Acusados de matar estudante Larissa são condenados a 17 anos e 3 meses

Julgamento foi transferido da Comarca de Extrema para Cambuí

Terceira acusada não foi julgada porque advogado de defesa apresentou atestado médico da réu

 

Os acusados de matar a estudante Larissa Gonçalves de Souza, de 21 anos, com requintes de crueldade, foram condenados a 17 anos e três meses de prisão em regime inicialmente fechado, na noite da última terça-feira, dia 5 de dezembro. O comerciante José Roberto Freire e o garoto de programa Valdeir Bispo dos Santos, vulgo Henrique, foram considerados culpados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, durante o julgamento realizado no Salão do Júri do Fórum Paiva Júnior, em Cambuí, por um júri popular. A sentença foi expedida pela juíza Patrícia Vialli Nicolini, da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Cambuí.

O julgamento, que durou dois dias, foi transferido da Comarca de Extrema para Cambuí a pedido da defesa, a fim de garantir a segurança e evitar o clima de comoção na cidade onde o fato ocorreu.

A terceira acusada de participar do crime, a auxiliar de enfermagem Rosiane Rosa da Silva, não foi julgada porque seu advogado de defesa apresentou atestado médico alegando problemas de saúde da réu. Assim, uma nova data para o julgamento da acusada será marcada.

No Sistema Jurídico Brasileiro, os crimes intencionais contra a vida humana, sobretudo o homicídio, são julgados pelo Tribunal do Júri Popular, ou seja, pela sociedade, que decide pela condenação ou inocência dos acusados.

O crime

Larissa desapareceu no dia 23 de outubro de 2015 e foi encontrada morta em 3 de novembro do mesmo ano, com fraturas em diversas partes do corpo, inclusive nos ossos do rosto, provocadas por golpes de peso de academia, sem os dentes e com lesões no órgão genital. A jovem foi sequestrada na rodoviária de Extrema, sendo levada para a casa do comerciante, onde foi morta.

O corpo foi localizado na Serra do Lopo, dentro de um saco plástico. Segundo denúncia do Ministério Público (MP), a universitária foi encontrada amarrada pelos punhos e tornozelos e teve a cabeça envolta em fita adesiva. No julgamento, a promotora de Justiça da Comarca de Extrema, Rogéria Cristina Leme, ressaltou a violência com a qual a vida da vítima foi tirada pelos réus.

Processo

Em dezembro de 2015, a Polícia Civil concluiu o inquérito pelo indiciamento dos três suspeitos e entregou o processo ao Ministério Público (MP), que indiciou uma quarta pessoa, o então namorado da vítima, Lucas Rodrigo Gamero, que chegou a ser detido, mas depois foi liberado por falta de provas, no dia 12 de novembro de 2015.

José Freire está detido desde o dia 3 de novembro de 2015, data em que o corpo da jovem Larissa foi encontrado na Serra do Lopo após 11 dias de seu desaparecimento. O comerciante confessou o mando do crime e envolveu no caso o namorado da estudante. Já Rosiane da Silva, que participou do crime a pedido de José Roberto, seu amigo, e o garoto de programa Valdeir dos Santos, contratado por R$ 1 mil para executar o crime, foram presos nos dias 6 e 9 de novembro de 2015, respectivamente. O comerciante teria planejado a morte de Larissa por interesse no namorado dela, com quem José Freire afirma que teve um relacionamento amoroso. Lucas nega o envolvimento com o comerciante e no crime, e nem chegou a ser citado no julgamento.

José Freire e Valdeir dos Santos foram reconduzidos ao presídio de Pouso Alegre (MG).

O julgamento durou dois dias

O julgamento foi realizado no Fórum de Cambuí e durou dois dias

 

 

Fotos: Twitter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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