Priscila Porfírio

Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental na área clínica. Experiência também na área organizacional com pós-graduação em Gestão de Pessoas. Apaixonada pelo ser humano e suas especificidades, esclarece as principais dúvidas sobre transtornos, síndromes e distúrbios psicológicos, além de fazer uma conexão com o dia a dia da população sobre seus problemas emocionais, pensamentos e comportamentos. CRP 06/111755.

7 Maneiras Assertivas de Dizer Não

– Lembre-se que dizer “sim” é sua escolha: A menos que você seja um aspirante a estrela de cinema ou a político, você não precisa de se preocupar em tentar agradar a todos o tempo todo. “Isso está profundamente enraizado na ideia de “estar lá quando alguém precisa de nós”, mesmo que essa pessoa não precise de nós”, diz a Dra. Newman. “Mas há sempre uma opção, e se você disser não, você diz” sim “a coisas que você prefere fazer. Se conseguir meter isto sua cabeça, dizer não será muito mais fácil.”

– Lembre-se que dizer “não” não faz de você uma pessoa má: Muitos acreditam que dizer não os transforma em pessoas negativas. Isso não é verdade. “Uma vez que você se recusa a ajudar alguém a montar uma prateleira ou a pegar o seu carro, a pessoa que solicitou a sua ajuda já não pensa mais em si e está à procura de outros que a ajudem”, diz a Dra. Newman. Se fosse uma questão de vida ou de morte, seria uma história diferente. Ainda lhe pode dizer não, mas não espere receber um postal de Natal dessa pessoa.

– Seja firme: Ser educado é bom, mas o seu tempo é valioso, por isso não há que lamentar estar muito ocupado para ajudar alguém. Quando você diz não, que a outra pessoa entenda que você gosta de ajudar, mas que a sua decisão é definitiva.

– Não é preciso explicar mais do que o necessário: Dê uma razão simples para a sua incapacidade de dizer sim, por exemplo, “eu já tenho planos” – é o suficiente. Se você começar a explicar demais, soa muito fraco, e a outra pessoa pode ver aí uma possibilidade de lhe fazer mudar de ideia. Ao fazer isto, o outro acredita que o seu tempo e as suas necessidades são mais importantes que as suas, de modo que mantenha as suas razões de forma vaga, revele tão pouco quanto possível e isso permitirá que você evite ser descoberto, se de fato decidir mentir sobre o porquê de não poder ajudar.

– Conheça a sua agenda: Saber o que você tem para fazer pode ajudá-lo a decidir se um pedido se adapta à sua agenda, porque se você já tinha outro plano, você não pode ajudar. É melhor dizer não e se concentrar nos compromissos para os quais que você já tinha reservado tempo, em vez de se dividir entre demasiadas coisas, fazê-las pela metade ou “em cima do joelho”.

– Como dizer não ao seu companheiro ou companheira: Dizer não ao seu parceiro amoroso exige uma delicadeza extra. Não tem necessariamente que lhe dar um “não” seco, se ele lhe pedir para fazer algo que você não quer fazer. Em vez disso, comprometa-se. Concorde em fazer o que o seu parceiro lhe pediu – e quando o fizer, faça-o de boa vontade – mas deixando claro que ele lhe deve uma.

– Como dizer não ao seu chefe: Você provavelmente quer evitar dar um “não” direto ao seu chefe, pois como efeito poderá ser o seu chefe a dar-lhe um rotundo NÃO de volta. Se se tratar, por exemplo, de protestar contra o aumento da sua carga horária ou do excesso de tarefas, que o poderá levar ao ponto de ter a certeza que não será capaz de terminar, mostre uma imagem clara do que você está a fazer atualmente. “Adoraria fazer o que me está a mandar fazer, mas vejamos o que me encarregou de fazer até agora e se podemos reorganizar as minhas tarefas”, sugere a Dra. Newman. Então, aí o seu chefe vai ter uma ideia do quanto você está a trabalhar e (esperemos) lhe retire algumas tarefas.

Tríade Cognitiva

A TCC trabalha através da Tríade Cognitiva que consiste em três padrões cognitivos maiores que induzem a pessoa a considerar a si mesmo, seu futuro e suas expectativas de uma forma muito pessoal.

1- Si mesmo: o primeiro componente da tríade gira em torno da visão negativa que o paciente tem de si mesmo.
2- Experiências: o segundo componente da tríade cognitiva consiste na tendência da pessoa interpretar suas experiências atuais de forma negativa.
3- Futuro: o terceiro componente da tríade cognitiva consiste em uma visão negativa do futuro.

Técnicas (criança interna):
1 – Registre o que pensa sobre você
2 – Faça um lista de gratidão
3 – Registre os seus pensamentos diários

Outras formas de auxiliar o processo:
1 – exercite-se
2 – medite
3 – encontre sua espiritualidade

Observação: Nem tudo que a gente pensa, é verdadeiro! Lembre-se: A sua mente, mente!!

 

Técnica

Invista em você

1 – Invista em você;

2 – Evite recordações;

3 – Registre seus pensamentos (diário);

4 – Busque seus amigos;

5 – Faça atividade física (liberação de dopamina e endorfina);

6 – Invista em algum projeto;

7 – Fases do Luto.

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Técnica para Irritabilidade

ppTécnica EFT (Emotional Freedom Techiniques ou Tapping): é um método terapêutico que trabalha através da linguagem verbal operando nos terminais dos meridianos energéticos do nosso corpo para eliminar sintomas e incômodos emocionais, também conhecida como Acupuntura sem agulhas.

Passo 1 – Mudar o ritmo da respiração no momento da irritação

Passo 2 – Observar sua vivência de fora da situação e se perguntar o que está incomodando.

Passo 3 – Perceber o que pode fazer para mudar a situação que está gerando a irritabilidade. Reconhecer qual a sua insatisfação? Qual a sua frustração?

 

Stress

  • Aprenda a dizer não: Pare de se sobrecarregar, você não consegue abraçar o mundo;
  • Evite pessoas incapacitantes: cuidado com as pessoas que você se relaciona e as energias que você absorve do outro;
  • Tente ganhar controle sobre o seu ambiente: evite reportagens que te sobrecarregam, que te preocupe, que te stressa.
  • Evite tópicos quentes: política, religião e futebol: fuja destas situações;
  • Organize por prioridade suas tarefas: o que é realmente importante, o que tem que ser resolvido por mim e o que eu posso pedir para o outro fazer;
  • Aceite o que você não pode mudar: tenha sabedoria; Escolha uma melhor maneira de lidar com aquela situação. Mude o foco, olhe de outra forma;
  • Partilhe os seus sentimentos: coloque para fora tudo o que esta lhe incomodando, de forma adequada, se comunicando;
  • Aprenda a perdoar: somos humanos e convivemos com seres humanos e nós erramos, logo o outro também pode errar;
  • Arrume um tempo para o lazer e esporte: libera e extravasa o hormônio do stress (cortisol);
  • Adote uma vida saudável: tenha bons hábitos, alimente-se direito, medite, descanse;
  • Respire: inspire e expire: não resolva nada no calor da hora. Pare, respire e após tome a decisão;
  • Evite muito celular e computador: ele acelera o nosso metabolismo e o efeito rebote é muito prejudicial.

 

O que é procrastinação?

Procrastinar é o comportamento de se adiar tarefas, de se transferir atividades para “o dia seguinte”, deixar de fazer algo ou até interromper o que deveria ser concluído dentro de um prazo determinado (Kerbauy, 1997)

 

Sabe aquela apresentação difícil do trabalho que você tinha dez dias para preparar e no primeiro dia você pensou “Amanhã eu começo, ainda tenho bastante tempo”. E no dia seguinte não deu para fazer, porque você estava atolado de outras coisas pra fazer. Chega o final de semana e você pensa: “Vou descansar esse final de semana e começo a semana que vem renovado. E a prioridade será preparar a apresentação”. Os dias vão passando e você vai adiando, arranjando “desculpas” para não fazer essa apresentação do trabalho. Seja porque ela é muito difícil, ou porque você terá que perder muito do seu tempo pra realizá-la, ou simplesmente porque você não gosta da tarefa. E quando você se dá conta já está em cima da hora, você faz tudo correndo, pede um prazo maior, entrega com atraso, foge do chefe para não ter que entregar o trabalho.

Esse adiamento todo é conhecido como procrastinação. E isso acontece muito e com muita gente no trabalho, nos estudos, na vida social, nos cuidados com a saúde e até com tarefas do cotidiano. Isto porque temos dificuldade de lidar com tarefas difíceis que só nós trarão retorno prazeroso a longo prazo (ou nem trarão retorno algum), e acabamos dando prioridade àquelas tarefas em que obtemos um prazer mais imediato, ou que são mais fáceis de realizar. Geralmente a procrastinação vem acompanhada de muito sofrimento, angústia, nervosismo, medo, perda de autoestima, peso na consciência e sensação de incompetência, e pode levar a problemas mais sérios como crise de ansiedade ou depressão.

Recomendações:

1 – Lidar com seu medo: O medo é um fator que contribui para a procrastinação. Isso pode envolver um medo do fracasso, medo de cometer erros, ou mesmo um medo do sucesso.

2 – Faça uma lista: Comece por criar uma lista de tarefas que você gostaria de realizar. Se necessário, coloque uma data ao lado de cada item, se há um prazo. Estime quanto tempo cada tarefa vai demorar para ser concluída e, em seguida, dobre esse número para que você não caia na armadilha cognitiva de subestimar o tempo que cada projeto levará.

3 – Quebrar projetos em segmentos mais manejáveis: Quando você se depara com um grande projeto, você pode se sentir intimidado, ou mesmo pode parecer impossível quando você olha para a enorme quantidade de trabalho envolvido. Neste ponto, pegue os itens individuais na sua lista e divida-os em uma série de etapas. Se você precisa escrever um artigo para a faculdade, que medidas você precisa seguir? Se você está planejando um evento de família grande, quais são as coisas que você precisa fazer e de que fontes você precisa para obter? Depois de ter criado uma lista detalhando o processo que você precisa para realizar a tarefa, você pode começar a trabalhar em “passos de bebê”.

4 – Reconhecer o início da procrastinação: Assim que começar a lidar com itens em sua lista, preste atenção quando pensamentos de procrastinação começarem a fluir na sua mente. Se você está pensando: “Eu não tenho vontade de fazer isso agora” ou “eu vou ter tempo para trabalhar nisso mais tarde”, então você precisa reconhecer que você está prestes a procrastinar. Em vez de ceder ao desejo, force-se a gastar pelo menos alguns minutos de trabalho na tarefa. Em muitos casos, você pode achar que é mais fácil de completar uma vez que você começou.

5 – Eliminar as distrações: É difícil obter qualquer verdadeiro trabalho feito quando você mantem sua atenção voltada para o que está na televisão ou você fica vendo as postagens dos seus amigos ou páginas do Facebook. Atribua um período de tempo durante o qual você vai desligar todas as distrações – como música, televisão e sites de redes sociais – e use esse tempo para concentrar toda a sua atenção na tarefa que está na sua mão.

Se recompense: Depois de ter concluído uma tarefa (ou até mesmo uma pequena parte de uma tarefa maior), é importante recompensar-se por seus esforços. Dê a si mesmo a oportunidade de fazer algo que você achar divertido e agradável, seja participar de um evento esportivo, um jogo de vídeo, assistir seu programa de TV favorito, ou ver fotos no Instagram.

Pensamentos finais: Quebrar o hábito de procrastinação não é fácil. Se fosse simples, não haveria 70 a 95% de pessoas procrastinando regularmente. O desejo de jogar tudo para o alto pode ser forte, especialmente quando há tantas coisas ao nosso redor para proporcionar diversão e distrações. Enquanto a procrastinação pode não ser algo que você pode evitar totalmente, tornar-se ciente das razões por que você procrastina e como superar essas tendências pode ajudar. Ao implementar essas estratégias, você pode achar que é mais fácil começar a fazer as tarefas importantes.

Origem da ferida emocional da rejeição

Rejeitar significa resistir, desprezar ou recusar, o que podemos traduzir em “não amar” algo ou alguém. Essa ferida nasce da rejeição dos pais para com seus filhos ou, às vezes, por se sentirem rejeitados por seus progenitores, mas sem realmente haver intenção por parte deles. Diante das primeiras experiências de rejeição, a pessoa começa a criar uma máscara para se proteger deste sentimento tão comovente, que está ligado à desvalorização de si mesmo e que se caracteriza por uma personalidade tímida, segundo as pesquisas realizadas por Lise Bourbeau. Assim, a primeira reação da pessoa que se sente rejeitada será fugir, por isso não é de se surpreender que crianças que se sintam rejeitadas inventem um mundo imaginário.

Como é a pessoa que tem uma ferida de rejeição
Parte da nossa personalidade é formada a partir das feridas emocionais sofridas na infância. Por essa razão, a pessoa que sofre da ferida da rejeição se caracteriza por se desvalorizar e buscar a perfeição a todo custo. Esta situação vai levar a pessoa a uma busca constante de reconhecimento pelos outros, desejo que vai demorar a ser saciado.

As palavras “nada”, “inexistente” ou “desaparecer” fazem parte de seu vocabulário habitual, confirmando a crença e a sensação de rejeição que está tão impregnada. Dessa maneira, é normal que a pessoa prefira a solidão, porque se ela receber muita atenção, existirão mais possibilidades de ser desprezada. Se tiver que compartilhar experiências com mais pessoas, tentará passar despercebida, sob a capa que constrói para si mesma, sem falar muito – isso se falar -, apenas para diminuir seu valor diante de si mesma.

Além disso, vive em uma ambivalência constante porque quando é escolhida, não acredita e rejeita a si mesma, chegando até mesmo a sabotar a situação; e quando não é escolhida, se sente rejeitada pelos demais. Com o passar do tempo, a pessoa que sofre desta ferida e que não a cura pode se tornar rancorosa e sentir muita raiva e irritabilidade e ansiedade.

Curar a ferida emocional da rejeição
A origem de qualquer ferida emocional provém da incapacidade de perdoar aquilo que os demais fizeram conosco, ou que nós mesmos fizemos. Quanto mais profunda for a ferida da rejeição, maior será a rejeição de si mesmo ou dos demais, o que pode ser escondido através da vergonha. Além disso, haverá uma maior tendência à fuga, mas isso é apenas uma máscara para se proteger do sofrimento gerado pela ferida.

A ferida da rejeição pode ser curada prestando uma atenção especial à autoestima, começando a se valorizar e a reconhecer por si mesmo, sem precisar da aprovação dos demais. Para isso:

• Um passo fundamental é aceitar a ferida como parte de si mesmo para poder liberar todos os sentimentos presos a ela. Se negarmos a presença do nosso sofrimento, não poderemos trabalhar para curá-lo.

• Uma vez aceita, o passo seguinte é perdoar para se libertar do passado. Em primeiro lugar, a nós pela forma como tratamos a nós mesmos, e em segundo lugar, aos demais, porque as pessoas que nos feriram provavelmente também sofriam de alguma dor ou experiência profunda de dor.

Começar a se tratar com amor e se priorizar. Prestar atenção a nós mesmos e dar amor a si próprio. O valor que merecemos é uma necessidade emocional imprescindível para continuar crescendo.

Embora não podemos apagar o sofrimento vivido no passado, sempre podemos aliviar nossas feridas e ajudá-las a cicatrizar para que sua dor desapareça ou, pelo menos, se alivie. Porque, de acordo com o que Nelson Mandela disse, de alguma forma somos capitães da nossa alma.

Estresse: O mal do século? Como vencer este grande vilão nos tempos atuais?

EstrresseEstudo recente da Associação Americana de Psicologia (APA) aponta que aproximadamente 20% dos americanos sofrem com altos níveis de estresse. No nosso país, o cenário é ainda mais preocupante: 34% dos brasileiros relatam níveis de estresse extremos e um terço dos entrevistados relatou ter apresentado elevação do estresse de um ano para cá, de acordo com o Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS).

O estresse é um estado de tensão que causa uma ruptura no equilíbrio interno do organismo, e qualquer situação, boa ou ruim, que exija adaptação do organismo, é uma fonte de estresse. O estresse não é o causador de doenças graves, mas é o seu desencadeador, pois reduz a defesa imunológica do organismo e, conforme a vulnerabilidade da pessoa, podem aparecer doenças como infecções, úlceras, hipertensão, crises de pânico, ansiedade, herpes, alergias, psoríase, vitiligo, derrame, enfarte e outras (Lipp, 2004).

Por isso é importante ter uma boa qualidade de vida, ou seja, ter momentos de lazer com a sua família e com os seus amigos, fazer uma atividade física prazerosa, escutar uma música que lhe agrade, ler um livro que te acalme, meditar e principalmente a partir do meu olhar e experiência psicoterapêutica, contemplar o belo. Mais o que é o belo? É ter tempo para valorizar as coisas simples da vida, como, por exemplo: ver o pôr do sol, olhar a rosa que desabrochou em seu jardim ou próximo de sua casa, é dar uma risada alta, é cumprimentar seu vizinho e lhe desejar um bom dia, é se desconectar das tecnologias e se conectar as pessoas. São as coisas mais simples da vida, que passam despercebidas, por estarmos sempre na correria do dia a dia, sempre muito ocupados, sempre com muitas prioridades. E no fim, quando nos percebemos exaustos, estressados, irritadiços, com dores musculares e insônia, percebemos que nos esquecemos de dar prioridade para o mais importante: Nós! Ter tempo para nós mesmos.

Como ajudar um dependente químico?

Você já quis ajudar um dependente químico, mas não sabia como? Há muitos equívocos sobre como ajudar uma pessoa viciada em drogas. Para ajudar um dependente químico, é preciso entender que a dependência é bastante complexa. A luta dessa pessoa contra o vício certamente será árdua, mas a sua ajuda e apoio vão contribuir positivamente.

1) Seja o melhor amigo que você puder ser. Algumas amizades são breves e outras duram uma vida toda. Ajudar um amigo a vencer uma luta como a dependência química é uma maneira de fortalecer uma amizade. Com a evolução do relacionamento, você tende a se preocupar mais com a pessoa. Durante uma crise, você naturalmente quer ajudá-la.

2) Comunique sua preocupação. É difícil ver alguém sofrer ou fazer más decisões que impactam negativamente sua vida. Em algum momento, você terá que dizer à pessoa que está preocupado com o bem-estar dela. Ela pode ou não querer ouvir o que você tem a dizer. Isso é bom, pois você estará sendo você mesmo e demonstrando que se importa.

3) Observe o comportamento. Conheça os sinais e sintomas da dependência química. Uma mudança radical na personalidade pode ser indício de que um indivíduo está abusando do uso de drogas. As mudanças de personalidade são um sinal comum de todos os tipos de dependência química, incluindo o alcoolismo, dependência de medicamentos e substâncias derivadas do ópio.

4) Identificar as drogas que a pessoa usa. É comum dependentes químicos usarem mais do que uma droga. Esta pode ser um coisa óbvia ou difícil de determinar. Se uma pessoa usa drogas escondidas, você pode somente ver os sinais e sintomas do abuso. Em caso de dúvida, você sempre pode perguntar. Os abusos de drogas incluem, mas não estão limitados a: anfetaminas, esteroides anabolizantes, drogas sintéticas, cocaína, heroína, inalantes, maconha e drogas de prescrição.

5) Pergunte ao dependente sobre o progresso. Deixe claro que você está realmente preocupado e quer que ele seja bem-sucedido. É importante que ele participe de reuniões de grupos de terapia ou de apoio. Esses grupos podem ser um requisito dos programas de reabilitação.

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As 5 substâncias mais viciantes do mundo – e você sabe o que elas fazem com seu cérebro?

De acordo com o site “Psicologia do Brasil”, o potencial que uma droga tem para ser viciante pode ser julgado em termos de danos que causa, o valor de mercado da droga e a medida em que a droga ativa o sistema de dopamina do cérebro – o seu centro de recompensa. Ele também pode ser julgado em termos de qual sensação a droga causa, o nível de abstinência e a facilidade com que uma pessoa pode encontrar a droga para manter o vício.

Veja abaixo quais são as 5 drogas mais viciantes e como elas agem no cérebro.

Nicotina

A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelo pulmão e entregue para o cérebro.

Cocaína

A cocaína interfere diretamente no uso da dopamina pelo cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, a cocaína impede neurônios de transformar o sinal da dopamina, resultando numa ativação anormal das vias de recompensa do cérebro. Em experimentos com animais, cocaína elevou em três vezes os níveis normais de dopamina.

Álcool

Embora legalizada em países como Brasil, EUA e Reino Unido, o álcool foi classificado como a segunda substância mais viciante pelos especialistas da Nutt, marcando 2.2 de um máximo de 3. O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas experimentos de laboratório em animais fizeram aumentar os níveis de dopamina no sistema de recompensa do cérebro – e quanto mais os animais bebiam, mais os níveis de dopamina aumentavam.

Heroína

Os especialistas da Nutt classificaram a heroína como a droga mais viciante, dando-lhe uma pontuação de 2.5 de uma pontuação máxima de 3. A heroína faz com que o nível de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumente em até 200% em animais experimentais. Além de ser, sem dúvida, a droga mais viciante, heroína é perigoso, também, porque a dose que pode causar a morte é apenas cinco vezes maior do que a dose necessária para ficar um pouco chapado. Ou seja, qualquer descontrole pode ser fatal.

Calmantes

Pílulas que foram inicialmente utilizadas para tratar a ansiedade e induzir o sono. Eles interferem na sinalização do produto químico no cérebro, ou seja, eles “desligam” algumas partes do cérebro. Em doses baixas, os sedativos causam euforia, mas em doses mais elevadas podem ser letal e suprimir a respiração.

Questionário Socrático: O que é e como pode me ajudar?

O questionamento socrático é um dos procedimentos mais utilizados para auxiliar o paciente a realizar descobertas sobre a estrutura de seu pensamento, confrontando e mudando suas crenças mais rígidas sobre si mesmo, os outros e o ambiente. Por meio de simples questionamentos – perguntas com respostas abertas, como era o método de Sócrates – o terapeuta vai permitindo a possibilidade de flexibilização.

Por tanto, tente aplicar em sua vida, em seu dia a dia, com os exemplos abaixo:

EXEMPLO 1: A paciente diz :”sinto que não sou uma boa mãe, pois gritei com o meu filho quando ele não estava se comportando muito bem” . O terapeuta pode usar algumas das alternativas abaixo para auxiliá-la a descobrir se esta afirmação é verdadeira ou não.

O que é ser uma boa mãe? Destas características enumeradas por você, quais você possui? Quem você considera uma boa mãe e por quê? O que uma boa mãe faz após ter gritado com o filho e sentido mal com isto? O que você acha que estava sentindo antes de gritar com seu filho? O que você acha que estava pensando antes de gritar com seu filho? As habilidades que uma pessoa necessita para ser uma boa mãe já nascem com ela ou podem ser aprendidas?

Diferentes tipos de perguntas podem ser utilizadas nos questionamentos socráticos, como por exemplo: O que você quer dizer com isto? Me dê um exemplo disto que você está me dizendo? Me explique isto de uma outra maneira.

Tente colocar em prática e verá o quanto confrontar seus pensamentos disfuncionais trará uma melhor qualidade de vida!!!!

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo?

Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões. Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.

Chamamos de “conexão entre mente e corpo”. Essas reações são associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada Pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mais comuns:

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Armadilhas dos Pensamentos

Existem algumas armadilhas no pensamento que podem levar a uma reação exagerada em determinadas situações, sobretudo em épocas mais estressantes e em períodos de maior cansaço. Fernando Magalhães, psicólogo clínico no Centro Clínico e Educacional da Boavista, explica o que deve fazer para não sucumbir à pressão e tomar atitudes das quais se poderá vir posteriormente a arrepender. Estas são algumas das estratégias a adotar para evitar situações de confronto:

  1. Acreditar que o outro deve compreender o nosso ponto de vista e aceitar aquilo que pensamos. «Na realidade, os outros, muitas vezes, não irão concordar porque têm uma experiência de vida diferente que já moldou a sua interpretação do mundo e vice-versa», defende o especialista.
  2. Acreditar que há um padrão absolutamente correto e justo de comportamento que os outros devem cumprir. «Na realidade, o conceito de justiça é subjetivo e depende daquilo que espera ou precisa da outra pessoa», esclarece o psicólogo.
  3. Acreditar que tem algum controle sobre como a outra pessoa pensa ou se comporta ao insistir num tema e criar pressão para convencer a outra pessoa. «Na prática, as pessoas só mudam se elas quiserem, não porque nós o desejamos», sublinha Fernando Magalhães.
  4. Sentir uma opinião contrária à nossa como um ataque pessoal ou uma intenção deliberada contra nós, que gera uma reação de defesa com raiva. «O melhor é não assumir conclusões acerca das intenções e nem adivinhar o pensamento dos outros, pois é muito falível. Opiniões diferentes são apenas isso. É algo de neutro e inofensivo e não uma guerra contra nós», afirma ainda.

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