“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião”

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião”

18 de julho de 2020
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A história tem o privilégio de registrar a passagem de líderes humanitários, como Gandhi e Nelson Mandela. Em prol da liberdade, justiça e democracia, o Dia Internacional de Nelson Mandela é lembrado neste sábado, 18 de julho.

A comemoração internacional foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), em novembro de 2009, e ‘coincide’ com o nascimento do líder Nelson Rolihlahla Mandela, mais conhecido na África do Sul como Madiba ou Tata (‘pai’) – ele faleceu aos 95 anos, em 5 de dezembro de 2013, devido a uma infecção pulmonar.

A data internacional também foi uma forma da ONU homenagear a dedicação do líder – e também advogado formado – a serviço da humanidade, pela resolução de conflitos, relação entre as raças, promoção e proteção dos direitos humanos, reconciliação, igualdade de gênero e direitos das crianças e outros grupos vulneráveis, e, ainda, pelo desenvolvimento das comunidades pobres.

Na verdade, mesmo que Nelson Mandela tenha nascido e vivido na África do Sul, tendo sido, inclusive, presidente do país, de 1994 a 1999, seus pensamentos, ensinamentos e ideais foram estendidos ao mundo todo, uma verdadeira promoção da cultura de paz através do mundo.

Madiba ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1993 e mais de 250 outros prêmios e condecorações. Ele nasceu numa família de nobreza tribal, em uma pequena aldeia do interior, onde provavelmente iria ocupar um cargo de chefia, porém Mandela recusou esse destino e seguiu para a capital Joanesburgo, aos 23 anos, a fim de dar início a sua atuação política, o que lhe rendeu 27 anos na prisão, mas também o reconhecimento por ter lutado e conseguido refundar seu país. A liberdade veio depois de uma grande pressão internacional e por ordem do então presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela é considerado o mais importante líder da África Negra, o ícone da luta pela igualdade racial – por ter liderado a transição que encerrou a política do apartheid em seu país (regime de segregação racial adotado na África do Sul, entre as décadas de 40 e 90). “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”, dizia ele.

“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos”.

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