Priscila Porfírio

Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental na área clínica. Experiência também na área organizacional com pós-graduação em Gestão de Pessoas. Apaixonada pelo ser humano e suas especificidades, esclarece as principais dúvidas sobre transtornos, síndromes e distúrbios psicológicos, além de fazer uma conexão com o dia a dia da população sobre seus problemas emocionais, pensamentos e comportamentos. CRP 06/111755.

O que é procrastinação?

Procrastinar é o comportamento de se adiar tarefas, de se transferir atividades para “o dia seguinte”, deixar de fazer algo ou até interromper o que deveria ser concluído dentro de um prazo determinado (Kerbauy, 1997)

 

Sabe aquela apresentação difícil do trabalho que você tinha dez dias para preparar e no primeiro dia você pensou “Amanhã eu começo, ainda tenho bastante tempo”. E no dia seguinte não deu para fazer, porque você estava atolado de outras coisas pra fazer. Chega o final de semana e você pensa: “Vou descansar esse final de semana e começo a semana que vem renovado. E a prioridade será preparar a apresentação”. Os dias vão passando e você vai adiando, arranjando “desculpas” para não fazer essa apresentação do trabalho. Seja porque ela é muito difícil, ou porque você terá que perder muito do seu tempo pra realizá-la, ou simplesmente porque você não gosta da tarefa. E quando você se dá conta já está em cima da hora, você faz tudo correndo, pede um prazo maior, entrega com atraso, foge do chefe para não ter que entregar o trabalho.

Esse adiamento todo é conhecido como procrastinação. E isso acontece muito e com muita gente no trabalho, nos estudos, na vida social, nos cuidados com a saúde e até com tarefas do cotidiano. Isto porque temos dificuldade de lidar com tarefas difíceis que só nós trarão retorno prazeroso a longo prazo (ou nem trarão retorno algum), e acabamos dando prioridade àquelas tarefas em que obtemos um prazer mais imediato, ou que são mais fáceis de realizar. Geralmente a procrastinação vem acompanhada de muito sofrimento, angústia, nervosismo, medo, perda de autoestima, peso na consciência e sensação de incompetência, e pode levar a problemas mais sérios como crise de ansiedade ou depressão.

Recomendações:

1 – Lidar com seu medo: O medo é um fator que contribui para a procrastinação. Isso pode envolver um medo do fracasso, medo de cometer erros, ou mesmo um medo do sucesso.

2 – Faça uma lista: Comece por criar uma lista de tarefas que você gostaria de realizar. Se necessário, coloque uma data ao lado de cada item, se há um prazo. Estime quanto tempo cada tarefa vai demorar para ser concluída e, em seguida, dobre esse número para que você não caia na armadilha cognitiva de subestimar o tempo que cada projeto levará.

3 – Quebrar projetos em segmentos mais manejáveis: Quando você se depara com um grande projeto, você pode se sentir intimidado, ou mesmo pode parecer impossível quando você olha para a enorme quantidade de trabalho envolvido. Neste ponto, pegue os itens individuais na sua lista e divida-os em uma série de etapas. Se você precisa escrever um artigo para a faculdade, que medidas você precisa seguir? Se você está planejando um evento de família grande, quais são as coisas que você precisa fazer e de que fontes você precisa para obter? Depois de ter criado uma lista detalhando o processo que você precisa para realizar a tarefa, você pode começar a trabalhar em “passos de bebê”.

4 – Reconhecer o início da procrastinação: Assim que começar a lidar com itens em sua lista, preste atenção quando pensamentos de procrastinação começarem a fluir na sua mente. Se você está pensando: “Eu não tenho vontade de fazer isso agora” ou “eu vou ter tempo para trabalhar nisso mais tarde”, então você precisa reconhecer que você está prestes a procrastinar. Em vez de ceder ao desejo, force-se a gastar pelo menos alguns minutos de trabalho na tarefa. Em muitos casos, você pode achar que é mais fácil de completar uma vez que você começou.

5 – Eliminar as distrações: É difícil obter qualquer verdadeiro trabalho feito quando você mantem sua atenção voltada para o que está na televisão ou você fica vendo as postagens dos seus amigos ou páginas do Facebook. Atribua um período de tempo durante o qual você vai desligar todas as distrações – como música, televisão e sites de redes sociais – e use esse tempo para concentrar toda a sua atenção na tarefa que está na sua mão.

Se recompense: Depois de ter concluído uma tarefa (ou até mesmo uma pequena parte de uma tarefa maior), é importante recompensar-se por seus esforços. Dê a si mesmo a oportunidade de fazer algo que você achar divertido e agradável, seja participar de um evento esportivo, um jogo de vídeo, assistir seu programa de TV favorito, ou ver fotos no Instagram.

Pensamentos finais: Quebrar o hábito de procrastinação não é fácil. Se fosse simples, não haveria 70 a 95% de pessoas procrastinando regularmente. O desejo de jogar tudo para o alto pode ser forte, especialmente quando há tantas coisas ao nosso redor para proporcionar diversão e distrações. Enquanto a procrastinação pode não ser algo que você pode evitar totalmente, tornar-se ciente das razões por que você procrastina e como superar essas tendências pode ajudar. Ao implementar essas estratégias, você pode achar que é mais fácil começar a fazer as tarefas importantes.

Origem da ferida emocional da rejeição

Rejeitar significa resistir, desprezar ou recusar, o que podemos traduzir em “não amar” algo ou alguém. Essa ferida nasce da rejeição dos pais para com seus filhos ou, às vezes, por se sentirem rejeitados por seus progenitores, mas sem realmente haver intenção por parte deles. Diante das primeiras experiências de rejeição, a pessoa começa a criar uma máscara para se proteger deste sentimento tão comovente, que está ligado à desvalorização de si mesmo e que se caracteriza por uma personalidade tímida, segundo as pesquisas realizadas por Lise Bourbeau. Assim, a primeira reação da pessoa que se sente rejeitada será fugir, por isso não é de se surpreender que crianças que se sintam rejeitadas inventem um mundo imaginário.

Como é a pessoa que tem uma ferida de rejeição
Parte da nossa personalidade é formada a partir das feridas emocionais sofridas na infância. Por essa razão, a pessoa que sofre da ferida da rejeição se caracteriza por se desvalorizar e buscar a perfeição a todo custo. Esta situação vai levar a pessoa a uma busca constante de reconhecimento pelos outros, desejo que vai demorar a ser saciado.

As palavras “nada”, “inexistente” ou “desaparecer” fazem parte de seu vocabulário habitual, confirmando a crença e a sensação de rejeição que está tão impregnada. Dessa maneira, é normal que a pessoa prefira a solidão, porque se ela receber muita atenção, existirão mais possibilidades de ser desprezada. Se tiver que compartilhar experiências com mais pessoas, tentará passar despercebida, sob a capa que constrói para si mesma, sem falar muito – isso se falar -, apenas para diminuir seu valor diante de si mesma.

Além disso, vive em uma ambivalência constante porque quando é escolhida, não acredita e rejeita a si mesma, chegando até mesmo a sabotar a situação; e quando não é escolhida, se sente rejeitada pelos demais. Com o passar do tempo, a pessoa que sofre desta ferida e que não a cura pode se tornar rancorosa e sentir muita raiva e irritabilidade e ansiedade.

Curar a ferida emocional da rejeição
A origem de qualquer ferida emocional provém da incapacidade de perdoar aquilo que os demais fizeram conosco, ou que nós mesmos fizemos. Quanto mais profunda for a ferida da rejeição, maior será a rejeição de si mesmo ou dos demais, o que pode ser escondido através da vergonha. Além disso, haverá uma maior tendência à fuga, mas isso é apenas uma máscara para se proteger do sofrimento gerado pela ferida.

A ferida da rejeição pode ser curada prestando uma atenção especial à autoestima, começando a se valorizar e a reconhecer por si mesmo, sem precisar da aprovação dos demais. Para isso:

• Um passo fundamental é aceitar a ferida como parte de si mesmo para poder liberar todos os sentimentos presos a ela. Se negarmos a presença do nosso sofrimento, não poderemos trabalhar para curá-lo.

• Uma vez aceita, o passo seguinte é perdoar para se libertar do passado. Em primeiro lugar, a nós pela forma como tratamos a nós mesmos, e em segundo lugar, aos demais, porque as pessoas que nos feriram provavelmente também sofriam de alguma dor ou experiência profunda de dor.

Começar a se tratar com amor e se priorizar. Prestar atenção a nós mesmos e dar amor a si próprio. O valor que merecemos é uma necessidade emocional imprescindível para continuar crescendo.

Embora não podemos apagar o sofrimento vivido no passado, sempre podemos aliviar nossas feridas e ajudá-las a cicatrizar para que sua dor desapareça ou, pelo menos, se alivie. Porque, de acordo com o que Nelson Mandela disse, de alguma forma somos capitães da nossa alma.

Estresse: O mal do século? Como vencer este grande vilão nos tempos atuais?

EstrresseEstudo recente da Associação Americana de Psicologia (APA) aponta que aproximadamente 20% dos americanos sofrem com altos níveis de estresse. No nosso país, o cenário é ainda mais preocupante: 34% dos brasileiros relatam níveis de estresse extremos e um terço dos entrevistados relatou ter apresentado elevação do estresse de um ano para cá, de acordo com o Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS).

O estresse é um estado de tensão que causa uma ruptura no equilíbrio interno do organismo, e qualquer situação, boa ou ruim, que exija adaptação do organismo, é uma fonte de estresse. O estresse não é o causador de doenças graves, mas é o seu desencadeador, pois reduz a defesa imunológica do organismo e, conforme a vulnerabilidade da pessoa, podem aparecer doenças como infecções, úlceras, hipertensão, crises de pânico, ansiedade, herpes, alergias, psoríase, vitiligo, derrame, enfarte e outras (Lipp, 2004).

Por isso é importante ter uma boa qualidade de vida, ou seja, ter momentos de lazer com a sua família e com os seus amigos, fazer uma atividade física prazerosa, escutar uma música que lhe agrade, ler um livro que te acalme, meditar e principalmente a partir do meu olhar e experiência psicoterapêutica, contemplar o belo. Mais o que é o belo? É ter tempo para valorizar as coisas simples da vida, como, por exemplo: ver o pôr do sol, olhar a rosa que desabrochou em seu jardim ou próximo de sua casa, é dar uma risada alta, é cumprimentar seu vizinho e lhe desejar um bom dia, é se desconectar das tecnologias e se conectar as pessoas. São as coisas mais simples da vida, que passam despercebidas, por estarmos sempre na correria do dia a dia, sempre muito ocupados, sempre com muitas prioridades. E no fim, quando nos percebemos exaustos, estressados, irritadiços, com dores musculares e insônia, percebemos que nos esquecemos de dar prioridade para o mais importante: Nós! Ter tempo para nós mesmos.

Como ajudar um dependente químico?

Você já quis ajudar um dependente químico, mas não sabia como? Há muitos equívocos sobre como ajudar uma pessoa viciada em drogas. Para ajudar um dependente químico, é preciso entender que a dependência é bastante complexa. A luta dessa pessoa contra o vício certamente será árdua, mas a sua ajuda e apoio vão contribuir positivamente.

1) Seja o melhor amigo que você puder ser. Algumas amizades são breves e outras duram uma vida toda. Ajudar um amigo a vencer uma luta como a dependência química é uma maneira de fortalecer uma amizade. Com a evolução do relacionamento, você tende a se preocupar mais com a pessoa. Durante uma crise, você naturalmente quer ajudá-la.

2) Comunique sua preocupação. É difícil ver alguém sofrer ou fazer más decisões que impactam negativamente sua vida. Em algum momento, você terá que dizer à pessoa que está preocupado com o bem-estar dela. Ela pode ou não querer ouvir o que você tem a dizer. Isso é bom, pois você estará sendo você mesmo e demonstrando que se importa.

3) Observe o comportamento. Conheça os sinais e sintomas da dependência química. Uma mudança radical na personalidade pode ser indício de que um indivíduo está abusando do uso de drogas. As mudanças de personalidade são um sinal comum de todos os tipos de dependência química, incluindo o alcoolismo, dependência de medicamentos e substâncias derivadas do ópio.

4) Identificar as drogas que a pessoa usa. É comum dependentes químicos usarem mais do que uma droga. Esta pode ser um coisa óbvia ou difícil de determinar. Se uma pessoa usa drogas escondidas, você pode somente ver os sinais e sintomas do abuso. Em caso de dúvida, você sempre pode perguntar. Os abusos de drogas incluem, mas não estão limitados a: anfetaminas, esteroides anabolizantes, drogas sintéticas, cocaína, heroína, inalantes, maconha e drogas de prescrição.

5) Pergunte ao dependente sobre o progresso. Deixe claro que você está realmente preocupado e quer que ele seja bem-sucedido. É importante que ele participe de reuniões de grupos de terapia ou de apoio. Esses grupos podem ser um requisito dos programas de reabilitação.

AJUDE AO INVÉS DE CRITICAR!!!!!

As 5 substâncias mais viciantes do mundo – e você sabe o que elas fazem com seu cérebro?

De acordo com o site “Psicologia do Brasil”, o potencial que uma droga tem para ser viciante pode ser julgado em termos de danos que causa, o valor de mercado da droga e a medida em que a droga ativa o sistema de dopamina do cérebro – o seu centro de recompensa. Ele também pode ser julgado em termos de qual sensação a droga causa, o nível de abstinência e a facilidade com que uma pessoa pode encontrar a droga para manter o vício.

Veja abaixo quais são as 5 drogas mais viciantes e como elas agem no cérebro.

Nicotina

A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelo pulmão e entregue para o cérebro.

Cocaína

A cocaína interfere diretamente no uso da dopamina pelo cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, a cocaína impede neurônios de transformar o sinal da dopamina, resultando numa ativação anormal das vias de recompensa do cérebro. Em experimentos com animais, cocaína elevou em três vezes os níveis normais de dopamina.

Álcool

Embora legalizada em países como Brasil, EUA e Reino Unido, o álcool foi classificado como a segunda substância mais viciante pelos especialistas da Nutt, marcando 2.2 de um máximo de 3. O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas experimentos de laboratório em animais fizeram aumentar os níveis de dopamina no sistema de recompensa do cérebro – e quanto mais os animais bebiam, mais os níveis de dopamina aumentavam.

Heroína

Os especialistas da Nutt classificaram a heroína como a droga mais viciante, dando-lhe uma pontuação de 2.5 de uma pontuação máxima de 3. A heroína faz com que o nível de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumente em até 200% em animais experimentais. Além de ser, sem dúvida, a droga mais viciante, heroína é perigoso, também, porque a dose que pode causar a morte é apenas cinco vezes maior do que a dose necessária para ficar um pouco chapado. Ou seja, qualquer descontrole pode ser fatal.

Calmantes

Pílulas que foram inicialmente utilizadas para tratar a ansiedade e induzir o sono. Eles interferem na sinalização do produto químico no cérebro, ou seja, eles “desligam” algumas partes do cérebro. Em doses baixas, os sedativos causam euforia, mas em doses mais elevadas podem ser letal e suprimir a respiração.

Questionário Socrático: O que é e como pode me ajudar?

O questionamento socrático é um dos procedimentos mais utilizados para auxiliar o paciente a realizar descobertas sobre a estrutura de seu pensamento, confrontando e mudando suas crenças mais rígidas sobre si mesmo, os outros e o ambiente. Por meio de simples questionamentos – perguntas com respostas abertas, como era o método de Sócrates – o terapeuta vai permitindo a possibilidade de flexibilização.

Por tanto, tente aplicar em sua vida, em seu dia a dia, com os exemplos abaixo:

EXEMPLO 1: A paciente diz :”sinto que não sou uma boa mãe, pois gritei com o meu filho quando ele não estava se comportando muito bem” . O terapeuta pode usar algumas das alternativas abaixo para auxiliá-la a descobrir se esta afirmação é verdadeira ou não.

O que é ser uma boa mãe? Destas características enumeradas por você, quais você possui? Quem você considera uma boa mãe e por quê? O que uma boa mãe faz após ter gritado com o filho e sentido mal com isto? O que você acha que estava sentindo antes de gritar com seu filho? O que você acha que estava pensando antes de gritar com seu filho? As habilidades que uma pessoa necessita para ser uma boa mãe já nascem com ela ou podem ser aprendidas?

Diferentes tipos de perguntas podem ser utilizadas nos questionamentos socráticos, como por exemplo: O que você quer dizer com isto? Me dê um exemplo disto que você está me dizendo? Me explique isto de uma outra maneira.

Tente colocar em prática e verá o quanto confrontar seus pensamentos disfuncionais trará uma melhor qualidade de vida!!!!

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo?

Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões. Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.

Chamamos de “conexão entre mente e corpo”. Essas reações são associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada Pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mais comuns:

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Armadilhas dos Pensamentos

Existem algumas armadilhas no pensamento que podem levar a uma reação exagerada em determinadas situações, sobretudo em épocas mais estressantes e em períodos de maior cansaço. Fernando Magalhães, psicólogo clínico no Centro Clínico e Educacional da Boavista, explica o que deve fazer para não sucumbir à pressão e tomar atitudes das quais se poderá vir posteriormente a arrepender. Estas são algumas das estratégias a adotar para evitar situações de confronto:

  1. Acreditar que o outro deve compreender o nosso ponto de vista e aceitar aquilo que pensamos. «Na realidade, os outros, muitas vezes, não irão concordar porque têm uma experiência de vida diferente que já moldou a sua interpretação do mundo e vice-versa», defende o especialista.
  2. Acreditar que há um padrão absolutamente correto e justo de comportamento que os outros devem cumprir. «Na realidade, o conceito de justiça é subjetivo e depende daquilo que espera ou precisa da outra pessoa», esclarece o psicólogo.
  3. Acreditar que tem algum controle sobre como a outra pessoa pensa ou se comporta ao insistir num tema e criar pressão para convencer a outra pessoa. «Na prática, as pessoas só mudam se elas quiserem, não porque nós o desejamos», sublinha Fernando Magalhães.
  4. Sentir uma opinião contrária à nossa como um ataque pessoal ou uma intenção deliberada contra nós, que gera uma reação de defesa com raiva. «O melhor é não assumir conclusões acerca das intenções e nem adivinhar o pensamento dos outros, pois é muito falível. Opiniões diferentes são apenas isso. É algo de neutro e inofensivo e não uma guerra contra nós», afirma ainda.

Como se libertar da Ansiedade? 7 Melhores Dicas que Você PRECISA saber para sair dela!

Viver é saber fluir. Saber gerenciar mudanças. Lidar com inesperado e com nossos julgamentos sobre eles. Coisas, situações e pessoas mudam o tempo todo ao nosso redor, alguns entram e outros saem e no meio do caminho as expectativas que criamos, que projetamos, que sonhamos e acreditamos grande parte do tempo não são atingidas. E se não soubermos gerenciar isso nós vamos nos tornar ansiosos.

Além disso, temos o fator Tempo. Ninguém nos ensinou a lidar com o Tempo, respeitar o tempo, honrar o tempo, sentir o tempo das coisas. Não fizemos as pazes com o Tempo. E então somos engolidos pela sensação que o tempo está, o tempo todo, contra nós. Por que ele não nos acompanha? E então de repente tudo começa a ficar estranho e nada mais parece dar certo. Saímos do eixo, do centro, do equilíbrio.

1) MUITO IMPORTANTE! A pior coisa que podemos, sempre, nos momentos de ansiedade, é projetar o que está acontecendo para o futuro, e é justamente o que fazemos. É algo não acontecer do jeito que queríamos que começamos a definir o futuro a partir disso: “Pronto… tudo vai dar errado!” É “como se” esse momento NUNCA fosse passar! Mas ele irá! Todos antes passaram, e sempre passarão. A tragédia é criada por nós mesmos, dentro da nossa tela mental na nossa cabeça, não pela Vida. E apenas porque projetamos. Criamos um futuro terrível para nós e por isso TUDO parece tão pesado.

2) Pare de catalogar as situações! É o nosso Ego que quer controlar e definir tudo. É ele que fica catalogando todas as experiências como: BOAS, RUINS e NEUTRAS. E isso é o que nos faz sofrer. Não as situações em si. Para a Vida e para o Sábio nada disso existe, tudo é fluxo perfeito! Tudo que vem é positivo. Vem para um propósito de crescimento e expansão. Aceite o que vem de braços e mente aberta!

3) Comemore o lugar até onde você chegou, onde você se encontra. Quando estamos ansiosos nos desconectamos de tudo que somos. Precisamos comemorar cada avançinho. Sabe, colocamos muitas metas para nós e não vivemos o presente. Mal alcançamos um resultado e já partimos para outro sem curtir a doce vitória. Não se deixe levar pela pressa do mundo externo. Assim perdemos a melhor parte do caminho, da Vida. Faça sua parte com alegria e relaxe… não queira chegar no final correndo. E lembre-se vamos tornando nossas mentes abundantes cada vez que valorizamos e celebramos quem somos hoje, criando um campo vibracional cada vez mais aberto para permitir mais vitórias!

4) Agradeça!  Agradeça as pequenas coisas. Agradeça o que vem inesperadamente até você todos os dias. Na verdade, quando TUDO parece estar dando errado, são poucas coisas que não estão saindo como você gostaria. Aposto que tem muita coisa dando certo! Tire a parte ruim e olhe ao seu redor, não perca o melhor da sua vida! E agradeça o que for que esteja acontecendo. Se nós pudéssemos avançar para o futuro entenderíamos o por que de muitas coisas do presente. Não deixe para ficar grato por tudo que aconteceu lá na frente quando você entender tudo… fique grato agora!

5) Faça pequenas mudanças, e troque o “TENHO QUE” pelo “EU POSSO” ou “EU QUERO”. Limpe a sua mente. Ela está dizendo que você TEM que fazer muitas coisas! Faça uma lista de prioridades do que REALMENTE é importante AGORA, foque nisso e dê o seu melhor. Toda viagem requer pequenas mudanças de rota, e isso é a beleza da vida. Derrota é apenas uma mudança DE ROTA. Veja o que em você pode ser corrigido. Perceba o que está dentro do seu campo de capacidades de mudar. Estude as possibilidades, aprimore-se sem se cobrar e sem expectativas, e siga com contentamento o caminho.

6) Foque no que quer sentir! Isso é tão, tão, tão importante. Não fique preso a ideias mentais nos COMO as coisas deveriam estar acontecendo. Apenas foque no que você gostaria sentir naquela situação. Você pode, ao invés de sofrer buscando incessantemente uma solução para seu problema, focar no que deseja sentir, talvez, por exemplo, você gostaria apenas de se sentir aliviado. Como é se sentir aliviado? Coloque essa sensação por todo seu corpo. Qual sensação você deseja sentir como resolução da sua situação? Como você se sentiria com a solução perfeita?

7) Coloque um novo significado para este momento! Pergunte-se quem você seria se não acreditasse que tudo isso é ruim?  Como estaria se sentindo se  visse isso tudo de uma forma positiva? Perceba que é a sua percepção sobre o que acontece que muda como você se sente, e não o que está acontecendo. Conte uma nova história sobre o que está acontecendo! Conte a sua história! Uma história de Amor. E VOLTE ao seu fluxo perfeito, ao seu centro e deixando o futuro te surpreender com INFINITAS POSSIBILIDADES. Permita.

Como me reconectar comigo mesmo?!

Já sentiu aquele vazio? Aquela sensação de chegar a uma casa vazia, sem vida, sem móveis, sem calor? Nós somos nosso lar, nossa casa. E muitas vezes quando voltamos para dentro de nós não tem nada lá para nos recepcionar.

Existem muitas dicas! É um assunto infinito e ele engloba todos os outros, quando nos reconectamos e nos centramos podemos tomar decisões de qualidades, e resolver com clareza todo o resto como: acessar mais a nossa intuição, lidar com as pessoas negativas ao nosso redor, manter nosso centro quando nos apaixonamos etc.

 

mEntão segue 5 dicas que irão te ajudar

1° Perdoe-se e comece a se amar;

2° Reconecte-se com a sua respiração;

3°  Pratique a gratidão por coisas inesperadas;

4° Saia do plano mental: dance, cante desenhe, caminhe;

5° Não se esforce. Permita-se

 

Agora, responda essas 3 perguntas para você mesmo e tente se reconectar de uma vez por todas:

  • Qual são as coisas que te fazem se sentir mais desconectado de você? Se observe e perceba.
  • O que eu você pode/vai mudar na sua rotina para me sentir mais conectado?
  • Você já tem algum ritual para se reconectar?

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