sertanejos Daniel, Chitãozinho e Xororó, o ex-jogador de vôlei Maurício Lima e a ex-jogadora de basquete Hortência Marcari.

A ação é apoiada pela Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Coordinfância). O site da campanha é: www.chegadetrabalhoinfantil.com.br, onde está ressaltado que o “trabalho infantil é um tema que sempre provoca muita discussão, mas, no final, a verdade é uma só: criança não foi feita para trabalhar. Pior ainda, além de se privar da alegria de uma infância normal, na maioria das vezes o jovem que trabalha é levado a abandonar a escola – ou seja, pode prejudicar seu desenvolvimento intelectual e perder oportunidades na vida adulta. Por isso, o Ministério Público do Trabalho está lançando um movimento de conscientização para dar um basta no trabalho infantil em nosso país”. Há várias maneiras de colaborar com esta luta. Basta acessar a página e conferir as opções.

Segundo a Fundação Abrinq, o Brasil possui 2,6 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos em situação de trabalho infantil. O levantamento da ONG mostra ainda um aumento de 8,5 mil crianças de cinco a nove anos em situação de trabalho infantil no país, além de redução de 659 mil jovens na faixa de 10 a 17 anos na comparação entre os anos de 2014 e 2015.

De acordo com dados do Sistema de Informações de Agravo de Notificação (Sinai), do Ministério da Saúde, morreram 187 crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos no Brasil durante o trabalho entre 2007 e 2015; 518 tiveram a mão amputada em acidentes laborais; sendo um total de 20.770 casos graves de acidentes de trabalho envolvendo menores de 18 anos.

O Disque Direitos Humanos ou Disque 100 recebe denúncias de trabalho infantil – a ligação é gratuita e anônima. Para denunciar, ligue 100.

Ainda dá tempo de se vacinar contra a gripe!

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até a próxima sexta-feira, dia 9 de junho. A decisão é do Ministério da Saúde e visa ampliar a cobertura vacinal em todo o país para o cumprimento da meta de imunizar 90% dos grupos prioritários. Até o dia 25 de maio, o país havia atingido somente 66,8%. Em Minas Gerais, nessa data, a cobertura vacinal era de 72,2%, ou seja, mais de 1,2 milhão de pessoas ainda não estavam imunizadas. A ação teve início em 17 de abril e terminaria no dia 26 de maio.

Realizada anualmente em todo o Brasil, a campanha está com uma novidade neste ano: professores das escolas públicas e privadas passam a fazer parte do público-alvo da vacina. No total, 54,2 milhões de pessoas dos grupos prioritários precisam receber a vacina. O público-alvo, considerado de risco para complicações por gripe, envolve crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; professores das redes pública e privada; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores de saúde; povos indígenas; pessoas com 60 anos ou mais; população privada de liberdade – incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis (cardíacas, renais, com diabetes, entre outras), inclusive pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Porém, não podem se esquecer de apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Já os pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) não precisam da prescrição.

A vacinação de 90% do público-alvo é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta aumentou em 2017 devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. Em 2016, pela primeira vez, o índice ultrapassou 90%, atingindo 93,5% de cobertura vacinal.

A ação conta com companha publicitária que possui o slogan “Vacine-se. Deixe a gripe pra lá” e tem como padrinho o sambista Martinho da Vila. Vale ressaltar que quem já vacinou, ao apresentar os sintomas da gripe, deve procurar o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, mortes. “Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza”. No entanto, a pasta também ressalta que após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. “São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas”.

A vacina contra gripe não é indicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para aqueles que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A transmissão dos vírus da influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). A adoção de medidas simples pode ajudar a evitar ainda mais a doença, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar não ficar em locais com grande aglomeração de pessoas.

Em 2017, até o dia 24 de maio, foram confirmados 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados pelo vírus da influenza em Minas Gerais. Desses casos, nove evoluíram para óbito, segundo Informe Epidemiológico da Gripe da Secretaria Estadual de Saúde. Então, como já diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar. Se você faz parte do público-alvo não deixe de tomar a vacina. Caso esteja com medo ou dúvidas, procure um médico para mais orientações. Já para informações sobre a vacina na sua cidade, procure a Secretaria Municipal de Saúde ou o postinho mais próximo de sua casa.

Relógio inspirado em jovem com Parkinson pode mudar a vida dos pacientes

Relógio Emma Watch é capaz de controlar os tremores nas mãos

Quem luta contra o Parkinson está prestes a ganhar uma nova motivação e voltar a fazer algumas de suas atividades que tiveram de ser paralisadas por conta da doença. Um dos piores e mais incapacitantes sintomas do Parkinson, o tremor, pode ser controlado com um relógio desenvolvido recentemente pela Microsoft.

Ainda em fase de testes, o equipamento parece capaz de fazer com que o cérebro se concentre em outra atividade, em vez de ficar focado no movimento das mãos, dividido entre mover a mão e para-la – o que causa os tremores. Com o relógio, os pacientes podem voltar a escrever e a desenhar, por exemplo. Atividades tão corriqueiras e simples, mas que se tornam praticamente impossíveis para os portadores de Parkinson.

A jovem Emma Lawton, designer, de Londres (Inglaterra), se tornou um símbolo na luta contra o Mal de Parkinson. Com apenas 29 anos, ela foi diagnosticada com a doença. Como sua profissão exige exatidão das mãos, incapaz de desenhar uma linha reta devido aos tremores, sua carreira desmoronou. A história desta profissional foi a inspiração para a criação do relógio que leva, inclusive, seu nome: Emma Watch – assista ao vídeo sobre a criação do equipamento: www.youtube.com/watch?v=k9Rm-U9havE.

A tecnologia usa motores vibratórios parecidos com os de celulares e foi desenvolvida pela diretora de inovação e pesquisa da Microsoft, Haiyan Zhang. O relógio, ainda em fase de testes, como mencionado anteriormente, não deve estar à venda tão cedo. Porém, o equipamento já existe e é uma luz para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que convivem com o Mal de Parkinson, uma doença progressiva do sistema neurológico e que afeta principalmente o cérebro. A enfermidade foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

A doença raramente acomete jovens adultos. Os pacientes passam a não ter mais controle sobre seus próprios movimentos, que também se tornam lentos, e apresentam tremedeiras, que se intensificam em estágios avançados da doença. São tremores totalmente incontroláveis. Outros principais sintomas são: rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.

O diagnóstico de Parkinson é feito por exclusão, pois não há nenhum teste específico para evidenciar a doença. A descoberta baseia-se na história clínica do doente e no exame neurológico. Não há formas de prevenção. Pelo menos não é fatal e nem contagiosa, além de não comprometer a memória ou a capacidade intelectual da pessoa. Mas ainda continua sem cura, apesar de todos os avanços científicos. Trata-se ainda de uma doença progressiva e com causa desconhecida. Também não há fortes evidências de que seja hereditária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson atinge entre 1% e 2% da população mundial com idade acima de 65 anos. No Brasil, o índice é de 3,3% das pessoas acima de 70 anos.

Em tempos de intolerância, viva a diversidade cultural!

No próximo domingo, dia 21 de maio, vamos comemorar o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. A data foi proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro de 2002. Em novembro de 2001, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) já havia adotado a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, reconhecendo, pela primeira vez, a diversidade cultural como “herança comum da humanidade”, após considerar sua salvaguarda como um imperativo concreto e ético, inseparável do respeito à dignidade humana.

A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a riqueza das diversas culturas do mundo, além de aprofundar as reflexões a respeito das oportunidades que essa diversidade cultural pode trazer às sociedades. Possui ainda a finalidade de mobilizar governos, organizações e comunidades para promover a cultura na sua diversidade e em todas as suas formas.

A diversidade cultural é essencial para o desenvolvimento mundial. Ela refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, como, por exemplo, linguagem, culinária, vestimenta, manifestações religiosas, danças, tradições, entre vários outros aspectos.

Para a Unesco, “no Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, devemos refletir sobre as formas de participar, humana e concretamente, da construção da tolerância para com as diversas manifestações culturais de todos os países”. E em tempos de total intolerância em todos os aspectos, a reflexão sobre essa data se faz ainda mais necessária.

E não precisamos ir muito longe para encontrar essa diversidade cultural, porque a cultura nacional é muito rica. O Brasil, por apresentar uma grande dimensão territorial, registra uma vasta diversidade, sendo que os principais disseminadores da cultura do país são os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos. Depois, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, poloneses, árabes, entre outros, contribuíram para a pluralidade cultural do Brasil.

As regiões brasileiras apresentam diferentes peculiaridades culturais. No Nordeste, uma das representações da cultura é a dança, como bumba meu boi, maracatu e frevo. A cultura do Centro-Oeste é representada pelas cavalhadas e procissão do fogaréu, em Goiás, e pelo cururu, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já no Norte do Brasil, destacam-se as festas populares, com o maior evento do boi-bumbá do país. No Sudeste, as festas populares são de cunho religioso e celebram santos padroeiros, têm congadas, carnaval e peão de boiadeiro. Aspectos culturais de imigrantes portugueses, espanhóis, alemães e italianos podem ser encontrados no Sul, onde são celebradas as tradições dos antepassados em festas típicas, como, por exemplo, a festa da uva.

O Brasil possui ainda grande diversidade culinária espalhada por todas as regiões, sendo que no Nordeste as comidas típicas são representadas pela buchada de bode e tapioca. Os pratos principais do Centro-Oeste são os seguintes: galinhada e angu. No Norte, a culinária apresenta uma grande herança indígena, baseada na mandioca e em peixes. Já a gastronomia do Sudeste é muito diversificada, com pão de queijo e feijoada. E o Sul é conhecido pelos churrascos e chimarrão.

Imaginem que maçante seria o mundo se não houvesse a maravilhosa diversidade cultural, se não pudéssemos aprender novos costumes, novas danças, experimentar diferentes pratos. Mas o mais importante de tudo isso é o respeito, sempre, por quaisquer peculiaridades culturais.

“Lei da Gorjeta” altera CLT e passa a valer em todo o Brasil

O cenário profissional dos garçons ganhou algumas mudanças. Passou a valer nesta sexta-feira, dia 12 de maio, a Lei Nº 13.419/17, que regulamenta a cobrança e distribuição de gorjetas em bares, restaurantes, hotéis, entre outros estabelecimentos comerciais similares. A medida foi sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, no dia 13 de março deste ano e publicada no Diário Oficial da União (DOU). O objetivo da nova medida é disciplinar o rateio, entre empregados, da taxa adicional cobrada sobre o serviço prestado.

O pagamento do adicional sobre o serviço, assim como a proporção a ser paga, continua a critério do cliente, não havendo obrigatoriedade. A lei aponta como gorjeta não somente a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos garçons. Nos estabelecimentos em que houver mais de 60 colaboradores deve ser formada uma comissão de empregados para fiscalizar a cobrança e o rateio dos valores pagos.

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, agradeceu ao Congresso Nacional e ao presidente da República pela aprovação e sanção da “Lei da Gorjeta”. “Essa lei é de fundamental importância para trabalhadores do turismo, que atuam em bares e restaurantes. Foram mais de sete anos de luta e estou muito satisfeito com essa vitória. Isso mostra que com esforço e força de vontade conseguimos grandes avanços”, disse.

Vale ressaltar que a nova medida altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no que diz respeito à divisão das gorjetas. Os empregadores devem anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no contracheque de seus funcionários o salário contratual fixo e o percentual percebido, além da média dos valores das gorjetas referente ao último ano. A distribuição dos recursos deve ser feita conforme as diretrizes da convenção ou acordo coletivo e, em caso de inexistência dos mesmos, pela assembleia dos trabalhadores.

A medida também estabelece que, se depois um ano de cobrança das gorjetas, o empregador decidir deixar de cobrá-las, o valor médio das arrecadações deverá ser incorporado ao salário dos garçons.

Em caso de descumprimento da “Lei da Gorjeta”, o empregador deverá pagar ao trabalhador prejudicado, a título de multa, o valor correspondente a 1/30 (um trinta avos) da média da gorjeta por dia de atraso, limitada ao piso da categoria, assegurados em qualquer hipótese o contraditório e a ampla defesa.

A vida é um sopro

Belchior

Belchior

Nesta semana, a Música Popular Brasileira (MPB) perdeu um de seus grandes mestres: Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, mais conhecido apenas como Belchior. Ele morreu na madrugada do último domingo, dia 30 de abril, na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, devido ao rompimento da aorta. Ele tinha 70 anos – saiba mais sobre o cantor e compositor: http://www.gazetadacidade.com/brasil/corpo-de-antonio-carlos-belchior-e-sepultado-em-fortaleza-nesta-terca-feira-2/. Um dos trechos de sua própria música, “Como Nossos Pais”, resume este momento para muitas pessoas: “Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais”.

Ayrton Senna

Ayrton Senna

Também nesta semana, mais precisamente no feriado do Dia do Trabalho, 1º de maio, o esporte mundial completou 23 anos sem um de seus grandes ídolos: Ayrton Senna da Silva. Um acidente, em 1994, tirou a vida do piloto brasileiro e tricampeão mundial de Fórmula 1, durante o GP de San Marino, em Ímola. Sobre acidentes, os perigos da corrida e o medo, Senna afirmava que “o medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras – acho que estou entre elas – aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação”. Ele tinha 34 anos, e muitos sonhos pela frente.

Aline Eusébio

Aline Eusébio

Aline Eusébio também tinha muitos sonhos, e como tinha! Conseguiu realizar muitos deles, até o dia em que sua missão na Terra foi cumprida. Num domingo triste e nublado de 4 de maio, nos despedimos da grande jornalista, amiga, irmã, filha, neta, sobrinha, prima. O Sul de Minas Gerais foi atingido pela triste notícia; perdeu sua alegre e grande guerreira. Faz três anos que não vemos o seu sorriso, que não escutamos sua voz determinada e não lemos seus textos feitos com paixão.

Quando criou seu blog (http://poralineeusebio.blogspot.com.br), Line se descreveu resumidamente, mas nunca uma pequena descrição seria tão coesa, verdadeira e transparente: “Eu gosto mesmo é de acordar tarde, ler um bom livro, tomar um bom café, ter um papo cabeça com amigos, rir das coisas com minha família e, no final do domingo, num ímpeto de inspiração escrever um post em dez minutos. Gosto mesmo é de ser jornalista, ir à caça, escrever, publicar e ver a reação das pessoas ao ler. Eu gosto mesmo é de viver!”.

A vida é um sopro, além de bela. E como compôs Cartola, o mundo é um moinho. Os dias escorregam por entre nossos dedos. O tempo voa, ao mesmo tempo em que parece estar inerte. As saudades ficam, sempre. As boas lembranças também. O coração tem espaço para todas elas, sem se esquecer dos sentimentos, de gratidão, amor e respeito.

Movimento Abril Verde luta pelo fim dos acidentes de trabalho

Sem legenda e créditos

O Brasil registra mais de 700 mil acidentes de trabalho anualmente, desde 2010, conforme dados divulgados pela Previdência Social. Em 2014, ocorreram 704 mil acidentes de trabalho, sendo 2.783 casos fatais e 251,5 mil que resultaram em afastamentos por período superior a 15 dias. O país é o 4º colocado no ranking mundial de acidentes fatais ocupacionais, segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Cerca de 2 milhões de pessoas morrem todo ano por conta de doenças profissionais no mundo. Para refletir e reduzir essa realidade e também para chamar atenção para a importância da prevenção, foi criado o movimento Abril Verde, uma iniciativa do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Estado do Paraná (Sintespar), que hoje conta com muitos adeptos, inclusive com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Eventos são realizados durante todo o mês de abril a fim de trazer saúde e prevenção para dentro do local onde passamos grande parte do nosso dia e da nossa vida: o trabalho. A sociedade, os órgãos de governos, as empresas, as entidades de classe, as associações, federações e a sociedade civil organizada precisam estar conscientes da seriedade de um trabalho saudável e sem acidentes. Ações online também ocorrem durante esse período nos canais oficiais da campanha (www.facebook.com/abrilverdeoficial, www.twitter.com/abrilverdeBR e www.instagram.com/abrilverdeoficial).

O mês de abril foi escolhido para acolher o movimento devido à comemoração do Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, e do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado em 28 de abril, sexta-feira, data instituída por iniciativas de sindicatos do Canadá e escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. No Brasil, nessa mesma data, comemora-se o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, criado por meio da Lei Nº 11.121.

A prevenção sempre será a melhor forma de combater acidentes de trabalho e de honrar a memória dos trabalhadores que morreram nessa situação. “Devemos cobrar a adoção de medidas preventivas, até porque não existe valor no mundo que possa reparar um trabalhador falecido, mutilado, física ou mentalmente, por condições de trabalho que não respeitaram as normas de saúde e segurança vigentes em nosso país”, ressaltou o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), Leonardo Osório Mendonça.

É melhor prevenir do que remediar

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou na última segunda-feira, dia 17 de abril. Realizada anualmente em todo o Brasil, a ação está com uma novidade neste ano: professores das escolas públicas e privadas passam a fazer parte do público-alvo da vacina. Aproximadamente 2,3 milhões de docentes poderão se prevenir contra a influenza. A campanha deve terminar no dia 26 de maio, sendo que 13 de maio será a mobilização nacional, conhecida como o Dia D.

No total, 54,2 milhões de pessoas dos grupos prioritários precisam receber a vacina. O público-alvo, considerado de risco para complicações por gripe, envolve crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; professores das redes pública e privada; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores de saúde; povos indígenas; pessoas com 60 anos ou mais; população privada de liberdade – incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis (cardíacas, renais, com diabetes, entre outras), inclusive pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Porém, não podem se esquecer de apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Já os pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) não precisam da prescrição.

O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar ao menos 90% do público-alvo, o qual é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta aumentou em 2017 devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. Em 2016, pela primeira vez, o índice ultrapassou 90%, atingindo 93,5% de cobertura vacinal.

A ação conta com companha publicitária que possui o slogan “Vacine-se. Deixe a gripe pra lá” e tem como padrinho o sambista Martinho da Vila. Vale ressaltar que quem já vacinou, ao apresentar os sintomas da gripe, deve procurar o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, mortes. “Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza”. No entanto, a pasta também ressalta que após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. “São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas”.

A vacina contra gripe não é indicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para aqueles que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A transmissão dos vírus da influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). A adoção de medidas simples pode ajudar a evitar ainda mais a doença, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar não ficar em locais com grande aglomeração de pessoas.

Até 1º de abril, foram registrados 276 casos de influenza no Brasil e 48 mortes. Então, como já diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar. Você que faz parte do público-alvo não deixe de tomar a vacina. Caso esteja com medo ou dúvidas, procure um médico para mais orientações. Já para informações sobre a vacina na sua cidade, procure a Secretaria Municipal de Saúde ou o postinho mais próximo de sua casa.

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