Daniel Dias é o maior medalhista da natação masculina paralímpica

Daniel Dias, o maior medalhista da natação masculina paralímpica, nasceu em Campinas (SP), mas foi criado em Camanducaia (MG) e hoje vive e treina em Bragança Paulista (SP)

 

O maior nadador paralímpico da história, Daniel Dias, cresceu em Camanducaia (MG) e agora mora e treina em Bragança Paulista (SP). Ele nasceu em Campinas, no dia 24 de maio de 1988, e, com 28 anos, já conquistou 24 medalhas nas últimas três paralimpíadas (Rio 2016, Londres 2012 e Pequim 2008), sendo 14 ouros, sete pratas e três bronzes. Apenas na edição da competição no Brasil, encerrada no domingo, dia 18 de setembro, o paratleta conquistou nove medalhas (quatro de ouro, três de prata e duas de bronze). Com este grande desempenho, o brasileiro superou as 23 medalhas conquistadas pelo australiano Matthew Cowdrey.

Confira em quais categorias Daniel Dias ganhou medalhas nos Jogos do Rio: ouro nos 100m livre classe S5, 50m costas S5, 200m livre S5 e 50m livre S5; prata nos 100m peito SB4, revezamento misto 4x50m livre e revezamento masculino 4x100m livre; bronze nos 50m borboleta S5 e revezamento 4x100m medley 34 pontos.

“Não imaginava que conseguiria, nem nos meus melhores sonhos. Tinha o objetivo de nadar seis provas individuais e conquistar medalhas em todas, além de ajudar meus companheiros no revezamento e sempre dar meu melhor. E acabou dando certo. Sair daqui com nove medalhas é algo incrível, espetacular. Ainda não caiu a ficha. Nem consegui dormir direito à noite”, afirmou o maior atleta paralímpico do Brasil após ganhar as nove medalhas.

O herói brasileiro das paralimpíadas esteve no Jornal Nacional, da Rede Globo, na segunda-feira, dia 19 de setembro, um dia pós o término dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Fala-se muito em medalhas, mas o grande legado que a gente vai deixar é o valor da pessoa com deficiência, do atleta paralímpico, e de entender que todos nós somos capazes, que não ter os braços e uma perna não define o que somos. O que define cada um de nós está dentro de nós”, disse o paratleta ao responder o que gostaria que ficasse como legado da Paralimpíada.

A história de Daniel Dias é de superação, desde seu nascimento. “Era um sábado como tantos outros, se não fosse por um pequeno sangramento, onde começa uma história de um menino que nasceu com 37 semanas de gravidez, pesando 1,970 kg e com 41 centímetros”, contam os pais do medalhista.

Em 15 de junho de 2009, Daniel Dias recebeu o Prêmio Laureus, uma espécie de Oscar do esporte, como melhor atleta com deficiência do mundo, devido as suas nove medalhas conquistadas nos Jogos de Pequim em 2008. Até então, apenas três outros brasileiros haviam recebido o prêmio: Pelé (Futebol, 2000), Ronaldo Fenômeno (Futebol, 2003) e Bob Burnquist (Skateboarding, 2002). Além disso, o nadador recebeu o Troféu Laureus também nos anos de 2012 e 2016.

 

Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

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