Tabagismo x coronavírus

Tabagismo x coronavírus

29 de maio de 2020
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O Dia Mundial de Combate ao Fumo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1987, será comemorado no próximo domingo, dia 31 de maio. Nesta data de reflexão e conscientização sobre os males do cigarro e outros produtos que utilizam o tabaco em sua composição, vale ressaltar que o tabagismo é uma doença crônica caracterizada pela dependência da nicotina. O ato de fumar causa várias repercussões danosas ao organismo. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável.

Em tempos de coronavírus, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) alertou que o tabagismo é um fator de risco para a Covid-19, “devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença. Parar de fumar pode reduzir risco de desenvolver a forma mais severa da Covid-19”.

Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), “o tabagismo aumenta o risco de complicações de dezenas de doenças, em especial, as cardiovasculares isquêmicas, infarto do miocárdio e derrame cerebral, doenças respiratórias (bronquite e enfisema) e diversos tipos de câncer. O tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose”.

De acordo com a OMS, “ao levar as mãos não higienizadas à boca para fumar, pode-se contrair o vírus. Tabagistas têm seu sistema respiratório prejudicado pelo fumo, e, portanto, se infectados pelo coronavírus, podem ter sua saúde ainda mais ameaçada. Por outro lado, ao deixar de fumar, os benefícios à saúde são imediatos, pois após 12 a 24 horas sem fumar os pulmões dos fumantes já funcionarão melhor”.

Aos fumantes passivos, a fumaça do cigarro libera a adrenalina e o cortisol, hormônios causadores do estresse. Quem convive 80% do tempo com fumantes pode respirar o equivalente a dez cigarros, sendo que crianças e idosos ficam com o sistema imunológico debilitado e correm o risco de sofrer problemas respiratórios graves.

Para ajudar aqueles que desejam parar de fumar, o Instituto Nacional de Câncer listou algumas orientações que podem ser conferidas em: https://bit.ly/2TOvxI8.

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