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Compulsões alimentares em tempos de pandemia

Compulsões alimentares em tempos de pandemia

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Rodrigo Coletty
Psicólogo

20 de novembro de 2021

Muito tem se falado das consequências que a pandemia produziu e tem produzido em nossa saúde mental. Dentro dessas consequências, uma das importantes a serem notadas são as compulsões.

Contudo, quando falamos em vícios e compulsões, costumamos lembrar e falar com relativa frequência do álcool e outras drogas, assunto o qual, inclusive, já fiz um artigo aqui, e lembramos muito pouco de outras compulsões igualmente perigosas, como as alimentares, por exemplo. 

Nesse sentido, o isolamento, os riscos e temores e a ansiedade que a pandemia trouxe, principalmente na época em que estava no auge, contribuíram para que essas compulsões também aumentassem.

Nesse ponto, é interessante notar que, embora sejam diferentes esses dois tipos de compulsão, álcool e outras drogas e alimentação, guardam suas semelhanças. Afinal, ambas geram prazer, aliviam a ansiedade e, se não cuidadas, podem acarretar nas mais diversas consequências. No caso da compulsão alimentar, obesidade, diabetes, entre outros problemas de saúde relacionados, inclusive maior risco para Covid.

Sendo assim, o intuito deste artigo não é simplesmente comparar esses dois problemas citados, mas, sim, chamar atenção para a importância de nos cuidarmos em relação, também, a nossa alimentação e o quanto o abuso alimentar, por assim dizer, pode ser prejudicial.

Dessa forma, é importante nos percebermos acerca de nossos hábitos alimentares, e o quanto estamos comendo de maneira compulsiva e, principalmente, nos utilizando da comida como fonte tanto de prazer quanto de alívio da ansiedade. Pois, ao nos percebermos dentro desse quadro de compulsão, podemos buscar formas de lidar com ele de modo a alivia-lo e sana-lo.

Nesse sentido, um acompanhamento psicológico para o melhor entendimento das questões por traz dessa compulsão, uma avaliação com o nutricionista para auxiliar na organização de um melhor uso dos alimentos, bem como, em alguns casos, um acompanhamento também com um psiquiatra, para que seja inserida alguma medicação para alívio da ansiedade, são de grande valia. 

Por fim, fica essa reflexão acerca da importância de cuidarmos de nossa alimentação e o quanto a ansiedade, a qual se intensificou, para maioria das pessoas, durante a pandemia, pode impactar nesse cuidado.

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