25 de julho é Dia Nacional da Paz no Trânsito

Cidadania

Foi comemorado, em 25 de julho, o Dia Nacional da Paz no Trânsito. Esta é uma luta que começou em dois de julho de 1993, por meio da Portaria Ministerial 621, quando nasceu o Programa de Redução de Acidentes no Trânsito, com o objetivo de combater os altos índices de acidentes de trânsito. Tem como base resgatar a postura de cidadania no trânsito, utilizando-se de alternativas que mudem o comportamento das pessoas, para que possam conviver de modo harmonioso no cotidiano das ruas e estradas.
Conforme dados do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), em 2000 morreram 6.543 pessoas nas rodovias federais e ocorreram 110.387 acidentes. Em média, 350.000 pessoas ficam feridas por ano, conforme dados fornecidos pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A maior parte dos acidentados tem idade inferior a 35 anos. Dos leitos de traumatologia dos hospitais do país, 62% são ocupados por acidentados de trânsito.
Pressa, estresse, embriaguês, indisciplina e desrespeito são as causas mais frequentes de acidentes nas grandes metrópoles. Tanto o ritmo de vida moderno quanto a falta de tempo generalizada contribuem para a violência nas cidades, sobretudo no trânsito. Portanto, é necessário que motoristas e pedestres se empenhem em mudar sua postura a favor da paz no trânsito.
Depois da promulgação da lei nº. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o novo Código de Trânsito Brasileiro, o número de infrações de trânsito tiveram um decréscimo notável. A lei possui 341 artigos que tratam não só do processo de circulação de bens e pessoas, de modo que se desenvolva dentro de padrões de segurança, eficiência, fluidez e conforto, como também dos direitos e deveres do motorista e do pedestre; estes passaram a ser também responsabilizados perante a lei. O Código aborda com rigidez as transgressões de regras e dispõe sobre a conduta correta e cidadã de as pessoas se portarem no trânsito, constituindo-se em um instrumento eficiente para coibir os abusos de condutores e pedestres, mas preservando e enaltecendo a cidadania.
Para que haja a tão almejada paz no trânsito, é importante que toda a sociedade se comprometa. É dever do governo, de entidades públicas e privadas e dos diversos setores organizados da sociedade civil, unirem-se para que seja alcançado o objetivo maior: preservar vidas.
Para o extremense Macial Cardoso de Lima, caminhoneiro há 25 anos, a imprudência continua sendo a maior causa de acidentes nas estradas. “As pessoas pensam que é só pegar a habilitação e sair por aí. Na verdade, dirigir requer constante aprendizado, que só se conquista respeitando uns aos outros”, disse.
De acordo com Emerson Leandro Cardoso, da Cardoso & Freitas Corretora de Seguros, uma das principais variáveis que constitui o preço do seguro automotivo é alto índice de acidentes de trânsito. “Com mais acidentes, as taxas de sinistralidade aumentam, ocorrendo assim aumento no valor do seguro. Por isso, em alguns casos, mesmo com os bônus que as Seguradoras concedem nas renovações, o valor do seguro acaba não diminuindo e, às vezes, até aumentando”, conta.
Em Extrema, Emerson elogia a implantação de placas e pintura de faixas. “Outra boa iniciativa, que deveria ser implantada, são as campanhas de conscientização no trânsito (como o Trânsito Mais Gentil, por exemplo). Tudo isso é válido! Mas não adianta somente jogarmos a culpa e responsabilidade nos outros. A segurança no trânsito depende principalmente de cada um de nós, portanto precisamos nos esforçar para tornar o trânsito mais seguro, respeitando as regras, e principalmente, respeitando a vida, porque disso depende a sobrevivência de motoristas, pedestres e ciclistas. Precisamos da contribuição de todos para melhorar a situação no trânsito, pois como sempre digo, os beneficiados seremos nós mesmos”, concluiu Emerson.

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