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Prefeitura inclui produtos da agricultura familiar nas cestas básicas

Para a renda desses produtores não ficar comprometida com a suspensão das aulas, alimentos passam a fazer parte das 800 cestas que estão sendo distribuídas às famílias necessitadas

05 de maio de 2020

Fotos: Ascom/Pref. Extrema

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A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe impacto em setores que, muitas vezes, não são lembrados. Um deles é a agricultura familiar, a qual, em Extrema, vende 50% dos itens usados na preparação da merenda infantil. Para a renda desses trabalhadores não ficar comprometida com as aulas suspensas devido ao isolamento social e quarentena, os produtos passaram a fazer parte das 800 cestas que estão sendo distribuídas pela Prefeitura de Extrema às famílias que estão passando por dificuldades.

Cada família recebe a cesta de alimentos, um kit de higiene e limpeza, e uma cesta com batata, mandioca, mandioquinha, chuchu, banana, brócolis, alface, cheiro verde e limão. Os itens são recebidos diariamente para garantir que sejam entregues frescos.

“Com esta medida protegemos a renda do agricultor familiar e ainda levamos uma alimentação melhor para as famílias. Sabemos que muitos estão com dificuldade para escoar a produção e tendo prejuízo, então, buscamos uma forma de ajudar”, ressaltou o prefeito de Extrema, João Batista da Silva.

Desde 2017, o trabalho conjunto entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o setor de Agricultura e Pecuária da Prefeitura de Extrema vem estimulando produtores a ampliar o número de itens plantados e a sua quantidade, buscando atender da melhor forma a necessidade nutricional da merenda.

Desta forma, os produtores de Extrema passaram a contar com lavouras de frutas e verduras que antes não existiam no município. Mas com a interrupção das aulas, as compras foram suspensas deixando os agricultores sem ter para quem vender. “Foi um momento muito ruim, pois, além de entregar itens fresquinhos e de qualidade para a alimentação das crianças, a compra garantia uma renda importante para os agricultores”, comentou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Extrema, Adriano Carvalho.

“O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante ao produtor uma venda direta, sem intermediários, por um preço muito bom. Interromper as compras prejudica todo um trabalho que vem sendo desenvolvido com estas famílias. Por isto, foi muito importante encontrar uma alternativa”, explicou o engenheiro agrônomo Hélio João Farias.

Cada família recebe a cesta de alimentos, um kit de higiene e limpeza, e uma cesta com batata, mandioca, mandioquinha, chuchu, banana, brócolis, alface, cheiro verde e limão
A agricultura familiar vende 50% dos itens usados na preparação da merenda infantil em Extrema

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