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Cultura inaugura na quinta (28) a exposição sobre 150 anos da criação da Freguesia de Santa Rita da Extrema

24 de outubro de 2021

Arte: Divulgação

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Em 2021, completam-se os 150 anos da criação da Freguesia de Santa Rita de Extrema. Visando valorizar e elucidar a história dessa promoção civil e eclesiástica – aspirada, durante anos, por moradores locais e autoridades diversas -, a Prefeitura Municipal de Extrema, com o apoio da Paróquia de Santa Rita e da Memória do Judiciário Mineiro, traz aos munícipes a exposição virtual “150 anos da criação da Freguesia de Santa Rita da Extrema (1871-2021)”. A inauguração será na quinta-feira, dia 28 de outubro, a partir das 10h00, no Acervo Digital Regional de Extrema (Adre), que pode ser acessado através do site oficial da Prefeitura Municipal: www.extrema.mg.gov.br/siscultura/acervo.

Por meio da Lei nº 1.858, de 12 de outubro de 1871, o então vice-presidente da Província de Minas Gerais, Francisco Leite da Costa Belém, fez saber aos moradores dessa província que a Assembleia Legislativa Provincial decretou, e ele sancionou a lei pela qual, entre outros, o Curato de Santa Rita da Extrema (do Município de Jaguari – Camanducaia) foi elevado à condição de Freguesia (ou paróquia). Pouco tempo depois, aos 22 de dezembro do mesmo ano, ocorreu a instituição canônica da Freguesia de Santa Rita da Extrema – como pode ser visto no Livro de Provisões da Diocese de São Paulo (1870-1872) e no Livro de Paróquias nº 1 do Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Segundo a historiadora responsável pela Divisão de História da Secretaria de Cultura de Extrema, Rafaela Ferreira da Silva, a mostra apoia-se em documentos pertencentes ao Arquivo Paroquial de Santa Rita de Extrema, ao Arquivo Paroquial de Camanducaia, ao Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, ao Arquivo Público Mineiro, à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ao Arquivo Histórico Ultramarino (Portugal), ao Museu da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) – do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e à Fundação Biblioteca Nacional. Também foram utilizados autores que abordam temas relacionados à história da Igreja Católica no Brasil, à história da Assembleia Provincial de Minas Gerais, à legislação de Minas Gerais e do Império do Brasil, entre outros assuntos.

Ainda de acordo com a historiadora, a exposição foi organizada em quatro módulos: os antecedentes da edificação da Capela de Santa Rita (filial à Matriz de Camanducaia); a elevação dessa capela à condição de capela curada (ou curato); algumas tentativas frustradas de elevar o curato à condição de freguesia e a elevação do Curato de Santa Rita de Extrema ao status de Freguesia (1871).

“Também demonstramos que, em fins do referido ano, aconteceu a instituição canônica da referida freguesia. Finalmente, apresentamos alguns registros efetuados nas décadas de 1870, 1880 e de 1890 sobre a Freguesia de Santa Rita de Extrema – localidade que, pela Lei nº 319, de 16 de setembro de 1901, obteve sua emancipação político-administrativa e que, por meio da Lei nº 663, de 18 de setembro de 1915, passou a denominar-se Extrema”, contou Rafaela Ferreira da Silva.

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