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Período de portas fechadas causa prejuízo de R$ 15 milhões ao Distrito de Monte Verde

Move e o prefeito Rodrigão enviaram carta-manifesto ao Governo de Minas defendendo o turismo consciente

16 de abril de 2021

Foto: Ascom/Move

Após permanecer 31 dias com comércio e turismo fechados, Monte Verde volta à onda vermelha

Após permanecer 31 dias com comércio e turismo fechados, Monte Verde volta, a partir deste sábado, dia 17 de abril, à onda vermelha do plano Minas Consciente, retomando o funcionamento dos setores com 50% da capacidade de atendimento. A decisão foi anunciada pelo Governo do Estado de Minas Gerais na quinta-feira, dia 15.

Em conjunto com 17 associações comerciais de destinos turísticos mineiros, a Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move) elaborou uma carta-manifesto defendendo o turismo consciente, que foi entregue ao Estado na última segunda-feira, dia 12 de abril.

“Com base no que vivemos no nosso distrito nos últimos meses, entendemos que é possível retomar de forma responsável, consciente e com segurança, sem uma radicalização prejudicial aos meios de sobrevivência da população. Em reunião com o secretário estadual de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, ele afirmou que o modelo adotado por Monte Verde durante a pandemia deverá ser utilizado como referência às demais localizações”, contou a presidente da agência, Rebecca Wagner.

O prefeito de Camanducaia, Rodrigo Alves Martins (Rodrigão), também falou a respeito do manifesto encaminhado ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. “Fizemos diversos apontamentos e sugestões para uma retomada segura e consciente, preservando a saúde da população de Minas e mantendo a economia ativa. Também solicitamos o apoio do governo na promoção dos destinos turísticos do estado, o que nos fará sair na frente de todo país e recuperar a economia do setor com segurança e controle”.

A estimativa é que o período de portas fechadas tenha causado um prejuízo de cerca de R$ 15 milhões ao distrito, que conta com, aproximadamente, 740 empresários, sendo 80% deles de pequeno porte. Para minimizar as perdas, que se acumulam desde o ano passado, a Move desenvolveu um pacote de ações que auxiliam na sobrevivência dos negócios locais.

“Criamos protocolos diferenciados de atendimento em todos os nossos estabelecimentos, seguindo regras e decretos elaborados pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, das esferas municipal, estadual e federal, no que tange à salvaguarda das vidas dos nossos moradores, trabalhadores e visitantes. A higienização e o distanciamento, principalmente, foram amplamente respeitados, e continuaremos seguindo as orientações das autoridades de saúde para manter o funcionamento do setor em plena segurança”, afirmou a presidente da Move.

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