Esporte

Futebol motiva crianças e adolescentes no Bairro do Jardim

Crianças e adolescentes de 09 a 15 anos avistam no futebol uma alternativa de diversão em meio às dificuldades do cotidiano, escapatória de problemas sociais e, talvez, o horizonte de um futuro profissional. O projeto Climpbol Show, de voluntários no Bairro do Jardim, funciona como a mola propulsora.
O Climpbol Show renasceu há dois meses, após a liberação do campo da antiga Climp pela Prefeitura Municipal, atual administradora da área.
Na primeira experiência, durou pouco tempo, de 2003 a 2004. Sucumbiu perante limitações para a execução das atividades, afinal, o campo, o mesmo utilizado hoje, tratava-se de propriedade particular.
Em linhas gerais, as finalidades giram ao redor da formação de cidadãos de “maneira consciente e reflexiva”, da ideia do papel da modalidade no estímulo de uma vida longe de drogas e bebidas, da participação em eventos esportivos e culturais, de procedimentos favoráveis ao bom convívio social, da promoção de divertimento e relaxamento, e da adaptação a trabalhos em grupo.
O treinador Oreste Ferreira Filho (foto) dispõe do apoio do senhor Gustavo Cursi e da estudante do quarto ano de Educação Física, Vanessa Mônica Werber, ambos desenvolvedores de atividades físicas, da senhora Isabel, quem fornece lanches após os treinamentos, e de pais.
“Queremos tirar as crianças da rua, tirar o pensamento delas de coisas ruins através do futebol, que pode ajudar no desenvolvimento”, afirma Oreste.
A garotada treina aos sábados, das 16h às 18h. “Temos hoje 23 crianças e já tem mais cinco querendo entrar. Elas gostam muito de treinar, não veem à hora de poder entrar no campo. Ficam felizes. Quando a criança coloca o colete, você vê a alegria no rosto dela. Ela se sente motivada”, declara.
O crescimento de adesões abre caminho para a possibilidade de atividades também aos domingos. “Nossa expectativa é melhorar, sempre conseguir mais crianças”, fala.
Segundo o treinador, os beneficiados demonstram disciplina. “São crianças educadas, não falam palavrão. É muito bom lidar com elas”, descreve.
O apoio de empresas auxiliaria na evolução do projeto, frisa Oreste. “Não temos a intenção de parar. Convido todo mundo a conhecer nosso trabalho”, conclui.
Além do comparecimento, os interessados em ajudar ou treinar podem telefonar para 9892-0350 (Oreste).