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Vice-presidente da Câmara, pastor René, protocola pedido para construção de base especializada no tratamento da ELA

17 de janeiro de 2020

Foto: Ascom/Câmara de Extrema

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O vice-presidente da Câmara de Extrema, pastor René Cursino, protocolou, na diretoria assistencial do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), que fica na capital mineira, Belo Horizonte, ofício solicitando a construção de uma base de saúde especializada no atendimento aos pacientes portadores de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

O parlamentar foi recebido pelos assessores administrativo-assistenciais, Pedro Henrique Pimenta e César Augusto Nunes Costa. No HJK, René conheceu as dependências hospitalares, além dos procedimentos e tratamentos dispensados aos pacientes portadores de esclerose.

Fortalecendo parceria com o estado

Foi durante visita ao gabinete do deputado estadual Dalmo Ribeiro, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), que o vereador extremense protocolou o pedido solicitando apoio e a intervenção para que a proposta saia do papel e beneficie a comunidade. No documento René defendeu a proposta como prioritária para o sistema de saúde regional.

“Essa ideia não irá beneficiar somente o extremense, mas todo o usuário do programa de saúde básica dos municípios vizinhos. A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença bastante grave e o paciente que precisa do tratamento só o encontra em Belo Horizonte”, disse René.

De acordo com o Núcleo de Gestão da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, o Sul de Minas contabiliza um grande número de pacientes que passam pelo tratamento. Como não há cura para a enfermidade, as pessoas perdem progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesmas. Na maioria dos casos a moléstia causa paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar.

Situações de óbito podem ocorrer após três a cinco anos após o diagnóstico (caso o paciente não efetue corretamente o tratamento, além de depender do estágio da gravidade da doença) e cerca de 25% dos pacientes alcançam maior longevidade após a descoberta da enfermidade. Os medicamentos e os tratamentos são apenas paliativos e ajudam a melhorar a qualidade de vida, além de retardar a evolução da doença, que inevitavelmente acontecerá em algum momento.

“Como poder público devemos primar pela saúde pública. (…) É uma luta pela causa social, que assume ainda a melhoria na qualidade de vida dessa parcela da comunidade que tanto sofre com a doença e que necessita de amparo”, pontuou René. Ainda de acordo com o vereador, desde 2009 o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece medicamentos gratuitos aos pacientes com essa doença.

Durante a semana o vice-presidente do Legislativo fortaleceu o seu pedido diretamente ao diretor da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), Fábio Baccheretti Vitor, e à Secretaria de Estado de Saúde (SES). No ofício o parlamentar reitera o seu compromisso com a população e cobra providências para que a saúde seja pauta prioritária no dia a dia legislativo. (Com informações da Organização Mundial de Saúde – OMS/2019).

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