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Empresas da região paralisam atividades, mas evitam demissões

31 de março de 2020

Fotos: Divulgação

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As restrições de movimentação por conta do coronavírus gerou uma insegurança muito grande quanto às atividades empresariais. De um lado o poder público se preocupa com o fechamento dos empregos e a perda na arrecadação, do outro estão os empresários sem saber até quando a pandemia irá impactar os negócios.

Tão logo se iniciou o movimento de isolamento social para conter a expansão do vírus, começou também um movimento em direção oposta para que as atividades continuassem em sua normalidade, movimento encabeçado pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Os pequenos empreendedores foram os primeiros a sentir o impacto, sem conseguir manter seus negócios. Muitos já demitiram e até pensam na continuidade do empreendimento. Caso as grandes empresas também decidissem partir para demissões em massa, a situação se agravaria ainda mais”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Extrema, Adriano Carvalho.

Muitas empresas e sindicatos vem fazendo uso das medidas que o governo federal editou para proteger os empregos. O Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares e Restaurantes de São Paulo e Região (Sinthoresp) está fechando acordo com os empreendimentos, reduzindo o salário em 50% há garantia de que ninguém será demitido. Em Atibaia, os maiores hotéis aderiram à proposta que tem o aval do governo federal.

“Fizemos uma consulta entre as empresas que fazem parte do Agruparh e tivemos uma resposta muito positiva. Todas as empresas integrantes do grupo estão usando férias e banco de horas para fazer o afastamento dos funcionários, sem incorrer em demissões”, ressaltou o presidente do Atibaia Grupo de Recursos Humanos e Região (Agruparh), André Mancuso.

Empresas como a Invicta de Pouso Alegre; Acqualimp, Dello, Sigma, Festcolor, Unicoba e Multilaser em Extrema; Grupo Humma em Piracaia; Dynamic Air em Nazaré Paulista; Busch e Roge em Jarinu; Farmina e Santher em Bragança Paulista, além de não demitir, em muitos casos estão contratando.

“Não sabemos até quando vai a crise e, é claro, que o fôlego das empresas é limitado. Mas os gestores estão fazendo todo o possível para evitar demitir. Todos sabemos o momento delicado que o país passa e as empresas querem fazer parte da solução”, enfatizou André Mancuso.

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Extrema, Adriano Carvalho
Presidente do Agruparh, André Mancuso

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