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Secretaria de Cultura trata da emancipação político-administrativa de Extrema

17 de setembro de 2022

Foto: Acervo Digital Regional de Extrema

Coronel Simeão Stylita Cardoso

Desde 2017, a Administração Municipal, através da Secretaria de Cultura, estuda e reúne documentos que tratam de aspectos da história de Extrema. Um dos marcos da história de Extrema é a emancipação político-administrativa – comemorada anualmente no dia 16 de setembro. A data corresponde ao dia no qual o então governador do Estado de Minas Gerais, Sr. Francisco Silviano de Almeida Brandão, sancionou, em 1901, a Lei nº 319, que elevou 12 localidades à condição de município, alterou divisas e deu ainda outras providências. Um dos municípios criados pela referida lei foi o de Santa Rita da Extrema.

De acordo com pesquisa promovida pelo Arquivo Público Mineiro, com a promulgação da Constituição Mineira, em 1891, “o Poder Legislativo Estadual passou a ser exercido pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Mineiro, que funcionavam separadamente e constituíam o Congresso Mineiro”.

Dez anos após a promulgação da Constituição do Estado de Minas Gerais, de 1891, seria possível discutir uma “nova divisão administrativa” do Estado. Nesse contexto, em 1901, a Câmara dos Deputados (de Minas Gerais) registrou acalorados debates sobre tal matéria. Posteriormente, a redação “final” do projeto discutido na Câmara dos Deputados foi remetida ao Senado Mineiro, que após discutir a matéria, encerrou tal assunto. Esse texto foi finalmente sancionado por Silviano Brandão e publicado no dia 16 de setembro de 1901.

Nesse período, Simeão Stylita Cardoso, natural de Extrema, era deputado (na Câmara dos Deputados do Estado de Minas Gerais). Documentos produzidos em Extrema, entre 1920 e 1952, apontam que Simeão Stylita Cardoso (1855-1919) prestou “relevantes serviços” para a criação do município de Extrema, tendo atuado ativamente também na Câmara Municipal de Extrema, no início do século XX.

Nesse contexto, a Secretaria de Cultura ressalta que a emancipação política não deve ser confundida com a fundação do povoado. Desde 2017, a Secretaria de Cultura estuda o surgimento do núcleo populacional que deu origem ao atual Município de Extrema, tendo acumulado farta documentação dos séculos XVIII e XIX que contém referências ao “Lugar do Registro”, ao “Cemitério do Registro” e ao “Bairro do Registro”. A referida documentação ainda demonstra que casamentos foram celebrados no Registro do Jaguari entre 1812 e 1815 – sendo que, de forma significativa, a primeira referência à Capela de Santa Rita, localizada até o momento, data de 1816. Assim, a Secretaria de Cultura destaca que no Acervo Digital Regional de Extrema (ADRE), os munícipes encontram documentos e pesquisas que tratam de importantes marcos da história de Extrema, como a elevação da capela à condição de capela curada (1832), a elevação da capela curada ao status de freguesia (1871), a emancipação político-administrativa (1901), entre outros.

Por Rafaela Ferreira da Silva, responsável pela Divisão de História e pelo Setor de Proteção do Patrimônio Cultural de Extrema

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