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Coronavírus e o impacto econômico da pandemia

19 de março de 2020

Fotos: Divulgação, Ascom/Pref. Extrema e Carlos Lima Film Maker/Barry Callebaut

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A pandemia do novo coronavírus, que atinge diversos países, reflete em vários setores, desestruturando a economia global. Com o risco de recessão diante do avanço da doença, o Brasil está caminhando para mais um ano de crescimento fraco, com previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 em torno de 1%, segundo especialistas. Em Extrema, 2019 foi um ano de muito desenvolvimento. No momento, em decorrência da Covid-19, as empresas e indústrias do município restringiram visitas, cancelaram feiras, treinamentos e colocaram funcionários em home office (trabalho remoto).

Para o prefeito de Extrema, João Batista da Silva, o prejuízo econômico é um dos piores efeitos do coronavírus. “Empresas sem movimento, sem mercadorias para vender, sem conseguir produzir. No mundo todo o quadro é o mesmo e nós não somos diferentes. O setor do Turismo é um dos mais afetados e que vai, com certeza, trazer sérios problemas. O governo federal vem estudando alternativas para apoiar ou minimizar os efeitos e preservar a economia. A nossa Secretaria de Planejamento e a Procuradoria também estão analisando que alternativas podemos ter para ajudar de maneira rápida e prática”.

O conjunto de medidas emergenciais anunciadas pelo governo federal vai disponibilizar R$ 147,3 bilhões para reduzir os efeitos econômicos relacionados à pandemia do coronavírus nas micro e pequenas empresas e também para auxiliar grupos de pessoas mais vulneráveis.

“Um dos aspectos mais perversos da pandemia é a crise econômica. Muitas empresas já estão paralisando as atividades por estarem desabastecidas. Outras para proteger seus funcionários. Outras por não estarem recebendo clientes. Isto significa uma perda de receita gigantesca para elas, as maiores conseguem suportar o pagamento dos salários e outros compromissos, mas as menores vão sofrer muito. Os governos vêm estudando formas de ajudar, mas os empreendedores pagarão um preço terrível por esta doença”, ponderou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo de Extrema, Adriano Carvalho.

Grande polo industrial, Extrema possui negócios e fábricas dos mais variados segmentos: metal (Ball, Fagor Ederlan, Frum); eletroeletrônico (Multilaser, Panasonic, Dimep); alimentos (Bauducco, Kopenhagen, Barry Callebaut); e-commerce (Netshoes, Privália, Dafiti); bebidas (Ambev, Pernot Ricard, Campari); saúde e beleza (Biolab, Hinode, Sephora). Na Barry Callebaut, por exemplo, uma das maiores fabricantes de chocolate do mundo, a operação continua normal.

“Estamos atentos às informações do avanço da Covid-19 nos sites oficiais. Orientamos nossos colaboradores e divulgamos diversos informativos a fim de manter todos atualizados e cientes dos comportamentos e atitudes que precisamos adotar neste momento atípico”, disse a supervisora de RH da fábrica em Extrema, Hortência Kelly. Além disso, uma série de medidas foram adotadas na empresa por tempo indeterminado. “Nosso Comitê de Gerenciamento de Crise faz avaliação diária dessas medidas para verificar a necessidade de implantação de novas ações ou alteração de alguma medida já implantada”, complementou.

Com 186 colaboradores diretos, as principais medidas de segurança na Barry Callebaut são: comunicação visual e através de Diálogo Diário de Segurança (DDS) sobre medidas de prevenção e higienização de mãos; disponibilização de mais dispensers de álcool gel em toda a fábrica; implantação de formulário de saúde para visitantes, fornecedores e terceiros; as visitas externas estão temporariamente suspensas. Fornecedores externos que precisarem acessar a fábrica para execução de algum serviço imprescindível devem ser previamente autorizados pelo gerente da Planta; e home office para áreas de suporte administrativo e comercial.

A supervisora de RH da Barry Callebaut também avaliou como a restrição pode afetar a empresa economicamente. “Pode haver quebra no fornecimento, mas, no momento, a maior preocupação da empresa é com a saúde e segurança de todos os seus colaboradores, clientes e fornecedores”, afirmou.

O Atibaia Grupo de Recursos Humanos e Região (Agruparh) vem monitorando e compartilhando todas as práticas que as empresas estão implantando com relação à prevenção ao coronavírus. “Todas as empresas estão atuando, realizando campanhas internas de esclarecimento, cartazes, banners, comunicação interna via WhatsApp dos colaboradores. A grande maioria está aplicando o chamado home office em massa, as atividades que podem ser feitas externamente estão sendo liberadas; banco de horas e concessão de férias também estão nos planos das organizações. O que temos percebido é a seriedade por parte dos gestores no sentido de aplicarem medidas de proteção e resguardo da saúde dos colaboradores. Esperamos vencer essa crise o mais rápido possível, todas as empresas estavam vivendo um movimento de retomada econômica”, avaliou o presidente do Agruparh, André Mancuso.

Prefeito de Extrema, João Batista
Secretário de Desenvolvimento Econômico de Extrema, Adriano Carvalho
Presidente do Agruparh, André Mancuso
Fábrica da Barry Callebaut em Extrema

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