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Onda roxa para conter pandemia passa a valer em todos os municípios de MG a partir desta quarta (17)

Extrema e os municípios da região devem seguir as determinações do Governo de Minas, ou seja, implantar a fase mais rígida do Minas Consciente, independentemente da adesão ao programa

16 de março de 201

Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

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Devido ao agravamento da pandemia de Covid-19 no estado e em todo o país, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, dia 16 de março, anunciou que a onda roxa, nova fase do Minas Consciente, se estenderá para todos os 853 municípios mineiros, a partir desta quarta-feira, dia 17, independentemente da adesão ao programa. Extrema e os municípios da região devem seguir as determinações do Governo de Minas.

A onda roxa adota medidas mais rígidas de prevenção e combate ao novo coronavírus. A princípio, esta nova etapa terá duração de 15 dias em todo o estado. Segundo Zema, Minas está passando por uma grave crise de assistência hospitalar. “Estamos aqui hoje para tratar de uma questão que, há um ano, tem causado transtorno e tristeza a toda a sociedade. O sistema de Saúde de Minas Gerais entrou em colapso. Ou seja, o número de pessoas que demandam cuidados médicos é maior que a capacidade de atendimento”, alertou o governador durante a coletiva.

Com a segunda cepa do vírus que já chegou ao Brasil, nos últimos meses houve rápido avanço no número de casos e óbitos por Covid-19. “Estamos obrigados a optarmos entre continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo ou termos um isolamento para salvarmos vidas. E eu sou favorável a salvar vidas”, ressaltou o governador.

Já o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, disse, também na entrevista coletiva, que esta é a primeira vez que as unidades de Saúde de todas as regiões estão sobrecarregadas. “Não temos mais capacidade de transferir pacientes de uma macrorregião para outra, e isso faz com que a gente adote medidas mais duras”.

Para o secretário, a onda roxa não pode ser apenas mais uma cor no mapa, mas uma mudança de comportamento de todos os mineiros. “Precisamos que os cidadãos entendam isso. Não adianta restringir a circulação e fechar o comércio se as pessoas não mudarem os hábitos”, afirmou.

Algumas ações da onda roxa são: circulação de pessoas nas ruas apenas em caso de atividades essenciais; toque de recolher das 20h00 às 05h00; funcionamento somente de serviços essenciais (alimentos e agropecuária; saúde – hospitais, atendimento, veterinárias, etc.; bancos e correios; transporte público; energia, gás e combustíveis; oficinas mecânicas; construção civil; indústrias – somente do setor de atividades essenciais; imprensa e comunicação; Tecnologia da Informação – TI); proibição de eventos e reuniões presenciais, inclusive entre pessoas da mesma família que não moram na mesma casa; proibição de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou de uso coletivo; proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe – exceto para visitas ao médico; implantação de barreiras sanitárias; fechamento de bares e restaurantes (atendimento apenas via delivery e retirada).

A fiscalização será feita pelas prefeituras municipais, com apoio da Polícia Militar. “O objetivo é fazer com que as pessoas obedeçam e que não seja preciso adotar outras medidas, que podem ser notificação ou multa. No entanto, alguns comportamentos podem incorrer em crimes como resistência, desobediência, desacato e até mesmo a propagação de doença contagiosa. Neste caso, entramos na esfera criminal, o que deve ser tratado pela Justiça”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Rodrigo Sousa.

Arte: Agência Minas

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