Cotidiano

Estudo conclui desnecessária a implementação de semáforo

Trânsito

O Departamento Municipal de Obras e Urbanismo constatou desnecessária a colocação de semáforos na intersecção da Avenida Brasil com a Rua Benjamin Constant. A conclusão oriunda de um estudo institucional, comandado pelo gestor de Trânsito Luiz Carlos, iniciado em outubro de 2011 e concluída em fevereiro, referenciado em manuais da CET/SP (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo) e do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito).
Os critérios empregados se baseiam em “volumes veiculares mínimos em todas as aproximações da interseção”, “interrupção de tráfego contínuo”,  “volumes conflitantes em interseções de cinco ou mais aproximações”,  “volumes mínimos de pedestres que cruzam a via principal”, “índices de acidentes e os diagramas de colisão, onde os acidentes são do tipo corrigível com semáforo”, “melhoria de sistema progressivo”, “controle de áreas congestionadas”, “combinação de critérios”, “situações locais específicas”, “fluidez do tráfego; nos aspectos de volumes muito acima (conflitos), ou muito abaixo da capacidade da interseção (ciclos vazios)”, e “já se esgotaram todas as alternativas para solucionar o problema, recomendadas pelas técnicas da engenharia de trânsito?”.
O sentido de negação ao semáforo aparece em nove dos onze itens averiguados. As exceções – “combinação de critérios” e “fluidez do tráfego; nos aspectos de volumes muito acima (conflitos), ou muito abaixo da capacidade da interseção (ciclos vazios)” – estabeleceram-se apenas parcialmente.
Conforme a justificativa do projeto, uma implantação inadequada acarreta no “aumento do número de paradas, do tempo de espera dos veículos e pedestres, do número de acidentes, além de implicar em gastos desnecessários de instalação, operação e manutenção”.
Luiz atribuiu à cultura do motorista o número reduzido de acidentes na Benjamin Constant e na Brasil. Levantamento da Polícia Militar aponta 19 registros de ocorrência nas duas vias entre 1º de janeiro e 20 de novembro de 2011, das quais, apenas uma calhou no cruzamento. Ao todo, somente três deixaram vítimas.
“O sujeito é inteligente, já passou ali [no cruzamento] uma vez e sabe que há risco. Você vê o trânsito como uma música lenta, um bolero, e todo mundo dançando no mesmo ritmo. Quando ele se dá conta de que vai passar por ali, ele reduz a velocidade. Todo mundo passa numa velocidade de 20, 25, 30 km. Isso já virou cultura, tanto que você não vê um número excessivo de acidentes. Tem as exceções, mas são poucos motoristas. Esses são os largados, que não têm noção do papel dele no trânsito nem na vida”, salienta.
Em linhas gerais, o condutor tende a redobrar a atenção quando inexiste semáforo.  “Nada se compara ao cérebro humano, não tem máquina mais perfeita. No semáforo, você troca tudo por duas cores: verde e vermelho. E homem nenhum gosta de ser tão direcionado. Quando você recebe o verde, você vai mudar seu comportamento. Você não vai passar a 30, vai passar a 60 km. Assim, se antes eu tinha acidentes leves,  vou passar a ter óbitos”, discorre.
As ações de melhoria do tráfego previstas no local caracterizam, segundo Luiz, geometria, alternativa de saída, mudança de hábito e preferencial.
A preferência, atualmente na Benjamin, ficará para a Brasil após o Carnaval. Baixe aqui o arquivo com o estudo completo: estudo de viabilidade finalizado